Países de América Latina e Caribe fortalecerão base regional de dados sobre eficiência energética

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Representantes de 15 países da América Latina e Caribe e de 13 organismos multilaterais concordaram em impulsionar a implementação de políticas sobre eficiência energética. Reunidas em Buenos Aires no início de dezembro (6), delegações definiram uma série de recomendações sobre o tema para a Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL. Nações planejam aprimorar produção de dados sobre gasto de energia.

Projetos de energia renovável e de eficiência energética nos países em desenvolvimento pode apoiar o Acordo de Paris, segundo relatório da ONU Meio Ambiente. Foto: EBC

Projetos de energia renovável e de eficiência energética nos países em desenvolvimento pode impulsionar cumprimento das metas do Acordo de Paris. Foto: EBC

Representantes de 15 países da América Latina e Caribe e de 13 organismos multilaterais concordaram em impulsionar a implementação de políticas sobre eficiência energética. Reunidas em Buenos Aires no início de dezembro (6), delegações definiram uma série de recomendações sobre o tema para a Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL. Nações planejam aprimorar produção de dados sobre gasto de energia.

Entre as principais orientações acordadas, está o fortalecimento do programa Base de Indicadores de Eficiência Energética (BIEE). Estados-membros solicitaram à CEPAL que concentre seus esforços de apoio técnico para os países participantes da iniciativa. A ampliação da assistência deverá ter por objetivo a desagregação de estatísticas por setor. Outras metas incluem a melhoria da plataforma, para que seja possível realizar avaliações precisas e úteis dos contextos nacionais.

Com investimentos renovados, os países esperam ainda que o BIEE seja utilizado para a concepção e monitoramento das contribuições nacionalmente determinadas (NDC) — nome técnico dado às metas de cada Estado-membro da ONU para o cumprimento do Acordo de Paris.

A expectativa é de que, ao longo do tempo, as metodologias do BIEE sejam adotadas dentro das nações, com o envolvimento dos setores acadêmico e privado e da sociedade civil. O Brasil faz parte do programa da CEPAL.

Os representantes reunidos na capital argentina também convocaram a Comissão da ONU a avaliar e aproveitar as experiências do Brasil e, no futuro, do Chile, no que tange aos investimentos em energia renovável para complementar a oferta doméstica de energia. Iniciativas podem ser estudadas para inclusão no projeto ECOSUD, outro programa da CEPAL, criado para difundir modelos de adoção de fontes sustentáveis.

Delegações lembraram ainda que, em 2018, será lançado o Observatório Regional sobre Energias Sustentáveis, organismo sob responsabilidade da CEPAL. Para os países presentes no encontro em Buenos Aires, entidade precisará escutar as propostas operativas de cada Estado-membro da agência regional das Nações Unidas.

O Observatório terá, como função, coordenar esforços de pesquisa e análise de dados e de políticas em matéria de acesso a energias renováveis e eficiência energética. Atividades visam ao monitoramento do cumprimento por cada país do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU de nº 7, sobre energia acessível, segura, sustentável e moderna para todos.


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