PNUD: 700 representantes de comunidades tradicionais participam de Feira dos Povos do Cerrado

Muitas das comunidades tradicionais representadas no Encontro recebem apoio do PNUD, que ampara projetos nos biomas do Cerrado e da Caatinga.

Feira de sociobiodiversidade promoveu troca de experiências entre os participantes. Foto: PNUD/Kimberley Diogolin

“Nós, Povos do Cerrado, somos os que sempre estiveram aqui. Somos também os que chegando depois, criaram raízes profundas nessa terra. Somos o encontro entre culturas, que deu origem a novos e diferentes modos de vida”. Assim começa a carta elaborada pelos representantes das comunidades tradicionais ao fim do VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que foi realizado no Complexo Cultural Funarte, em Brasília, de 5 a 8 de junho.

Cerca de 700 representantes de comunidades tradicionais, de 12 estados, estiveram presentes no evento, dentre eles, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco e agricultores familiares. O Encontro também contou com a participação de especialistas, gestores públicos, representantes de organizações da sociedade civil, da academia e institutos de pesquisa.

O objetivo foi fomentar a troca de experiências e a promoção de meios de vida sustentáveis, a valorização das tradições culturais dos povos do Cerrado, a formulação de posições políticas conjuntas, a divulgação dos problemas socioambientais que afetam o bioma, além das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade.

O evento foi organizado pela Rede Cerrado, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ministério do Meio Ambiente, a FUNAI e mais de 20 outras instituições. A programação incluiu oficinas, mesas de debate, palestras, atrações culturais, a feira da sociobiodiversidade e a praça gastronômica.

O PNUD e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), em parceria com a Rede Cerrado, também apoiaram a exposição fotográfica de Bento Viana, que capta a riqueza e a diversidade do Cerrado em 12 fotografias representativas das comunidades locais.

Pequenos Projetos Ecossociais

Muitas das comunidades tradicionais presentes no Encontro recebem apoio do PNUD, por meio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), que ampara projetos de organizações de base comunitária e organizações não governamentais nos biomas do Cerrado e da Caatinga.

“A partir do contato da minha comunidade com esse recurso, houve vários benefícios, porque passamos a compreender a gestão do processo de usar a matéria-prima do capim dourado como uma forma de renda para a comunidade e, acima de tudo, para a valorização da nossa identidade”, afirma Ana Claudia, integrante da comunidade quilombola de Mumbuca (TO) e beneficiada pelo PPP-ECOS.

“O apoio do PNUD foi fundamental, pois nos concedeu a estrutura de uma farmácia para trabalhar com plantas medicinais, que ajudou muito a nossa comunidade”, destacou Dalci José de Carvalho, da comunidade Olhos D’Água (MG).

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