Países afetados pelo ebola devem intensificar serviços de imunização de rotina, diz OMS

A iniciativa visa a combater o risco crescente de surtos de sarampo, coqueluche e outras doenças evitáveis por vacinação.

Foto: OMS

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) está pedindo uma “ampliação urgente” dos serviços de vacinação de rotina e distribuição de medicamentos antimalária nos países mais afetados pelo ebola na África Ocidental, para combater um risco crescente de surtos de sarampo, coqueluche e outras doenças evitáveis por vacinação.

“Estamos pedindo a intensificação dos serviços de vacinação de rotina em todas as áreas, e campanhas de vacinação em massa contra o sarampo em áreas que estão livres da transmissão do ebola”, disse o diretor de imunização, vacinas e produtos biológicos da OMS, Jean-Marie Okwo-Bele, na sexta-feira (20).

“As pessoas infectadas com malária têm sido incapazes de começar o tratamento, seja porque têm tido muito medo de procurar ajuda em centros de saúde ou porque essas instalações foram fechadas”, afrimou a a OMS.

Na semana passada, a OMS anunciou que registrou o maior número semanal de casos de ebola na Guiné em 2015, observando que, embora a transmissão esteja confinada a um arco geograficamente contíguo e estreito, abrangendo as capitais da Guiné e Serra Leoa, a população é altamente móvel, criando assim um desafio na prevenção a novos surtos.

Na mais recente atualização sobre o vírus, divulgado no final da semana passada, a Libéria não havia relatado novos casos pela terceira semana consecutiva e Serra Leoa teve o menor registro semanal total desde junho de 2014.

Até o momento, já foram registrados mais de 25 mil casos de ebola relatados nos países mais atingidos da África Ocidental – Guiné, Libéria e Serra Leoa –, com mais de 10 mil mortes notificadas, segundo a OMS.

De acordo com a atualização mais recente, de um total de 150 novos casos confirmados da doença foram relatados na semana passada (até 15 de março), em comparação com 116 da semana anterior.