PNUD e Inhotim debatem atitudes individuais para combater mudanças climáticas

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Trazer o problema das mudanças climáticas para mais perto do cidadão comum. É o que defende o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em seminário realizado do dia 29 até esta sexta-feira (1º), no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, o organismo internacional lembrou que todo indivíduo tem um papel a desempenhar no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as metas globais da ONU.

Seminário discutirá a importância dos jardins botânicos, papel dos setores público e privado, soluções locais e interface entre ciência e tecnologia. Foto: Instituto Inhotim.

Foto: Instituto Inhotim.

Trazer o problema das mudanças climáticas para mais perto do cidadão comum. É o que defende o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em seminário realizado do dia 29 até esta sexta-feira (1º), no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, o organismo internacional lembrou que todo indivíduo tem um papel a desempenhar no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as metas globais da ONU.

Promovido em Brumadinho pelo centro cultural, a agência das Nações Unidas e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o evento Mudança Climática e Biodiversidade: Ideias e Atitudes que Fazem a Diferença reuniu representantes da sociedade civil, setor privado, academia e instituições globais.

“Como jardim botânico e centro de concentração e disseminação do conhecimento, o Instituto Inhotim tem uma importância fundamental no cuidado com a biodiversidade e com os recursos naturais, além da reestruturação e reorganização do espaço de forma sustentável”, disse o diretor do Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo.

Além de debater, enfatizou o gestor, centro também deve convidar as pessoas a reflexão e a mudanças de comportamento, sejam elas individuais, coletivas ou institucionais.

Moderando o painel “Interface entre ciência, tecnologia e tomada de decisão pública e privada para o combate à mudança climática”, o assessor sênior do PNUD, Haroldo Machado Filho, também participou do evento. Especialista explicou que as transformações do clima estão diretamente associadas aos ODS.

“Colocar a questão da mudança do clima mais próxima do cidadão comum e dos impactos no processo de desenvolvimento, em relação à mudança do clima, biodiversidade, edução pobreza, saúde, educação, é garantir que os 17 ODS, que são integrados e indivisíveis, sejam implementados”, afirmou.

Desde 2016, o PNUD conta com um acordo de cooperação com o Inhotim. Parceria visa coordenar redes institucionais, recursos humanos e financeiros para iniciativas de mitigação e de compensação de gases de efeito estufa resultantes das operações do instituto. Projetos utilizam metodologia do cancelamento de “Reduções Certificadas de Emissões (RCEs), provenientes dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

As duas instituições também deverão desenvolver programas de mecanismos voluntários para a compensação individual de emissões, com base em estratégias da Conferência Rio+20, em 2012.

Aberto ao público em 2006, o Inhotim já recebeu mais de 2,7 milhões de visitantes, sendo 400 mil de outros países. Localizado a 60 quilômetros da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, o instituto abriga um acervo de arte contemporânea que possui cerca de 1,3 mil obras. Dessas, 700 estão expostas nas 23 galerias e nos jardins do instituto. O Jardim Botânico do centro é composto por cerca de 4,5 mil espécies nativas e raras de todos os continentes.


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