Países das Américas apresentam casos bem sucedidos de redução do risco cardiovascular

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Quatro países das Américas adotaram ações bem-sucedidas para reduzir o risco cardiovascular de suas populações. Trata-se de um programa apoiado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que se consiste no acompanhamento integral de pessoas com hipertensão.

Entre 20% e 35% da população adulta da América Latina e do Caribe têm hipertensão. O número de pessoas com pressão arterial elevada tem aumentado nos últimos anos, e muitos não sabem ter essa condição.

Pressão alta não é mais problema exclusivo de países desenvolvidos e afeta populações de diferentes partes do mundo. Foto: Banco Mundial / Aisha Faquir

Pressão alta não é mais problema exclusivo de países desenvolvidos e afeta populações de diferentes partes do mundo. Foto: Banco Mundial / Aisha Faquir

Quatro países das Américas adotaram ações bem-sucedidas para reduzir o risco cardiovascular de suas populações. Trata-se de um programa apoiado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que se consiste no acompanhamento integral de pessoas com hipertensão.

Resultados iniciais da iniciativa lançada em Barbados, Chile, Colômbia e Cuba dão conta de um aumento do número de pessoas que mantêm sua pressão arterial sob controle nas clínicas em que o programa foi aplicado.

No Dia Mundial de Combate à Hipertensão, 17 de maio, delegações de vários países das Américas discutiram a iniciativa em um seminário em Santiago, no Chile, convocado pela OPAS/OMS em colaboração com o Ministério da Saúde do país.

Entre 20% e 35% da população adulta da América Latina e do Caribe têm hipertensão. O número de pessoas com pressão arterial elevada tem aumentado nos últimos anos e muitos não sabem ter essa condição.

Segundo estudo de 2013 publicado no Journal of the American Medical Association, em quatro países da América do Sul (Argentina, Chile, Colômbia e Brasil), a estimativa é de que apenas 57,1% dos adultos com hipertensão saibam que têm essa condição. A falta de conhecimento contribui para um baixo nível de controle da pressão arterial na população: 18,8% dos pacientes hipertensos nesses quatro países têm a doença controlada.

A hipertensão é o principal fator de risco para o adoecimento ou morte devido a um evento cardiovascular de forma prematura; e é a segunda principal causa de incapacidade em todo o mundo. É também a principal causa de cardiopatia isquêmica e acidente vascular cerebral.

“A iniciativa implementada em quatro países implica em transformar a nossa forma de trabalhar em unidades de atenção primária para que aqueles que não sabem que têm hipertensão recebam diagnóstico e tratamento adequados, e para que aqueles que estão em tratamento, possam manter a pressão arterial abaixo de 140/90”, disse Anselm Hennis, diretor do Departamento de Doenças Não-Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS.

“Com a experiência desses quatro países, aprendemos que é essencial para simplificar os processos de cuidado incluir todos os membros da equipe de saúde e garantir que a intervenção seja sustentável”, acrescentou.

Os programas têm cinco elementos básicos: um algoritmo de tratamento padronizado, um grupo central de fármacos cuja eficácia é baseada em evidências, um registo clínico para o acompanhamento de pacientes, uma avaliação de desempenho de acordo com os indicadores estabelecidos e reorganização de tarefas e responsabilidades entre os vários membros da equipe de saúde estabelecidos. Os pacientes recebem orientação para mudar seu estilo de vida, como incorporar atividades físicas, uma alimentação saudável, reduzir a ingestão de sal e não consumir tabaco.

Barbados foi o primeiro país da região a implementar esse modelo. Chile, Colômbia e Cuba uniram-se à iniciativa com a implementação do programa em clínicas selecionadas. Os países já estão tendo resultados favoráveis, com taxas de controle entre os pacientes tratados que variam entre 55% e 83%. O objetivo é estender essa experiência a mais clínicas onde a iniciativa foi posta em prática e, eventualmente, levá-la a outros países da região.

A região Américas assumiu compromisso para assegurar que, em 2019, pelo menos 35% das pessoas com hipertensão tenham a pressão arterial sob controle, evitando milhões de mortes por doenças cardiovasculares.


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