Para mobilizar sociedade civil, conferência da ONU adota agenda de ação para a educação global

Aprovado na Coreia do Sul, Plano de Ação de Gyeongiu quer garantir uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa, e promover oportunidade para todos. Pela primeira vez na história da conferência global de ONGs da ONU, a juventude emitiu uma declaração própria.

O mês de junho começou com a aprovação do Plano de Ação de Gyeongju, um documento que fornece orientações concretas para que organização não governamentais (ONGs) de todo o mundo se mobilizem em comunidades e melhorem a sua capacidade de pressionar os governos para que se comprometam e implementem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis na área de educação, sobretudo o Objetivo 4.

Foi durante a 66ª Conferência do Departamento de Informação Pública das Nações Unidas (DPI) e das Organizações Não Governamentais (ONGs), realizada na Coreia do Sul, que se discutiu e aprovou uma agenda de ação para a educação global que visa a garantir uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa, e promover oportunidade para todos.

“Esperamos que Gyeongju tenha sido um cenário inspirador para finalizar um plano de ação verdadeiramente unificado, que será útil para as ONGs, onde quer que elas estejam trabalhando”, afirmou o copresidente da conferência, Yukang Choi.

Pela primeira vez na história da Conferência DPI/ONG, a juventude também emitiu uma Declaração da Juventude. “Esta Conferência demonstrou outro exemplo do valor para as Nações Unidas em investir em parceria com a academia e ONGs”, disse Cristina Gallach, subsecretária-geral da ONU para a Comunicação e Informação Pública.

Segundo Saphira Rameshfar, representante do líder da comunidade Baha’i e líder da juventude na conferência, os “jovens ainda não estão suficientemente envolvidos no processo de decisão política pelo mundo”, mas a Declaração da Juventude “é um lembrete necessário de que os jovens são necessários como líderes e tomadores de decisão não só em fóruns de juventude e conselhos para fins especiais, mas naqueles espaços onde o curso e a direção da sociedade como um todo são determinados”.

Ahmad Alhendawi, enviado especial do secretário-geral da ONU para a Juventude, afirmou que “a Conferência não só reforçou o papel crítico das ONGs para alcançar uma visão para a Agenda 2030, mas também ressaltou a urgência de maiores investimentos em educação para a cidadania global para desbloquear o potencial desta sólida geração de crianças e jovens”.

Saiba mais sobre a conferência deste ano em http://outreach.un.org/ngorelations/conference