Pesqueiras sustentáveis podem aumentar a população de peixes no mundo e gerar renda para trabalhadores do setor

Um relatório das Nações Unidas apontou que um investimento de 8 bilhões anuais na reconstrução e no greening (termo, em inglês, para tornar uma atividade ecologicamente correta) da pesca no mundo pode proporcionar um crescimento da captura de peixes e gerar um retorno econômico a longo prazo de 1,7 trilhão de dólares nas próximas 4 décadas.

Reviravolta da maré na diminuição dos peixes. Foto: UN.Um relatório das Nações Unidas apontou que um investimento de 8 bilhões anuais na reconstrução e no greening – termo, em inglês, para tornar uma atividade ecologicamente correta – da pesca no mundo pode proporcionar um crescimento da captura de peixes e gerar um retorno econômico a longo prazo de 1,7 trilhão de dólares nas próximas 4 décadas.

O relatório “Economia Verde”, pré-lançado esta semana pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), aponta que o investimento – que pode ajudar a reduzir ou até mesmo eliminar o subsídios atuais de 27 bilhões de dólares – é necessário para reduzir drasticamente o excesso de capacidade das frotas pesqueiras do mundo e, ao mesmo tempo, apoiar os trabalhadores em meios de subsistência alternativos. O financiamento também é vital para a realização de uma reformar gerencial do setor, através de políticas como o estabelecimento de áreas de proteção marinha que permitam a recuperação das reservas esgotadas.

O Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, afirmou que as pesqueiras ao redor do mundo estão sendo “exploradas” em índices insustentáveis e classificou tal realidade como uma falha de gestão em proporções monumentais. “As escolhas que os governos farão agora e nos próximos anos em relação à indústria da pesca impactarão mais de meio bilhão de pessoas”, destacou.

Em um desenvolvimento paralelo, um projeto apoiado pela ONU ajudará a fortalecer o setor pesqueiro de Serra Leoa, que foi destruído por uma guerra civil brutal de uma década. Atualmente, a pesca em pequena escala e para subsistência representa 85% do pescado do país, e a indústria tem um potencial de gerar empregos e garantir a segurança alimentar, de acordo com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). O Diretor-Geral da UNIDO, Kandeh K. Yumkella, apontou que instituições de apoio à indústria limitaram a capacidade dos recursos humanos, especialmente nos níveis pequeno e médio de gerenciamento. Ainda, citou a falta de mão-de-obra qualificada local como a causa da dependência de trabalhadores estrangeiros.

Com um novo plano de investimentos financiado pela Rússia, a UNIDO criará o Instituto de Treinamento de Pesca (Fishery Training Institute), que tentará auxiliar o setor a se tornar mais comercial em Serra Leoa. O acordo para a criação do projeto foi assinado na última segunda-feira (17), em Moscou, com a Rússia se comprometendo a direcionar 1,5 milhão de dólares para melhorar a qualidade da água e reduzir o impacto negativo das atividades industriais na Bacia do Rio Volga, em Yaroslav, com parte de outra iniciativa da UNIDO.

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