PNUD: Jogos Mundiais dos Povos Indígenas foram palco de cultura e inclusão digital

Evento apresentou a Oca Digital, espaço com 30 computadores que recebeu oficinas e palestras sobre uso de mídias sociais exclusivas para indígenas.

Oca Digital na primeira edição dos Jogos Mundias dos Povos Indígenas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Oca Digital na primeira edição dos Jogos Mundias dos Povos Indígenas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

A primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), realizada em Palmas em outubro, foi palco de oficinas e palestras sobre cultura digital. O SENAC, juntamente com o Comitê Intertribal (ITC), instalou a Oca Digital na Vila dos Jogos, que contou com 30 computadores. O espaço foi instaurado com o objetivo de gerar a inclusão digital, ensinando indígenas a usar mídias sociais.

“Aqui, eles aprendem em vários workshops, todos voltados para que preparem uma imagem para colocar na Internet, como uma fanpage, um blog, utilizar os recursos de web conferência através do Skype, facilitar a vida e a comunicação deles como pessoa, como aldeia”, informou o coordenador dos cursos de informática do SENAC de Tocantins, Alorran de Freitas Barbosa, destacando que a maior parte dos indígenas que participou das oficinas já tinha alguma rede social.

Para Joana Munduruku, indígena integrante da equipe articuladora dos jogos e mestranda em cultura indígena, o uso de tecnologias pelos povos indígenas é um direito que não enfraquece sua cultura e tradição. Munduruku defende que a produção de vídeos e fotos e a possibilidade de seu compartilhamento entre indígenas são importantes para a preservação da sua cultura e memória das tradições de cada povo.

A realização do I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas contou com o apoio do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD).