PNUD divulga relatório de desenvolvimento humano para América Latina e Caribe nesta terça-feira (14)

O crescimento econômico sozinho não reduzirá a pobreza e a desigualdade na América Latina e no Caribe. Essa é uma das mensagens-chave do Relatório de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe, intitulado “Progresso Multidimensional: o bem-estar para além da renda”.

O estudo será lançado nesta terça-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em evento que reunirá mais de 60 parlamentares da região no Parlamento Latino-Americano e Caribenho (PARLATINO), no Panamá.

“Claramente, ‘mais do mesmo’ em termos de crescimento – e de políticas públicas – não resultará em redução da pobreza e da desigualdade”, afirmou a diretora do PNUD para América Latina e Caribe, Jessica Faieta.

“Maior crescimento econômico não gera necessariamente maior progresso social: políticas diferentes devem estar presentes particularmente quando recursos fiscais, cruciais para expandir redes de proteção social, se reduziram”, complementou.

O PNUD destaca que o bem-estar das pessoas deve refletir “mais do que a renda” e chama a atenção dos líderes regionais para o “progresso multidimensional”. Isso inclui investir em habilidades para melhores oportunidades de emprego, assim como em sistemas financeiros que previnam endividamento excessivo e reduzam as diferenças de gênero.

O terceiro RDH para a América Latina e o Caribe é uma publicação editorialmente independente encomendada pelo PNUD. O relatório foi preparado com apoio financeiro da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

Mais de 20 autoridades regionais participaram do Conselho Assessor, incluindo ministros, senadores, acadêmicos e atuais líderes das principais organizações multilaterais da região.

O mais recente RDH regional mostra que fatores determinantes para “tirar pessoas da pobreza” – educação de qualidade e emprego – são diferentes dos que “evitam a recaída dessas pessoas na pobreza” – existência de redes de proteção social e recursos domésticos.

O foco das ações do PNUD é a construção de “resiliência”, ou seja, da habilidade de absorver choques externos – crise financeira ou desastres naturais – sem que isso envolva grandes retrocessos.

Isso é particularmente importante para as 200 milhões de pessoas vulneráveis da região – as quais não são nem “pobres”, vivendo abaixo da linha da pobreza de quatro dólares por dia, nem pertencentes à classe média.

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