Países cumpriram apenas metade da promessa de reassentar 500 mil refugiados sírios, diz ACNUR

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Um ano após a conferência de alto nível da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) que selou em Genebra o compromisso de Estados-membros com o reassentamento de 500 mil sírios, apenas metade da promessa foi cumprida. O alerta é do chefe do organismo internacional, Filippo Grandi, que pediu na semana passada (30) a implementação da meta. Segundo o dirigente, número de deslocados forçados da Síria já ultrapassa os 5 milhões.

A família Mahmut é da Síria e recomeçou sua vida em Ottawa, no Canadá em 2016. Foto: ACNUR

A família Mahmut é da Síria e recomeçou sua vida em Ottawa, no Canadá em 2016. Foto: ACNUR

Um ano após a conferência de alto nível da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) que selou em Genebra o compromisso de Estados-membros com o reassentamento de 500 mil sírios, apenas metade da promessa foi cumprida. O alerta é do chefe do organismo internacional, Filippo Grandi, que pediu na semana passada (30) a implementação da meta. Segundo o dirigente, número de deslocados forçados da Síria já ultrapassa os 5 milhões.

“Para dar conta deste desafio, nós precisamos de novos lugares (para os refugiados viverem) e precisamos acelerar a implementação dos compromissos já estabelecidos pelos países”, enfatizou Grandi. O acordo entre as nações instituiu o objetivo de reassentar 10% do total de refugiados sírios até 2018. Até o momento, cerca de 250 mil reassentamentos já foram viabilizados.

“Esses generosos compromissos são bem-vindos e importantes símbolos de solidariedade e responsabilidade compartilhada entre a comunidade internacional”, afirmou o dirigente máximo do ACNUR sobre as vagas já disponibilizadas pelos Estados-membros. O ACNUR estima que cerca de 1,2 milhão de refugiados vão precisar de reassentamento em 2017, dos quais 40% são sírios.

Reiterando a necessidade de agilizar os esforços em prol da meta de 10%, Grandi lembrou que o “reassentamento é uma ferramenta crucial para a proteção de refugiados” e que somente os mais vulneráveis são designados para novos locais de moradia. O chefe da agência da ONU acrescentou ainda que o “reassentamento não é somente uma oportunidade para os refugiados reconstruírem suas vidas, mas também enriquece as comunidades que os acolhem”.


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