Plano de ação ajuda empresas a cumprir objetivos globais até 2030

A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e a consultoria Falconi apresentaram na terça-feira (10) as diretrizes para que o setor empresarial consiga cumprir, nos próximos dez anos, todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O projeto estabelece planos de ação prioritários e métricas para que as empresas brasileiras aumentem seus impactos sociais, ambientais e de governança positivos, inserindo plenamente a sustentabilidade em suas operações.

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A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e a consultoria Falconi apresentaram na terça-feira (10) as diretrizes para que o setor empresarial consiga cumprir, nos próximos dez anos, todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O projeto estabelece planos de ação prioritários e métricas para que as empresas brasileiras aumentem seus impactos sociais, ambientais e de governança positivos, inserindo plenamente a sustentabilidade em suas operações.

O evento marcou ainda o lançamento do SDG Action Manager, plataforma construída para auxiliar as empresas a medirem seu desempenho com relação aos ODS, e a realização do primeiro diálogo com o setor privado em celebração aos 75 anos da ONU no mundo.

O planejamento elaborado em parceria pela Rede Brasil do Pacto Global e a Falconi estabelece metas claras e prioridades para as quase 900 empresas signatárias até 2030.

“Ficamos muito orgulhosos de termos sido convidados e gostamos muito desse tipo de desafio. Pudemos ajudar a Rede Brasil do Pacto Global a estruturar a sua estratégia de uma forma muito pragmática, para que amplifiquem e acelerem o seu alcance aqui no Brasil. Isso faz parte da nossa missão, do nosso propósito”, afirma Viviane Martins, presidente da Falconi.

A estratégia contempla cinco frentes de ação prioritárias: desenvolvimento de projetos cujas metas estão relacionadas diretamente às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, colaborando para que as empresas gerem impactos sociais e ambientais positivos; inserção dos ODS nas estratégias de negócios das empresas, fazendo com que a sustentabilidade esteja presente no propósito, nas instâncias de governança, nos objetivos e metas corporativas, nos produtos e serviços ofertados, na gestão de pessoas e nos investimentos e destinação de recursos.

Outros pontos incluem tornar a Rede Brasil uma referência internacional em sustentabilidade, proporcionando às empresas a possibilidade de participar de fóruns de discussão e movimentos globais; ampliação de parcerias e atuação regionalizada, conduzindo projetos em ecossistemas e com startups, além de gerar aproximação com a academia, com a sociedade civil e atuar regionalmente através da criação de hubs e, por fim, engajamento de pequenas e médias empresas (PMEs) das cadeias de valor das grandes empresas que integram a Rede Brasil e desenvolvimento de plataformas online para a capacitação deste público.

“Os ODS não apenas identificam os grandes desafios que a humanidade precisará superar, como também apontam as oportunidades de negócios e as tendências. Assim, para o setor empresarial, acompanhar o desenvolvimento das metas de sustentabilidade deve ser parte da rotina e um caminho necessário quando se busca adaptação aos novos cenários e demandas da sociedade”, explica Rodolfo Sirol, presidente do Conselho de Administração da Rede Brasil do Pacto Global.

“A ONU definiu o período até 2030 como a Década da Ação, ou seja, é tempo de acelerar o nosso trabalho para cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os ODS representam desafios muito importantes para o mundo, e especialmente para o Brasil, que precisa reduzir desigualdades e diminuir seus impactos ambientais para ter uma economia mais forte e resiliente”, afirma Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.

O evento, realizado no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo (SP) contou com 180 representantes do setor empresarial.

Entre os presentes, estiveram Viviane Martins, CEO da Falconi; Cristina Palmaka, presidente da SAP no Brasil; Carlos Takahashi, CEO da Black Rock no Brasil; Guilherme Weege, presidente do Grupo Malwee; Luis Sanchez, presidente do conselho da AlmapBBDO.

Outros presentes foram Eduardo Fischer, CEO da MRV; Karine Bueno, head de sustentabilidade do Santander; Francine Lemos, diretora-executiva do Sistema B no Brasil; Rodolfo Sirol, presidente do Board da Rede Brasil do Pacto Global e Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.

Diálogos UN75

A ONU completa 75 anos em 2020 e, para marcar o aniversário, está realizando uma conversa global sobre o papel da cooperação internacional na construção do futuro que queremos. Além de diálogos presenciais em todos os cantos do planeta — chamados Diálogos UN75 —, há uma pesquisa online, de um minuto, disponível, em português, em un75.online/?lang=prt.

As respostas ajudarão a melhorar a gestão internacional dos temas globais que exigem uma cooperação entre fronteiras, setores e gerações, necessária para termos um mundo mais seguro, justo e sustentável para todas e todos.

Um desses diálogos ocorreu durante este evento da Rede Brasil do Pacto Global em São Paulo (SP), que contou com a presença do coordenador-residente do Sistema ONU no país, Niky Fabiancic.

“Ampliar nossos esforços para alcançar os ODS é imprescindível para todos os países, todas as instituições e empresas, todas as pessoas. Por isso esta é a Década de Ação. Temos apenas dez anos para cumprir nosso compromisso de entregar um mundo melhor para as futuras gerações. E só conseguiremos fazer isso trabalhando de forma articulada”, disse Fabiancic.

“O que devemos fazer agora para garantir não apenas que os ODS sejam alcançados, mas também que o mundo continue progredindo nos 15 anos seguintes? Em que direção deve ir esse progresso? Quais são as principais ameaças que devemos enfrentar? De que instituições e ações precisamos para chegar lá?”, questionou.

O coordenador-residente do Sistema ONU Brasil lembrou que as Nações Unidas, sozinhas, não conseguirão todas essas respostas. “E é por isso que convidamos cada uma e cada um de vocês a dar sua contribuição para essa ampla conversa, que acontecerá simultaneamente em todo o mundo.”

“Os resultados dessa conversa serão compilados ao redor do planeta e servirão de subsídio para uma declaração dos 193 países-membros, que terá como objetivo revitalizar o compromisso global com o multilateralismo e a cooperação entre países.”

Os representantes do setor empresarial falaram sobre as ações que precisam ser feitas para diminuir a distância entre o cenário atual e a situação ideal, almejada pela Agenda 2030.

Equidade é Prioridade

Durante o evento, a Rede Brasil do Pacto Global lançou também oficialmente o Equidade é Prioridade, um movimento por mais mulheres em cargos de liderança.

De acordo com a pesquisa International Business Report (IBR) – Women in Business, da consultoria Grant Thornton, apenas 16% dos cargos de CEO e diretoria executiva no Brasil eram ocupados por mulheres em 2017.

A Rede Brasil do Pacto Global pretende mudar esta realidade, estabelecendo a meta de ao menos 30% de mulheres em cargos de alta liderança até 2025. A CEO da SAP Brasil, Cristiana Palmaka, assinou o compromisso durante o evento.

Ferramentas de acompanhamento

A oferta de ferramentas de mensuração é fundamental para que as empresas tenham clareza dos avanços realizados e das correções necessárias.

Para contribuir com este desafio, o Pacto Global e o Sistema B lançaram oficialmente, na terça-feira (10), o SDG Action Manager, uma solução online e gratuita para ajudar o setor empresarial a alinhar suas estratégias e operações aos ODS.

A plataforma indica riscos e oportunidades de negócios e propõe metas que podem servir de base para a construção de o plano de ação.

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