Pequenas hortas em Bangladesh ajudam na nutrição de milhares de rohingyas

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Agências da ONU alertam que mais de 40 mil pessoas precisam de apoio em áreas afetadas pela crise de refugiados de Mianmar; mulheres lideram metade das famílias beneficiárias de kits de produção.

Refugiados rohingya atravessam o assentamento de Balukhali em Cox Bazar, no Bangladesh. Foto: UNICEF/Brown

Refugiados rohingya atravessam o assentamento de Balukhali em Cox Bazar, no Bangladesh. Foto: UNICEF/Brown

Agências da ONU anunciaram nesta semana que estão oferecendo kits de hortaliças a milhares de famílias de refugiados rohingya para combater a desnutrição e melhorar a sua dieta em Cox’s Bazar, em Bangladesh.

Grande parte das 700 mil pessoas que nos últimos sete meses deixaram o estado de Rakhine, em Mianmar, sofrem de desnutrição devido à pobreza e à discriminação.

Atualmente estas dependem de kits que incluem arroz, lentilhas, óleo de cozinha e temperos distribuídos por agências de auxílio a cada duas semanas. Essas entidades destacam que os refugiados, especialmente crianças menores de cinco anos, precisam urgentemente diversificar a sua dieta.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) distribuem 50 mil kits a beneficiários que incluem famílias locais sem acesso a alimentos diversos e nutritivos.

A iniciativa pretende distribuir sementes e ferramentas a 25 mil residentes de acampamentos. Outros 25 mil beneficiários vivem em aldeias anfitriãs dos subdistritos de Ukhiya e Teknaf.

Mulheres

O programa que promove a horticultura e a produção em larga escala entre os agricultores locais tem o valor de 3 milhões de dólares. Quase metade das famílias que recebem os kits é chefiada por mulheres.

O coordenador de emergência da OIM em Cox’s Bazar, Manuel Pereira, disse que sete meses após o início da crise “não são apenas os refugiados, mas também a comunidade anfitriã que precisa de ajuda”.

Ele destacou que o ritmo do fluxo dos refugiados coloca “enorme pressão sobre a agricultura local e a cadeia de abastecimento alimentar”.

Comunidades

De acordo com o representante da agência, pelo menos 400 mil pessoas – incluindo refugiados e comunidades locais – precisam atualmente de apoio nutricional.

Os kits incluem alimentos como amaranto vermelho, espinafre com alto teor de ferro, feijões e sementes de abóbora. Também são oferecidos utensílios como pás, regadores e recipientes para guardar alimentos e evitar perdas na próxima estação chuvosa.

O programa também oferece formação aos beneficiários em técnicas de produção nas pequenas hortas.


Mais notícias de:

Comente

comentários