Parceria da ONU aumenta oportunidades de estudo para refugiados africanos no ensino superior

Acordo entre a agência de refugiados da ONU e o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) expande possibilidade de este segmento participar de cursos online e presenciais.

Estudante africano realizando seu sonho de completar o ensino superior. Foto: ACNUR/P. Smith

Estudante africano realizando seu sonho de completar o ensino superior. Foto: ACNUR/P. Smith

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou na última semana um acordo com o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) que permitirá que pessoas deslocadas à força em vários países africanos prossigam o ensino superior através de cursos locais e online.

“Garantir o acesso a educação é um direito de todos e uma prioridade para o ACNUR em todas as suas operações”, disse o diretor de Proteção Internacional da agência, Volker Türk. “A educação é um processo contínuo. Além da educação primária e secundária, o ACNUR também quer oferecer oportunidades no ensino superior para estudantes refugiados, mas recursos limitados são uma barreira para nós”.

O acordo vai ampliar o acesso aos cursos online oferecidos atualmente aos refugiados na Jordânia, Quênia e Malaui, onde centenas deles já estão matriculados em aulas do ensino superior e programas de graduação da Universidade de Regis, em Denver, Colorado, nos Estados Unidos. Muitos também estão em vias de concluir os cursos de certificação oferecidos por outras universidades jesuítas.

Além disso, o acordo vai expandir o alcance dos cursos para o Chade e em outros países onde o ACNUR e um parceiro do JRS operam.

No ano passado, o ACNUR apresentou uma estratégia de educação para de cinco anos que visa aumentar o acesso ao ensino superior, ampliar o número de bolsas de estudos universitários e desenvolver o acesso a programas de educação a distância para refugiados em instituições de ensino credenciadas.

O acordo veio após um debate ocorrido em dezembro do ano passado entre líderes religiosos e especialistas na proteção de refugiados. Ele fortalece as parcerias do ACNUR com organizações religiosas e com as que possuem algum tipo de fé e que realizem trabalhos no setor humanitário.