Países latino-americanos e caribenhos pedem esforços redobrados para conquista da Agenda 2030

Representantes de 28 países de América Latina e Caribe reuniram-se na sede da CEPAL para fórum sobre desenvolvimento sustentável. Foto: CEPAL

Representantes de 28 países latino-americanos e caribenhos, 35 organizações não governamentais, organismos especializados, agências da ONU e mais de 300 membros de setor privado, academia e sociedade civil encerraram na sexta-feira (20) na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile, a segunda edição do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável.

O evento foi encerrado com o compromisso renovado de redobrar esforços na inclusão de todos os setores — público, privado e sociedade civil — para avançar na conquista dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A reunião, organizada pela CEPAL e pelo governo do México — país que exerce atualmente a presidência do organismo regional da ONU — reuniu durante três dias mais de 650 participantes, com a realização de 38 eventos paralelos.

Em seu último dia, foram realizadas três mesas redondas sobre os desafios econômicos, sociais e ambientais da implementação da Agenda 2030, além de uma sessão especial sobre inteligência artificial mudança tecnológica acelerada, e uma intervenção sobre a importância da dimensão regional nas reuniões do Fórum Político de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá em julho na sede da ONU em Nova Iorque.

A reunião em Santiago foi encerrada com uma cerimônia presidida por Miguel Ruiz Cabañas, subsecretário para assuntos multilaterais e de direitos humanos da secretária de Relações Exteriores do México; Ileana Mordoche, vice-ministra do Ministério do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, país que assumirá a presidência da CEPAL em maio; e Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL.

Em seu discurso de encerramento, Bárcena destacou os avanços realizados pelos países no cumprimento da Agenda 2030. “Nossa região está dando uma lição ao mundo, já que 19 países apresentarão seus relatórios ao painel de alto nível e três deles o farão pela segunda vez”, afirmou.

“Temos na região uma grande vocação pela igualdade, pelos direitos, e uma profunda inspiração na Agenda 2030, que é uma agenda política, não técnica. Nesse fórum, se demonstrou que nossa região está profundamente comprometida com ela”, completou Bárcena.

No documento final da reunião, os países destacam a necessidade de acelerar o ritmo de implementação e conscientização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, tendo em conta as dificuldades ainda existentes para alcançá-los devido à pobreza, às desigualdades, à elevada dívida global e à redução dos níveis de cooperação internacional.

Os delegados também lembraram que a conquista do desenvolvimento sustentável dependerá da participação ativa dos setores público e privado, sendo necessário harmonizar os incentivos a este último com os objetivos públicos nacionais de investimento de longo prazo e assim poder reduzir as desigualdades na região e erradicar a pobreza em todas as suas formas.