Países precisam rejeitar xenofobia e abrir fronteiras para refugiados, afirma chefe da ONU

Secretário-geral pede criação de avenidas seguras para travessia dos migrantes e oportunidades de integração. “O progresso vai servir o interesse comum de todas as nações”, pontuou.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante uma visita ao centro de refugiados em Roma. Foto: ONU/Rick Bajornas

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante uma visita ao centro de refugiados em Roma. Foto: ONU/Rick Bajornas

Em uma coluna de opinião no jornal parisiense Le Figaro, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reafirmou na quarta-feira (11) a necessidade de respeito e dignidade aos refugiados da Síria, Iraque, Afeganistão e da África por parte de países do mundo e, principalmente, europeus. “É tempo da comunidade internacional desenvolver uma resposta global para o fluxo de população em massa”, acrescentou. “O progresso vai servir o interesse comum de todas as nações”.

O chefe da ONU alertou que a criminalização e detenção dos imigrantes não vão resolver os problemas e pediu por mais integração e oportunidades para os refugiados, mais avenidas legais e seguras para eles e investimentos em operações de assistência carentes de recursos.

Ban mencionou sua experiência pessoal como deslocado, quando precisou fugir da guerra da Coreia. “Apesar de nunca ter precisado viajar para tão longe como eles fizeram e ser poupado de muitos dos pesares que os deixaram assustados, eu conheci muito bem a confusão e o medo de abandonar a minha cidade enquanto as bombas caíam”, informou.

“Com pensamento criativo, nós podemos gerar oportunidades para mais migrantes e refugiados, por exemplo, por meio de bolsas escolares do setor privado, visas humanitários e apadrinhamento das diásporas”, declarou, “Essa resposta compassiva é também uma forma efetiva de combater as redes de contrabando e trágico que ameaçam pessoas desesperadas”.