PNUD apoia planejamento de gestão ambiental e territorial do povo indígena Bakairi

Oficinas e palestras entre lideranças do poder público e de aldeias da região discutiram ações contra ameaças ambientais. Iniciativa tem colaboração do Projeto GATI, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

 Jovens Bakairi no multirão de coleta e conscientização sobre o lixo. Foto: Lúcio Flores/Projeto GATI.

Jovens Bakairi no multirão de coleta e conscientização sobre o lixo. Foto: Lúcio Flores/Projeto GATI.

O povo indígena Bakairi deu início a uma iniciativa de planejamento ambiental e territorial de suas terras, no centro sul do estado do Mato Grosso, em um encontro realizado no último mês de outubro. O projeto tem colaboração da Coordenação Regional Cuiabá da Fundação Nacional do Índio (CR Cuiabá/Funai) e do Projeto GATI (Gestão Ambiental e Territorial Indígenas), apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O evento reuniu representantes do poder público e lideranças de diversas aldeias da região em oficinas e palestras para discutir a elaboração e o financiamento dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) das Terras Indígenas Bakari e Santana.

Ainda foi realizado um mutirão de coleta de lixo, uma vez que o aumento do consumo de produtos industrializados vem causando o crescimento de resíduos sólidos. Os jovens e as crianças da Escola Indígena Kura Bakariri tiveram participação ativa, orientando os mais velhos sobre a importância do tratamento correto do lixo.

O uso extensivo de agrotóxicos nos entornos do território indígena também causam preocupação na região. Para minimizar as consequências do problema – como a poluição da água e a diminuição do número de peixes do rio -, serão formados agentes indígenas ambientais. Sua função será monitorar as divisas do território e denunciar atos ilícitos, como incêndios, pesca e caça predatórias e invasões.

O Projeto GATI visa o fortalecimento das práticas indígenas de manejo, uso sustentável e conservação dos recursos naturais, contribuindo ao reconhecimento das Terras Indígenas como áreas essenciais para conservação da diversidade biológica e cultural dos biomas florestais brasileiros.