PNUD apoia aliança entre empresas e sociedade pela redução de perda de água no Brasil

A campanha “Menos perda, mais água” busca aumentar a eficiência na distribuição até 2030 e reduzir o desperdício de 6 bilhões e meio de metros cúbicos de água.

Campanha visa a diminuir o desperdício de água no Brasil: Foto: Prefeitura de São Francisco da Glória

Campanha visa a diminuir o desperdício de água no Brasil: Foto: Prefeitura de São Francisco da Glória

A cada ano, 6 bilhões e meio de metros cúbicos de água são desperdiçados nos sistemas de distribuição urbanos em todo o país. Isso representa, aproximadamente, 39% de toda a água produzida para o consumo no Brasil. Para reverter esse quadro, governo, sociedade civil organizada e o setor privado lançaram a campanha “Menos perda, mais água”, na última quarta-feira (25), em Brasília.

Aumentar a eficiência na distribuição até 2030 é a meta do movimento. Por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6 – “Garantir a disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos” – o foco é reduzir o número de pessoas que sofrem com a escassez de água no Brasil. Por ano, o prejuízo com as perdas no sistema chega a 8 bilhões de reais, de acordo com levantamento das empresas distribuidoras.

“Enfrentar essa realidade é uma necessidade urgente, especialmente por busca de soluções para dificuldades hídricas que o país atualmente enfrente, e exige um esforço conjunto de toda a sociedade. O ODS 6 é um ótimo exemplo de um objetivo que requer a participação de vários setores. Um bom manejo dos recursos hídricos promove a redução da pobreza, o crescimento econômico e sustentabilidade ambiental”, afirmou o coordenador do Sistema ONU no Brasil e representante residente do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), Niky Fabiancic.

Benefícios para a saúde

Por meio da Rede Brasileira do Pacto Global, que articulou a criação do movimento “Menos perda, mais água” junto ao setor privado, sociedade civil e empresas públicas, a promoção do debate sobre o tema, o cálculo dos objetivos, a produção de um diagnóstico dos municípios e a capacitação para reverter esse quadro serão as linhas de atuação até 2030.

“Temos que aumentar a eficiência do uso da água até 2030. Reduzir o número de pessoas que sofrem com a escassez é nossa meta. Nós adiantamos uma das fases dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: as parcerias. Assim conseguiremos atingir a eficiência na gestão hídrica”, afirmou o presidente da Rede Brasileira do Pacto Global, André Oliveira.

Com a eficiência na distribuição de água, a área da saúde também é contemplada diretamente, de acordo com o embaixador do movimento e presidente da Sociedade de Abastecimento de Campinas (Sanasa), Arly Romêo. “Para cada 1 real que investimos no abastecimento de água, outros 4 são poupados na saúde pública. Sem saneamento adequado, não haverá melhorias para a população. O meio ambiente é nossa responsabilidade. A crise hídrica já deixou lições importantes, e uma delas é que Campinas reduziu o consumo em 20%”, afirmou Romêo.

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