Iceberg derrete na Groenlândia – Foto: Aline Dassel/Pixabay

Relatório da ONU aponta que nível do mar pode subir mais de um metro até 2100

O Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas, Oceanos e Criosfera, divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que os oceanos estão mais quentes, mais ácidos e menos produtivos e o nível do mar está aumentando 3,6 milímetros por ano – o dobro do que no último século. Estes níveis podem aumentar acima de um metro até 2100 se as emissões de gás carbono continuarem a subir intensamente.

Mais de 100 autores de 36 países analisaram a mais recente literatura científica relacionada aos oceanos e criosfera, referenciando cerca de 7.000 publicações científicas. O relatório é uma peça chave para os líderes mundiais que se reúnem em negociações sobre o clima e o meio ambiente, como a Convenção Quadro sobre Mudança Climática da ONU (COP25) que ocorre em dezembro, no Chile.

O IPCC é o órgão das Nações Unidas que analisa dados relativos às mudanças climáticas.

O astro de "Game of Thrones" e embaixador da Boa Vontade do PNUD, Nikolaj Coster-Waldau, em visita à floresta amazônica peruana. Foto: PNUD/Leonardo Fernandez para a Getty Images

Astro de ‘Game of Thrones’ viaja com PNUD à Amazônia peruana

O astro da série “Game of Thrones” e embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Nikolaj Coster-Waldau, retornou recentemente da floresta amazônica peruana, para onde viajou acompanhado da agência da ONU com o objetivo de descobrir as causas e os impactos dos incêndios florestais. A missão também visou compreender os efeitos das mudanças climáticas nas comunidades locais.

O ator dinamarquês descobriu que o desmatamento na Amazônia peruana, ao qual os incêndios são atribuídos, pode estar relacionado às desigualdades econômicas e sociais das comunidades que vivem nessa região.

Em espanhol, Esperanza significa ‘fé’. Depois que Esperanza recebeu a apoio financeiro e as aulas de culinária da ONU Mulheres em Boa Vista, ela espera um futuro melhor para sua família. Foto: ONU Mulheres | Felipe Abreu.

ONU Mulheres auxilia resposta humanitária em Roraima

Atuando na resposta humanitária em Roraima, a ONU Mulheres, com financiamento do Fundo Central da ONU de Resposta de Emergência, ofereceu diversos serviços e treinamentos para mulheres refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio em Boa Vista, entre novembro de 2018 e março de 2019.

O trabalho da agência teve como foco ajudar a população que se encontra em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua, com problemas de saúde e deficiências, com um familiar doente ou em risco de exploração sexual e/ou tráfico.

Uma das mulheres alcançadas foi Briggitte Jimenez, venezuelana de 49 anos. Jimenez chegou a Boa Vista em fevereiro de 2019, depois que o programa de saúde público venezuelano cortou a oferta de tratamento contra o câncer no país. Seu filho de 17 anos tinha câncer no estômago. Ela deixou seus três outros filhos na Venezuela na esperança de salvar o mais velho.

Novo escritório do UNFPA em Manaus funciona dentro da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Fundo de População da ONU leva ações de assistência humanitária a Manaus

A partir de setembro de 2019, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) passa a operar em Manaus, no Amazonas, ampliando o apoio à Operação Acolhida na assistência à população refugiada e migrante, majoritariamente da Venezuela, que chega ao Brasil pela região norte.

O UNFPA Brasil atua desde agosto de 2017 no estado vizinho, Roraima, liderando a prevenção e a resposta à violência de gênero, além de assessor a gestão local na oferta e no acesso aos serviços de saúde materna, parto seguro e planejamento da vida reprodutiva.

A ideia é levar para o novo posto de trabalho atendimentos em assistência humanitária, apoiando conjuntamente o governo do Amazonas, o município de Manaus e atores da sociedade civil da cidade.

Protocolo de Nagoia estabelece disposições sobre acesso aos conhecimentos tradicionais de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que estejam associados a recursos genéticos, melhorando a perspectiva de que essas comunidades se beneficiem do uso de seus conhecimentos e práticas. Foto: Ministério do Meio Ambiente/Paulo de Araújo

Seminário em Brasília discute acesso e repartição de patrimônio genético natural no Brasil

Representante-residente assistente do PNUD no Brasil, Maristela Baioni destacou a relevância social, econômica e ambiental do acesso e repartição dos benefícios (ABS, na sigla em inglês) do patrimônio genético natural para o Brasil.

Em 2014, entrou em vigor o Protocolo de Nagoia, que detalha as obrigações referentes ao tema e fornece estrutura para a implementação e repartição justa e equitativa dos benefícios resultantes da utilização dos recursos genéticos.

