Países devem garantir o direito à água de suas populações, diz Brasil na ONU

Cerca de 900 milhões de pessoas, em todo o mundo, não possuem acesso à água potável e mais de 2,6 bilhões vivem sem os serviços de saneamento básico.

Coleta de água na Etiópia

“O acesso à água potável e ao saneamento básico são pré-condições para erradicar a pobreza”. A mensagem da Representante Permanente do Brasil junto à ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, fez parte das discussões da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o tema na última quarta-feira (27/07) em Nova York.

Cerca de 900 milhões de pessoas, em todo o mundo, não possuem acesso à água potável e mais de 2,6 bilhões vivem sem os serviços de saneamento básico. Estudos indicam que aproximadamente 1,5 milhão de crianças com menos de cinco anos morrem todo ano em função das doenças relacionadas à violação deste direito.

“Em nível nacional, o Brasil está trabalhando para garantir o acesso universal à água potável e ao saneamento adequado. Internacionalmente, temos trocado experiências e aprendido com outros no tema do gerenciamento dos recursos hídricos, em particular nas áreas secas e semiáridas”, disse Viotti.

Em julho de 2010, a Assembleia Geral adotou uma resolução declarando que a água potável e o saneamento são um direito humano essencial para o pleno gozo da vida e todos os outros direitos humanos. Para o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, a tarefa agora é traduzir o compromisso em ação. “Os Estados devem fazer de tudo ao seu alcance para que isso aconteça”.