Países latino-americanos intensificam pesquisas sobre vírus zika

As pesquisas são realizadas em Brasil, Peru, Colômbia, Guatemala, Honduras e El Salvador até setembro deste ano, sob a liderança da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e em coordenação com os Ministérios da Saúde e outras agências internacionais parceiras.

Possível relação do vírus zika com microcefalia e síndromes congênitas foi um dos temas abordados na reunião. Foto: Flickr/ Tatiana Vdb

Vírus zika é vinculado a casos de microcefalia em recém-nascidos. Foto: Flickr/ Tatiana Vdb

Países da América Latina estão realizando uma série de pesquisas para identificar lacunas no conhecimento sobre o vírus zika e, deste modo, definir as mensagens para alterar o comportamento da população na prevenção da infecção e controle do mosquito transmissor.

As pesquisas são realizadas em Brasil, Peru, Colômbia, Guatemala, Honduras e El Salvador até setembro deste ano, sob a liderança da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e em coordenação com os Ministérios da Saúde e outras agências internacionais parceiras.

Os resultados dos estudos permitirão que os países alterem suas estratégias de comunicação na resposta ao zika. Dessa forma, serão incentivadas mudanças comportamentais que contribuam para a eliminação dos criadouros do mosquito e medidas para evitar a infecção pelo vírus.

Até o momento, 45 países e territórios das Américas confirmaram a circulação do vírus zika, que pode causar malformações congênitas em bebês e outras complicações.

A realização dessas pesquisas é uma das ações que a OPAS/OMS está apoiando para fortalecer a comunicação de risco nos países das Américas. O objetivo é promover uma comunicação oportuna e transparente sobre o zika e suas consequências na saúde, assim como sobre medidas de prevenção.

Ação comunitária

A participação ativa da comunidade é fundamental na resposta ao zika, algo que a OPAS/OMS tem promovido com assistência técnica na preparação de estratégias e planos de comunicação, de acordo com a agência da ONU.

Com o objetivo de mobilizar toda a região, a organização convida os países a participar da Semana de Ação contra os Mosquitos, para que profissionais de saúde, autoridades e outros atores-chave sejam sensibilizados sobre as doenças transmitidas por mosquitos seus riscos.

Neste ano, considerando o contexto do surto na região, o tema será o vírus zika. Serão feitos esforços para reforçar as mensagens de prevenção e controle das doenças transmitidas por mosquitos e incentivar as comunidades a fortalecer as ações para a eliminação do vetor, assim como as medidas de prevenção individual contra o zika e doenças como dengue e chikungunya.

A Semana de Ação contra o Mosquito já teve início nos países do Caribe e será estendida agora para a América Latina. Nos países da América Central, o lançamento deve ocorrer entre os dias 22 e 26 de agosto, enquanto Colômbia, Honduras, Costa Rica, Argentina, Uruguai, Chile e outros países planejam lançar a iniciativa no último trimestre de 2016.


Comente

comentários