Paralelamente à cúpula do clima, Trump pede proteção da liberdade religiosa

Enquanto líderes globais se reuniam na sede da ONU nesta segunda-feira (23) para apresentar seus planos de combate às mudanças climáticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a necessidade de salvaguardar a liberdade religiosa em todo o mundo, em evento com a presença do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

“Lamentavelmente, a liberdade religiosa de que gozam os cidadãos norte-americanos é rara no mundo. Aproximadamente 80% da população mundial vive em países onde a liberdade religiosa é ameaçada, restrita ou mesmo proibida”, afirmou Trump.

Guterres disse lamentar ver um número crescente de pessoas sendo humilhadas publicamente, assediadas e atacadas por causa de sua religião ou crença. “A melhor maneira de promover a liberdade religiosa internacional é unindo nossas vozes para o bem, combatendo mensagens de ódio com mensagens de paz, abraçando a diversidade e protegendo os direitos humanos em todos os lugares”, afirmou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente norte-americano, Donald Trump, participam de encontro sobre liberdade religiosa em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente norte-americano, Donald Trump, participam de encontro sobre liberdade religiosa em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

Enquanto líderes globais se reuniam na sede da ONU nesta segunda-feira (23) para apresentar seus planos de combate às mudanças climáticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a necessidade de salvaguardar a liberdade religiosa em todo o mundo.

Trump explicou que a liberdade de religião é consagrada na Constituição dos EUA e protegida pela Declaração de Direitos, o nome dado às 10 primeiras emendas à Constituição norte-americana.

“Lamentavelmente, a liberdade religiosa de que gozam os cidadãos norte-americanos é rara no mundo. Aproximadamente 80% da população mundial vive em países onde a liberdade religiosa é ameaçada, restrita ou mesmo proibida”, afirmou.

Uma fanfarra foi tocada quando Trump e o secretário-geral da ONU, António Guterres, entraram na sala de conferências, com a presença do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e da embaixadora do país na ONU, Kelly Craft.

Para o chefe da ONU, é “totalmente inaceitável” que as pessoas enfrentem discriminação religiosa no século 21.

Guterres disse lamentar ver um número crescente de pessoas sendo humilhadas publicamente, assediadas e atacadas por causa de sua religião ou crença.

“Judeus foram assassinados em sinagogas, suas lápides desfiguradas com suásticas; muçulmanos foram mortos a tiros em mesquitas, seus locais religiosos vandalizados; cristãos foram mortos durante a missa, suas igrejas incendiadas. E em muitos lugares do mundo, comunidades inteiras foram alvo por causa de sua fé — inclusive em lugares onde essas comunidades existem há séculos, se não há milênios”, disse ele.

O secretário-geral da ONU lembrou duas iniciativas recentes das Nações Unidas para intensificar a ação contra a intolerância religiosa. Elas buscam abordar as causas do discurso de ódio e apoiar os esforços para proteger locais religiosos e casas de culto.

“A melhor maneira de promover a liberdade religiosa internacional é unindo nossas vozes para o bem, combatendo mensagens de ódio com mensagens de paz, abraçando a diversidade e protegendo os direitos humanos em todos os lugares”, afirmou.

Trump exortou os países a acabar com a perseguição religiosa, revogar leis que restringem a liberdade de religião e crença e aumentar a responsabilização por crimes contra comunidades religiosas, entre outras medidas.

Seu governo destinará 25 milhões de dólares adicionais para proteger a liberdade religiosa, locais religiosos e relíquias. Outras medidas a serem tomadas incluem o estabelecimento de uma Aliança Internacional pela Liberdade para enfrentar a perseguição religiosa e a nomeação de um enviado especial para monitorar o anti-semitismo.

Três pessoas — uma cristã do Irã, um rabino judeu do Iêmen e a filha de um economista da minoria muçulmana uigur da China — foram convidadas a abordar como a intolerância religiosa afetou suas vidas.