Pandemia revela poder de liderança das mulheres frente à crise, diz vice-secretária-geral da ONU

Embora a pandemia da COVID-19 tenha gerado uma crise mundial de saúde, humanitária e de desenvolvimento sem precedentes, também revelou o poder da liderança das mulheres, segundo a vice-secretária-geral da ONU.

“Nos últimos meses, pessoas de todo o mundo passaram a ver o que muitos de nós já sabíamos: a liderança das mulheres faz uma diferença profunda”, disse Amina Mohammed na terça-feira (14).

“As evidências mostraram – em muitos países – como os governos liderados por mulheres são mais eficazes no achatamento da curva e no posicionamento para a recuperação econômica.”

Vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, discursa no Fórum Mundial de Dados em 22 de outubro de 2018, em Dubai. Foto: IISD/ENB/Kiara Worth

Vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, discursa no Fórum Mundial de Dados em 22 de outubro de 2018, em Dubai. Foto: IISD/ENB/Kiara Worth

Embora a pandemia da COVID-19 tenha gerado uma crise mundial de saúde, humanitária e de desenvolvimento sem precedentes, também revelou o poder da liderança das mulheres, segundo a vice-secretária-geral da ONU.

“Nos últimos meses, pessoas de todo o mundo passaram a ver o que muitos de nós já sabíamos: a liderança das mulheres faz uma diferença profunda”, disse Amina Mohammed na terça-feira (14).

“As evidências mostraram – em muitos países – como os governos liderados por mulheres são mais eficazes no achatamento da curva e no posicionamento para a recuperação econômica.”

Mohammed estava se dirigindo ao Women Rise for All, uma reunião virtual de mulheres influentes de diferentes regiões, setores e gerações, para examinar como sua liderança está moldando a resposta e a recuperação da pandemia.

“Queremos moldar a maneira como definimos liderança. E garantir que iremos emergir dessa pandemia com mulheres liderando, em igual número e em igual parceria”, explicou.

O poder de liderança das mulheres foi demonstrado em meio à pandemia, disse uma das principais ativistas globais pelos direitos de mulheres e crianças.

Graça Machel acredita que não ter sido por acaso que países liderados por mulheres – como Nova Zelândia, Alemanha, Finlândia e Taiwan – tenham tido sucesso comparativo em combater o novo e mortal coronavírus.

“Essa crise trouxe à luz uma verdade inegável: que a liderança das mulheres é essencial para recriarmos efetivamente um mundo que seja mais humano, mais igual; um mundo em que a justiça social seja o objetivo”, disse ela em seu discurso.

Para a ex-ministra moçambicana Machel, a pandemia também deve levar a um reexame dos sistemas de valores dominantes, pois o mundo não pode voltar ao que era antes da crise.

“Precisamos viver em um planeta onde o materialismo, a ganância e as desigualdades não dividem mais a família humana”, afirmou.

Solidariedade para todos

O Women Rise for All foi lançado nas mídias sociais em abril para apoiar o apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, por solidariedade e ação urgente durante a pandemia.

Na terça-feira, havia mais de 12,9 milhões de casos de COVID-19 em todo o mundo e mais de 560 mil mortes, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mesmo em meio a essa “crise devastadora”, há uma oportunidade de construir um mundo melhor que funcione para todos, segundo Mohammed.

“Isso só será possível quando reconhecermos o valor das mulheres na frente e no centro, juntas liderando o caminho e subindo para todos”, disse ela.