Países precisam cumprir obrigações do tratado de não-proliferação de armas, afirma agência nuclear

Diretor-Geral da AIEA Yukiya Amano citou Irã, República Democrática Popular da Coreia e Síria como países que não estão em conformidade com o tratado.

Yukiya Amano, Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).O Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, ressaltou nesta quarta-feira (27/07) que todos os Estados devem cumprir com suas obrigações de acordo com o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, e citou o Irã, a República Democrática Popular da Coreia e a Síria como exemplos de países que não estão em total conformidade com o tratado.

“Todos os acordos de salvaguarda entre os Estados-Membros e a Agência, e outras obrigações relevantes como as resoluções do Conselho de Segurança, devem ser plenamente implementadas”, disse Amano durante a 23ª Conferência das Nações Unidas sobre as Questões do Desarmamento, em Matsumoto (Japão).

A conferência, cujo tema este ano é “Ação Urgente e Conjunta na Direção de um Mundo Livre de Armas Nucleares”, vai abordar questões como medidas de desarmamento nuclear por Estados que possuem armas nucleares e perspectivas de negociação do Tratado de Corte de Materiais Físseis.

Também será dada atenção às questões de paz e segurança nuclear, incluindo uma sessão de discussões com estudantes do ensino médio sobre a importância de promover a paz e a segurança através dos esforços de desarmamento.

Segundo Amano, a AIEA continua apoiando a criação de zonas livres de armas nucleares e ajudando suas implementações. Ele disse que está consultando os Estados-Membros da agência sobre a possibilidade de realizar fóruns sobre a importância destas zonas e considerar a implementação de uma delas no Oriente Médio.

O Diretor-Geral reafirmou o compromisso da agência de tornar as técnicas nucleares disponíveis em áreas como saúde e alimentação, segurança alimentar, meio ambiente e gerenciamento dos recursos hídricos – técnica que receberá atenção especial da Agência este ano, informou.