Para conter fragmentação do país, chefe da ONU visita o Sudão do Sul

Independente desde 2011, a nação mais jovem do mundo sofre com rivalidades políticas que ameaçam jogá-la em uma guerra civil. ONU alerta para indícios de violência étnica e incitação ao genocídio.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em visita a refugiados em campo da UNMISS. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em visita a refugiados em campo da UNMISS. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, chegou nesta terça-feira (6) a Juba, capital do Sudão do Sul, para mostrar solidariedade aos cidadãos e iniciar um diálogo com autoridades de Estado, líderes comunitários e com o chefe da missão da ONU no país.

Desde dezembro de 2013, o Sudão do Sul – a mais jovem nação do mundo – tem se desintegrado por uma disputa política entre o atual presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar, e a escalada da violência desde então deixou um rastro de milhares de mortos e dezenas de milhares de refugiados buscando abrigos em bases das Nações Unidas pelo país.

Sudão do Sul: jovem e partido

Na semana passada, a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, e o assessor especial de Ban Ki-moon sobre prevenção de genocídios, Adama Dieng, alertaram para a deterioração dos direitos humanos no Sudão do Sul, com destaque para o crescimento da violência étnica e assassinatos por vingança.

Desde o começo da crise, Ban Ki-moon, que nesta terça (6) se encontrará com o presidente Kiir, lançou diversos apelos para que os líderes do país encontrassem uma solução política para acabar com a violência.

Entre os planos da visita também estão encontros com a chefe da Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS), Hilde Johnson, com representantes dos milhares de refugiados nas bases da Organização e também com líderes de organizações civis – especialmente grupos religiosos e de apoio aos direitos da mulher.