Países devem investir em estratégias de segurança alimentar para reduzir pobreza, afirma ONU

Um dos principais desafios é assegurar atendimento à demanda por alimentos para nove bilhões de pessoas até 2050. Complexidade aumenta com volatilidade dos preços.

Representante Especial do Secretário-Geral para Segurança Alimentar e Nutrição, David NabarroGovernos precisam priorizar estratégias de segurança alimentar e investir em seus setores agrícolas para reduzir a pobreza, afirmou na sexta-feira (02/03) o Representante Especial do Secretário-Geral para Segurança Alimentar e Nutrição, David Nabarro, salientando que apoio a pequenos produtores é particularmente importante para prevenir crises alimentares.

Segundo Nabarro, um dos principais desafios que o mundo enfrenta atualmente é assegurar que pode atender à demanda por alimentos para nove bilhões de pessoas até 2050. Isto ficou mais complexo nos últimos anos por causa da volatilidade dos preços dos alimentos.

Durante 2007 e 2008, aumentos nos preços dos alimentos desencadearam uma crise com protestos em mais de 35 países conforme os preços subiram de 30% a 50% e 700 milhões de pessoas sofreram com a fome. Desde então, preços continuam inconsistentes por causa da incerteza no mundo econômico assim como mudanças na demanda e escassez de suprimentos.

O Representante Especial também afirmou que uma das lições mais importantes aprendidas pela comunidade internacional nos últimos anos foi que rajadas repetidas de ajuda humanitária não são a resposta para ajudar países em longo prazo. Em vez disso, financiar programas que aumentem a resiliência e investir em pequenos produtores, que produzem a maior parte da comida na África, provaram ser uma estratégia melhor.

Nabarro sublinhou que a força tarefa, formada por chefes de mais de 20 departamentos da ONU, continuará engajada com os países africanos e dará atenção especial ao combate da desnutrição infantil e aumento da resiliência comunitária às mudanças climáticas.