Papa Francisco faz doação para ajudar 30 mil pessoas no Sudão do Sul

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Cerca de 5 mil famílias vivendo no Sudão do Sul são as beneficiárias de uma doação de 25 mil euros feita neste mês pelo Papa Francisco. A verba foi doada para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que usou o montante para fornecer sementes e outros insumos agrícolas para pequenos produtores da região de Yei, na província de Equatoria Central. Financiamento está melhorando a vida de 30 mil pessoas.

Crianças se banham em um lago formado por poços de escavação em Bentiu, Sudão do Sul. Em todo o país, apenas 41% das crianças têm acesso a água segura e limpa. Foto: UNICEF / Hatcher-Moore

Crianças se banham em um lago formado por poços de escavação em Bentiu, Sudão do Sul. Em todo o país, apenas 41% das crianças têm acesso a água segura e limpa. Foto: UNICEF / Hatcher-Moore

Cerca de 5 mil famílias vivendo no Sudão do Sul são as beneficiárias de uma doação de 25 mil euros feita neste mês pelo Papa Francisco. A verba foi doada para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que usou o montante para fornecer sementes e outros insumos agrícolas para pequenos produtores da região de Yei, na província de Equatoria Central. Financiamento está melhorando a vida de 30 mil pessoas.

“Antes da guerra, vivíamos bem e podíamos nos alimentar o bastante. Agora, só (comemos) algo no café da manhã e na ceia. Meu filho chora toda hora porque tem fome”, conta Suzan Night, de 22 anos. A jovem está entre os sul-sudaneses que receberam assistência da FAO. “As cebolas e os tomates poderão ser vendidos no mercado, o que realmente me ajudará.”

As sementes fornecidas pela agência da ONU permitem o cultivo de sete variedades de hortaliças de crescimento rápido. O objetivo é garantir que a população de Yei tenha acesso a alimentos nutritivos no intervalo que separa as duas colheitas de cereais.

O Sudão do Sul é palco de uma guerra civil que eclodiu em dezembro de 2013. Conflitos armados devastaram zonas de cultivo, além de forçar 1,5 milhão de pessoas a deixarem o país. No início de 2017, 100 mil pessoas passavam fome na nação africana e outras 1 milhão corriam de risco de também ficar sem ter o que comer. A FAO estimava em fevereiro deste ano que 4,9 milhões de sul-sudaneses precisavam de assistência humanitária urgente de alimentos e de insumos para a agricultura.

Na província de Equatoria Central, 145 mil pessoas enfrentam níveis emergenciais de insegurança alimentar. “Não tenho dinheiro para comprar alimentos no mercado, por isso realmente preciso dessa ajuda. Tive de escapar da aldeia para salvar minha vida e agora estou aqui em Yei, mas tenho muita pouca terra. Com as sementes que me deram hoje, plantarei perto da minha casa”, explica Candiru Lily, de 30 anos.

O representante da FAO no Sudão do Sul, Serge Tissot, celebrou a doação do pontífice e afirmou que os insumos para a semeadura podem “fazer a diferença entre a vida e a morte para muitas pessoas” no país.

A agência da ONU trabalha ativamente na nação em guerra para contornar o problema da falta de alimentos. O organismo internacional já forneceu materiais para pesca, produção agrícola e plantio de hortaliças para 4,2 milhões de sul-sudaneses, além de vacinar mais de 4,8 animais, a fim de protegê-los de doenças e assegurar o sustento das famílias que deles dependem.


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