Além disso, estabelece disposições sobre acesso aos conhecimentos tradicionais de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que estejam associados a recursos genéticos, melhorando a perspectiva de que essas comunidades se beneficiem do uso de seus conhecimentos e práticas. O Brasil, embora tenha legislação nacional sobre ABS desde 2001, ainda não ratificou o Protocolo de Nagoia.

Fundo ELAS e parcerias promovem, de 24 a 27 de setembro de 2019, o III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais. Foto: ONU Mulheres

Encontro internacional no Rio de Janeiro reúne mulheres para alianças globais

Fundo ELAS e parcerias promovem de 24 a 27 de setembro no Rio de Janeiro (RJ) o 3º Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais, que vai reunir mais de 120 mulheres de Brasil, de outros países da América Latina e do Reino Unido para criar e fortalecer parcerias e ações coletivas pelos direitos humanos das mulheres e pela defesa de seus corpos e territórios.

O encontro é resultado de uma aliança formada por Fundo ELAS, British Council, ONU Mulheres, Fundação Ford, Global Fund for Women, Open Society Foundations, Instituto Ibirapitanga, OAK Foundation e Women’s Foundation of Minnesota.

A venezuelana Yianela e seu filho estão abrigados em Roraima. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Com apoio da ONU, venezuelana recebe informações sobre cuidados de pré-natal

Proveniente da cidade venezuelana de Tigre, Yianela Brizuela, de 18 anos, cruzou a fronteira com o Brasil quando estava em seu terceiro mês de gravidez e levava seu filho de 3 anos no colo. Sua principal motivação era ter melhores condições de vida.

Atualmente no oitavo mês de gestação, ela lembra ter tido contato com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio de uma sessão informativa em Roraima sobre saúde sexual e reprodutiva. Na ocasião, estavam sendo discutidos cuidados de pré-natal.

“Não me esqueço desse dia, porque aprendemos muitas coisas novas. Uma mãe pode acreditar que, por já ter tido um filho, sabe tudo, mas me dei conta de que havia muitas coisas a aprender em relação à gravidez”, explica. Leia o relato completo.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

UNICEF e parceiros promovem formação para pedagogos de escolas em Roraima

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Secretaria de Educação e Desportos do Estado de Roraima (SEED) e outras instituições, realiza desde quarta-feira (11) cursos de formação continuada para o contexto de migração emergencial. Os encontros ocorrem até 13 de novembro e devem qualificar 230 profissionais da rede estadual e municipal de educação de Boa Vista e Pacaraima.

1º Mutirão da Saúde em Ka'ubanoko, ocupação de refugiados e migrantes venezuelanos indígenas e não indígenas, em Roraima. Foto: UNFPA | Yareidy Perdomo.

UNFPA apoia venezuelanos indígenas no processo de integração ao território brasileiro

Agências da ONU têm realizado diversas atividades para ampliar o nível de informação e acesso daqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade social em Roraima.

Ka’ubanoko, que significa “meu lar” na língua Warao, é uma ocupação que conta com mais de 600 pessoas indígenas e não indígenas vindas da Venezuela.

O local sediou o 1º Mutirão da Saúde – atividade que reuniu comunidade local, agências das Nações Unidas, instituições públicas e outras organizações para tratar de cuidados médicos e sanitários, além de outros eventos e rodas de conversa sobre direitos, liderança e resiliência comunitária.

Noventa por cento do território da América Latina e do Caribe podem ser considerados rurais. Foto: Lianne Milton

Pesquisas analisam desafios agrícolas, alimentares e ambientais de América Latina e Caribe

Como será a América Latina e o Caribe com dois graus a mais de temperatura? Quais são os novos padrões alimentares na região? Qual é a situação atual das mulheres e dos povos indígenas? Quais são as tendências de migração, recursos naturais e desenvolvimento territorial? Como a agricultura da região deve mudar para atender à demanda global por alimentos?

Essas muitas outras perguntas são abordadas pelos autores da Série 2030 Alimentos, Agricultura e Desenvolvimento Rural na América Latina e no Caribe, apresentada nesta terça-feira (10) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pelo Instituto do Instituto de Estudos do Peru (IEP).

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”. Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Mudança climática é realidade que afeta todas as regiões do mundo, diz Bachelet

A mudança climática é uma realidade que afeta todas as regiões do mundo, disse nesta segunda-feira (9) a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, durante a abertura da 42ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na Suíça.

“As implicações humanas dos níveis atualmente projetados de aquecimento global são catastróficas. As tempestades estão subindo e as marés podem submergir nações insulares inteiras e cidades costeiras. Incêndios assolam nossas florestas e o gelo está derretendo. Estamos queimando nosso futuro — literalmente.”

Participante do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas, na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

UNESCO: diversidade linguística na educação é essencial para sociedades inclusivas

Em mensagem para o Dia Internacional da Alfabetização, lembrado no domingo (8), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, disse que abraçar a diversidade linguística na educação e nos processos de alfabetização é parte essencial de sociedades inclusivas.

