Pesquisa da OMS indica que obesos têm mais chance de serem fumantes

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Nova pesquisa indica que pessoas que têm tendência genética ao sobrepeso têm mais chances de começar a fumar e de fumar mais do que a média, de acordo com estudo publicado pelas Nações Unidas nesta quinta-feira (17).

O estudo, realizado por uma agência ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), concluiu que o aumento do índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura corporal e até da circunferência da cintura foi associado a um risco maior de ser fumante e de ter maior intensidade de tabagismo, medida pelo número de cigarros fumados por dia.

Consumo de tabaco custa US$33 bilhões para os sistemas de saúde da América Latina, o equivalente a 0,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Foto: EBC

Consumo de tabaco custa US$33 bilhões para os sistemas de saúde da América Latina, o equivalente a 0,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Foto: EBC

Nova pesquisa indica que pessoas que têm tendência genética ao sobrepeso têm mais chances de começar a fumar e de fumar mais do que a média, de acordo com estudo publicado pelas Nações Unidas nesta quinta-feira (17).

De acordo com o pesquisador Paul Brennan, da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês), cerca de 70 genes foram identificados pela primeira vez e podem explicar esse comportamento. A agência pertence à Organização Mundial da Saúde (OMS), e tem o mandato de conduzir pesquisas sobre as causas e prevenção do câncer.

O estudo, publicado na revista British Medical Journal e financiada pelo Cancer Research UK, concluiu que o aumento do índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura corporal e até da circunferência da cintura foi associado a um risco maior de ser fumante e de ter maior intensidade de tabagismo, medida pelo número de cigarros fumados por dia.

“Baseado em marcadores genéticos da obesidade, o estudo nos permite entender melhor a relação complexa entre obesidade e hábitos de fumo importantes”, disse Brennan, especialista em epidemiologia genética da IARC e um dos autores do estudo.

Ele acrescentou que a pesquisa mostrou a relação entre massa corporal e tabagismo, e também sugeriu que havia possivelmente uma “base biológica comum para comportamentos aditivos, como a dependência de nicotina e o maior consumo de energia”.

Brennan também observou que, ao entender melhor o vínculo, o estudo também pode ser uma ferramenta útil para ajudar as pessoas a pararem de fumar — um hábito que mata mais de 7 milhões de pessoas a cada ano, de acordo com a OMS.

É conhecido o fato de que os fumantes têm um peso corporal menor em média do que os não fumantes, possivelmente devido à redução do apetite, mas muitos ganham peso depois de pararem de fumar.

“No entanto, entre os fumantes, aqueles que fumam mais intensamente tendem a pesar mais”, disse o estudo.

O diretor da IARC, Christopher Wild, disse que “a prevenção do tabagismo é fundamental para reduzir a carga global de câncer e outras doenças crônicas, como doenças cardiovasculares e diabetes”.

Ele acrescentou que a obesidade estava entre as causas evitáveis ​​mais importantes dessas doenças crônicas. “Estes novos resultados fornecem intrigantes descobertas sobre os benefícios potenciais de abordar conjuntamente esses fatores de risco”.


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