Peça sobre refugiados vivendo em São Paulo está em cartaz até final de agosto

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A peça São Paulo Refúgio, espetáculo da trupe Performatron que aborda os desafios de refugiados vivendo no Brasil, está em cartaz na FUNARTE SP até 27 de agosto. Obra foi produzida a partir de pesquisas com estrangeiros vítimas de deslocamento forçado. Os atores brasileiros Elise Garcia, Ériko Carvalho e Conrado Dess dividem o palco da Sala Carlos Miranda com o migrante congolês Tresor Muteba.

Peça aborda desafios de refugiados que chegaram ao Brasil. Foto: Tarcísio de Paula

Peça aborda desafios de refugiados que chegaram ao Brasil. Foto: Tarcísio de Paula

A peça São Paulo Refúgio, espetáculo da trupe Performatron que aborda os desafios de refugiados vivendo no Brasil, está em cartaz na FUNARTE SP até 27 de agosto. Obra foi produzida a partir de pesquisas com estrangeiros vítimas de deslocamento forçado. Os atores brasileiros Elise Garcia, Ériko Carvalho e Conrado Dess dividem o palco da Sala Carlos Miranda com o migrante congolês Tresor Muteba.

São Paulo Refúgio apresenta histórias de refugiados de diferentes partes do mundo. Por meio de cartas e depoimentos interpretados pelos artistas do Performatron, espectadores conhecem os temores e as expectativas de gente que tem abandonar casa, família e emprego para sobreviver.

Quando chegam a um país seguro, esses indivíduos têm de lidar com diferenças culturais, aprender um novo idioma e, por vezes, enfrentar o preconceito de comunidades que deveriam acolhê-los.

A peça põe em cena fases distintas da vida dos deslocados forçados — o momento anterior à partida, o trânsito e a travessia rumo a um novo país e a adaptação à realidade do Brasil.

O texto foi elaborado com base no contato direto dos atores brasileiros com refugiados em São Paulo. O trabalho de investigação e criação começou no segundo semestre de 2014. Desde então, o Performatron esteve envolvido na realização de oficinas teatrais, rodas de conversa e festas temáticas, em parceria com organizações que atuam junto às populações de refugiados na cidade.

O espetáculo fica em cartaz até o final desse mês, sendo exibido às quintas, sextas, sábados e domingos.

Em 2016, a peça foi trazida ao Rio de Janeiro pelo grupo Performatron, que acabou ganhando mais um integrante, o refugiado sírio Hadi Bakkour. Ele participou da montagem na capital fluminense. Em reportagem especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), atores falaram sobre a importância de abordar a temática do refúgio no teatro. Relembre:


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