Pesquisa aponta que crianças brasileiras veem discriminação na internet

Quatro em cada dez crianças brasileiras com idade entre 9 e 17 anos que usaram a internet em 2015 – 9, 3 milhões de crianças – já viram alguém ser discriminado na internet. Este é um dos resultados da pesquisa Crianças Brasileiras Online.

A pesquisa é do Centro Regional para Estudos em Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Celtic.br), sob os auspícios da Organização das Nações Unidas para a educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Foto: Nadine Doerle/Pixabay

Foto: Nadine Doerle/Pixabay

Quatro em cada dez crianças brasileiras com idade entre 9 e 17 anos que usaram a internet em 2015 – 9, 3 milhões de crianças – já viram alguém ser discriminado na internet. Este é um dos resultados da pesquisa Crianças Brasileiras Online, que coleta dados sobre oportunidades, direitos e riscos que jovens internautas correm, incluindo violência online e bullying.

A pesquisa é conduzida anualmente desde 2012 pelo Centro Regional para Estudos em Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Celtic.br), sob os auspícios da Organização das Nações Unidas para a educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O contato com discriminação é menos frequente entre os mais jovens e mais frequente entre os mais velhos. Entre as causas aparecem cor ou raça (25%), aparência (14%), atração por pessoa do mesmo sexo (11%) e pobreza (8%).

Fonte: Celtic.br

Fonte: Celtic.br

De acordo com indicadores da pesquisa, oito de cada dez crianças brasileiras usaram internet, correspondendo a 23,4 milhões de usuários no país. Entre as crianças usuários de internet, 20% relataram ter sido alvo de cyberbullying e 12% tiveram comportamento ofensivo online.

O Centic.br está ligado ao setor de Comunicação e Informação e contribui para a realização dos objetivos estratégicos da UNESCO, somando esforços no monitoramento da construção das sociedades da informação e do conhecimento.

Para acessar a pesquisa completa, em português, clique aqui.