Piratas da Somália cometem mais violência, apesar de patrulhas navais

Patrulhas navais na costa da Somália têm, cada vez mais, interrompido atividades piratas, com muitos deles sendo presos e processados. No entanto, outros continuam a tomar os navios usando métodos cada vez mais violentos, declarou o Secretário-Geral sobre o tema.

Suspeitos de pirataria na Somália são levados para julgamento no Quênia. Foto: ONU.Patrulhas navais na costa da Somália têm, cada vez mais, interrompido atividades piratas, com muitos deles sendo presos e processados. No entanto, outros continuam a tomar os navios usando métodos cada vez mais violentos, declarou o Secretário-Geral sobre o tema.

No documento, ele elogia as medidas tomadas para julgar suspeitos piratas e prender criminosos condenados, manifestando gratidão em especial pelos esforços do Quênia e de Seicheles neste assunto, bem como a um conjunto de Estados-Membros da ONU que têm fornecido subsídios para o julgamento e o encarceramento de condenado piratas.

No entanto, ele destaca que muito mais precisa ser feito, incluindo melhorias na coleta de provas e outras atividades de investigação após prisões no mar, bem como encontrar soluções legais de longo prazo para o problema. Estados-Membros da ONU, a Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL) e o Serviço Europeu de Polícia (Europol) estão trabalhando em conjunto para expor as redes criminosas internacionais que lucram com os atos de pirataria ao longo da costa da Somália.

Ban observou que a pirataria teve um imenso impacto sobre as economias do leste da África e de outras regiões do mundo, com rotas de comércio internacionais ameaçadas e preços dos produtos subindo como resultado. Ele aplaudiu os esforços dos Estados-Membros para coordenar a resposta internacional e bilateral à pirataria, a nível militar e político, mas salienta que a resolução duradoura para o problema só virá quando a Somália se estabilizar.

Ban destacou a importância dos Estados-Membros fornecerem financiamento e recursos diretamente para o Governo Federal de Transição (TFG, na sigla em inglês), uma vez que estes fundos e recursos ajudam a construir a capacidade do Governo para manter a lei e a ordem. O Secretário-Geral também expressou preocupação com o destino das centenas de marinheiros mantidos em cativeiro pelos piratas.