Países da América Central visitam Pernambuco para aprender sobre Água para Todos

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Representantes de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua responsáveis pelo tema da água no meio rural visitarão durante cinco dias (de 25 a 29 de julho) a cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, para um intercâmbio de experiências com o programa brasileiro Água para Todos.

A visita técnica é uma das atividades do projeto regional de apoio às estratégias de segurança alimentar e nutricional e de superação da pobreza na América Latina e no Caribe, do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Irrigação em plantação na Bahia. Foto: EBC

Irrigação em plantação na Bahia. Foto: EBC

Representantes de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua responsáveis pelo tema de água no meio rural visitarão durante cinco dias (de 25 a 29 de julho) a cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, para um intercâmbio de experiências dos países do Corredor Seco com o programa brasileiro Água para Todos.

Durante a missão técnica serão abordados temas como qualidade da água na cisterna, captação de água da chuva, manejo de solos em sistemas de captação da chuva, irrigação de baixo custo, a água para o consumo animal, entre outros.

As ações desenvolvidas pelo Brasil para coleta, armazenamento, conservação e utilização da água da chuva para o consumo humano e atividades agropecuárias são uma iniciativa de baixo custo que podem ser replicadas nos países do Corredor Seco, disse a FAO. O objetivo é mitigar os efeitos das variações climáticas que surgem ano a ano, ajudando também na segurança alimentar.

A visita técnica ao Brasil é uma das atividades do projeto regional de apoio às estratégias nacionais e sub-regionais de segurança alimentar e nutricional (SAN) e de superação da pobreza na América Latina e no Caribe, do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, em uma ação conjunta com o Escritório Regional da FAO e o Escritório Sub-regional da FAO para América Latina e o Caribe e a Representação da FAO no Brasil.

A Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) apoiaram na identificação das experiências que serão visitadas no Brasil. Integrantes da organização não governamental Brasileira Articulação com o Semiárido (ASA) também acompanharão a missão.

Corredor Seco

O Corredor Seco, ainda que se manifeste como um fenômeno climático, é uma zona da região de floresta tropical seca da América Central. Estima-se que cerca de 10,5 milhões de pessoas vivam no Corredor Seco, a maioria em Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala.

Aproximadamente 60% desta população vivem em condições de pobreza. Mais de 2 milhões de famílias dependem da agricultura de subsistência e estão constantemente em risco de insegurança alimentar.

A segurança alimentar e nutricional do Corredor Seco são afetadas por fatores como alto risco climático devido às mudanças climáticas; degradação dos recursos naturais, especialmente da terra devido às práticas agrícolas insustentáveis e a uma alta taxa de desmatamento.

A região também é afetada pela falta de diversificação nas fontes de renda para os agricultores familiares; acesso limitado aos serviços básicos como água e saneamento, saúde, educação, infraestrutura viária, eletrificação; pouca diversidade na dieta, combinado com o progressivo consumo de alimentos processados e de baixa disponibilidade de nutrientes; entre outros fatores.

Os níveis de pobreza e desnutrição são altos e afetam principalmente as populações rurais e comunidades indígenas.

Os pequenos produtores de grãos básicos fazem parte da população vulnerável da região: 80% estão abaixo da linha da pobreza e 30% em situação de extrema pobreza. A maior parte deles depende, em diferentes níveis, de trabalho remunerado para se sustentar, o que tem gerado fortes processos migratórios em direção às grandes cidades.


Mais notícias de:

Comente

comentários