Países africanos concluem planejamento de projeto para apoiar agricultores do algodão

Foi concluída nesta semana a fase de planejamento da iniciativa “Além do Algodão” em Benim, Quênia, Moçambique e Tanzânia. O programa tem o objetivo de impulsionar a geração de renda de agricultores familiares e aumentar a segurança alimentar e nutricional em áreas rurais dos quatro países participantes.

A iniciativa é um trabalho conjunto do Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão.

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Foi concluída nesta semana a fase de planejamento da iniciativa “Além do Algodão” em Benim, Quênia, Moçambique e Tanzânia. O programa tem o objetivo de impulsionar a geração de renda de agricultores familiares e aumentar a segurança alimentar e nutricional em áreas rurais dos quatro países participantes.

A iniciativa é um trabalho conjunto do Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão.

O projeto apoia agricultores familiares de algodão e instituições públicas dos quatro países africanos a conectar os subprodutos do algodão — como óleo e torta — e culturas consorciadas — como milho, sorgo e feijão — a mercados estáveis, incluindo programas de alimentação escolar.

Uma equipe de especialistas esteve no Quênia e na Tanzânia de 4 a 15 de fevereiro para compartilhar a estratégia com atores locais e validar os principais aspectos da implementação do projeto nos dois países.

Um processo similar de validação foi feito em Benim e Moçambique em dezembro. A equipe “Além do Algodão” vai agora preparar projetos específicos para cada país, estabelecendo prioridades e guias para implementação.

Em muitos países produtores de algodão, o principal desafio é encontrar mercados estáveis para os subprodutos e produtos alimentares consorciados. Frequentemente, há um mercado garantido para a fibra do algodão, mas comercializar o óleo e a torta, obtidos a partir da semente, e as outras culturas plantadas em rotação pode ser difícil.

O lucro gerado pela comercialização da fibra do algodão não é suficiente para manter a família, e a demanda por fibra de algodão sustentável não é atendida, devido à falta de interesse dos agricultores familiares de investir nesse sistema de produção.

Ao estruturar melhor a cadeia de valor dos subprodutos e produtos associados, a iniciativa “Além do Algodão” vai aumentar a renda e melhorar a segurança alimentar e nutricional das famílias rurais, ampliar a produção agrícola e direcioná-la a programas de alimentação escolar, além de incentivar que mais agricultores familiares invistam na produção sustentável de algodão.

Quênia

No Quênia, o algodão é principalmente produzido por agricultores familiares em áreas áridas. Estima-se que a produção de algodão seja o meio de vida de 27 mil agricultores e, por isso, o setor foi identificado como estratégico na política do governo de combate à pobreza, conhecida como “Visão Quênia 2030”.

Durante a missão de uma semana, a equipe do “Além do Algodão” estabeleceu contatos entre instituições públicas e privadas nacionais, direta ou indiretamente ligadas ao setor algodoeiro no Quênia.

Eles também identificaram prioridades para a cadeia do algodão e elaboraram e compartilharam com atores locais os eixos estratégicos do projeto do país. Outro objetivo da missão foi chegar a um consenso sobre os mecanismos de coordenação e de implementação técnica da iniciativa, os próximos passos e as responsabilidades de cada ator.

Tanzânia

Na Tanzânia, a missão técnica discutiu com atores nacionais como integrar de forma complementar a iniciativa “Além do Algodão” a outros projetos do setor algodoeiro, ao programa de alimentação escolar e às políticas de nutrição.

Eles apresentaram a iniciativa e sua metodologia aos atores locais e trabalharam juntos para estabelecer as prioridades estratégicas do “Além do Algodão” no país.

A equipe estabeleceu contatos entre instituições locais vinculadas ao setor algodoeiro, tanto do setor privado quanto do público. Discutiram com os principais atores os eixos estratégicos do projeto de país e os mecanismos de coordenação para a implementação da iniciativa, os próximos passos e as responsabilidades de cada um.