Países do Cone Sul reúnem-se no Rio para discutir resistência antimicrobiana

Representantes de seis países do Cone Sul — Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai — reuniram-se entre 6 e 8 de março no Rio de Janeiro para discutir planos de ação nacionais de combate à resistência antimicrobiana. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por meio do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPAS/OMS), coordenou a reunião com parceiros do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para a ONU, a resistência a medicamentos é uma ameaça de longo prazo à saúde humana, à produção sustentável de alimentos e ao desenvolvimento.

Países do Cone Sul reuniram-se no Rio de Janeiro para discutir resistência antimicrobiana. Foto: Prefeitura de Valinhos (CC)

Países do Cone Sul reuniram-se no Rio de Janeiro para discutir resistência antimicrobiana. Foto: Prefeitura de Valinhos (CC)

Representantes das áreas de saúde pública e saúde animal dos Ministérios da Saúde e de Agricultura e Pecuária de seis países do Cone Sul — Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai — reuniram-se entre 6 e 8 de março no Rio de Janeiro para discutir planos de ação nacionais de combate à resistência antimicrobiana, a resistência de microrganismos aos efeitos de antibióticos ou antimicrobianos.

Para a ONU, a resistência a medicamentos é uma ameaça de longo prazo à saúde humana, à produção sustentável de alimentos e ao desenvolvimento.

Também estavam presentes representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Organismo Internacional de Saúde Animal (OIE), da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (ISAGS/UNASUL), com o objetivo de trocar informações sobre o processo e o estado atual da formulação de seus Planos de Ação Nacionais sobre Resistência Antimicrobiana (RAM).

Os planos regionais contribuem com o plano de ação mundial sobre a resistência antimicrobiana, desenvolvido pela OMS em estreita colaboração com a FAO e a OIE, tendo sido apresentado na 68ª Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2015.

Durante a reunião, ocorreu uma intensa troca de experiências, com a identificação dos principais limitadores e componentes críticos intersetoriais da saúde pública e animal no tema, entre eles, o monitoramento do uso de antibióticos em saúde, agricultura, meio ambiente, saúde animal e produção animal.

Outros temas discutidos incluíram legislação e regulação do uso de antibióticos na saúde e na agricultura, a vigilância integrada, laboratórios de diagnóstico de saúde pública e saúde animal e a organização de redes, além da governança nos diferentes níveis organizacionais, entre outros temas.

Também foram discutidas as melhores práticas e estratégias para a inserção dos componentes críticos intersetoriais de saúde pública e de saúde animal nos Planos de Ação Nacionais da RAM, que devem ser formulados para a 69ª Assembleia Mundial da Saúde prevista para maio deste ano.

A coordenação da reunião foi da OPAS por meio do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPAS/OMS), do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análises de Saúde e da Secretaria de Defesa Sanitária do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil.


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