Painel da ONU denuncia genocídio promovido pelo Estado Islâmico contra minoria yazidi

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No aniversário de três anos do ataque do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Daesh) contra a minoria yazidi em uma região de fronteira entre Síria e Iraque, um inquérito das Nações Unidas pediu à comunidade internacional medidas de justiça e resgate.

Os combatentes do ISIL invadiram em agosto de 2014 a região de Sinjar, no norte do Iraque, próxima à fronteira da Síria e lar ancestral da comunidade religiosa yazidi. O grupo terrorista executou centenas de homens e sequestrou milhares de mulheres e crianças.

Mulher yazidi curda de Sinjar que foi sequestrada pelo ISIL é fotografada no campo de Mamilyan em Akre, no Iraque. Foto: Giles Clarke/Getty Images Reportage

Mulher yazidi curda de Sinjar que foi sequestrada pelo ISIL é fotografada no campo de Mamilyan em Akre, no Iraque. Foto: Giles Clarke/Getty Images Reportage

No aniversário de três anos do ataque do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Daesh) contra a minoria yazidi em uma região de fronteira entre Síria e Iraque, um inquérito das Nações Unidas pediu à comunidade internacional medidas de justiça e resgate.

Os combatentes do ISIL invadiram em agosto de 2014 a região de Sinjar, no norte do Iraque, próxima à fronteira da Síria e lar ancestral da comunidade religiosa yazidi. O grupo terrorista executou centenas de homens e sequestrou milhares de mulheres e crianças.

“A Comissão de Inquérito convida a comunidade internacional a reconhecer o crime de genocídio cometido pelo ISIL contra os yazidis e a tomar medidas para encaminhar a situação à Justiça”, disse o painel de especialistas em um comunicado marcando o terceiro aniversário do ataque do ISIL contra os yazidis.

Em relatório divulgado em junho de 2016, a comissão relatou que muitas das mulheres e meninas foram levadas para a Síria, onde foram vendidas e exploradas sexualmente por combatentes do Estado Islâmico. Os meninos eram doutrinados, treinados e usados ​​em ataques.

“O ISIL cometeu o crime de genocídio buscando destruir os yazidis por meio de assassinatos, escravidão sexual, escravização, tortura, deslocamento forçado, sequestro de crianças e medidas destinadas a impedir o nascimento de crianças yazidi”, concluiu o relatório.

O genocídio está em andamento e continua a ser amplamente negligenciado, apesar da obrigação dos Estados-parte da Convenção sobre a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio de 1948 de prevenir e punir o crime, disse a comissão.

“Milhares de homens e meninos Yazidis continuam desaparecidos e o grupo terrorista continua a submeter cerca de 3 mil mulheres e meninas na Síria a uma violência horrível, incluindo estupros e espancamentos diários brutais”, observou o corpo de especialistas.

Apontando que algumas mulheres e meninas estão sendo detidas na cidade de Raqqa, a comissão revelou que diante do avanço das Forças Democráticas da Síria e da ofensiva da coalizão internacional em Raqqa, surgiram relatos de combatentes do ISIL tentando vender mulheres e meninas yazidi escravizadas antes de tentarem fugir da Síria”.

O relatório pede ainda que a comunidade internacional se esforce para levar a situação à Justiça, “inclusive ao Tribunal Penal Internacional ou a um tribunal ad hoc com jurisdição geográfica e temporária, bem como alocar recursos para o encaminhamento de casos a cortes nacionais, aplicando a jurisdição universal ou não”.


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