“Nosso mundo é rico e diverso, com cerca de 7 mil línguas vivas. Essas línguas são instrumentos para a comunicação, o envolvimento com a aprendizagem ao longo da vida e a participação na sociedade e no mundo do trabalho”, disse Azoulay.

“Elas também são intimamente ligadas a identidades, culturas, visões de mundo e sistemas de conhecimento distintos. Portanto, abraçar a diversidade linguística na educação e nos processos de alfabetização é uma parte essencial de sociedades inclusivas e em desenvolvimento que respeitam a ‘diversidade’ e a ‘diferença’, de modo a apoiar a dignidade humana.”

Equipe de estagiários e estagiárias do UNFPA Brasil 2019. Foto: UNFPA/Giselle Cintra

Estágio afirmativo do UNFPA é porta de entrada de jovens para Sistema ONU

Estudante de Geografia na Universidade de Brasília (UnB), Fábio Pereira é o primeiro da sua família a ingressar no ensino superior, uma vez que seus pais, moradores da Cidade Estrutural (DF), se sustentavam por meio da reciclagem de resíduos sólidos de um dos maiores aterros sanitários da América Latina.

Ele é um dos 11 estagiários que ingressaram no Sistema das Nações Unidas por meio do Programa de Estágio Afirmativo do UNFPA no Brasil em 2019. Leia depoimentos dele e de outros estagiários.

Os indicadores sociais mostram que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental. Foto: UNICEF

UNICEF aponta principais desafios para crianças e adolescentes que vivem na Amazônia

Análise realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostrou que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental.

Além disso, a taxa de gravidez na adolescência é alta, e as meninas e os meninos na região estão vulneráveis às mais variadas formas de violência, incluindo abuso, exploração sexual, trabalho infantil e homicídio.

Quando todas essas variáveis são avaliadas a partir de um recorte de raça e etnia, percebe-se que entre os grupos minoritários, como indígenas e quilombolas, o quadro é ainda mais grave. Leia a análise completa.

ONU marca Dia da Visibilidade Lésbica celebrando diversidade de identidades

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a campanha da ONU Livres & Iguais lança vídeo e uma série de cards celebrando as diversas identidades das mulheres lésbicas. Explorando o tema “Sem medo de ser feliz”, a campanha das Nações Unidas entrevistou várias mulheres para entender o que significa ser lésbica hoje.

Em celebração realizada nesta quinta-feira (29) na Casa da ONU, em Brasília (DF), representantes de governos, sociedade civil, ativistas e comunidade diplomática participam de uma conversa sobre gênero, raça, etnia, classe, idade, religião e deficiência, entre outros elementos que moldam as experiências de vida e afetam de modo distinto a garantia dos direitos humanos e tratamento justo dessa população.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

ARTIGO: Agricultura familiar desempenha papel central na conquista de objetivos globais

Em artigo, o representante regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Julio Berdegue, afirma que sem territórios rurais prósperos e inclusivos, a região da América Latina e Caribe não será capaz de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), já que 78% das 169 metas dos ODS dependem exclusivamente ou principalmente de ações realizadas em áreas rurais do mundo.

“Esta agenda que olha para o futuro e que acerta as contas com o passado supõe romper radicalmente com dois preconceitos fortemente arraigados na região: o que aponta que a agricultura familiar carece de potencial produtivo e que, portanto, deve ser tratada como um atraso social; e outro, extraordinariamente pernicioso, que supõe que serviços de baixa qualidade são suficientes para a agricultura pobre”. Leia o artigo completo.

Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. Foto: Johney Lindoso Tavares

Manaus realiza encontro estadual de adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal

Manaus (AM) sediou esta semana (26 e 27) o Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. O evento é parte de uma estratégia global do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) de engajamento e mobilização para a participação de adolescentes e jovens na defesa de seus direitos.

A iniciativa teve a finalidade de fortalecer os processos de mobilização de adolescentes nos municípios que participam da edição 2017-2020 do Selo UNICEF. Hoje, na Amazônia Legal, 429 Núcleos Adolescentes foram formalizados, com a mobilização de mais de 5 mil meninos e meninas.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução criando a Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028). Foto: MDA

FAO apoia plano de impulso à agricultura familiar na América Latina e Caribe

Declarada pela Assembleia Geral da ONU no fim de 2017, a Década da Agricultura Familiar foi lançada esta semana na América Latina e Caribe, em evento na República Dominicana com o objetivo de ajudar a região a implementar plano global de impulso ao setor.

O Plano Global de Ação da Década na América Latina e no Caribe abrange o período 2019-2028 e tem o apoio de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa serve como um guia geral, mas cada região deve adaptá-lo para criar soluções de acordo com desafios e potenciais de sua agricultura familiar.

De acordo com o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), a agricultura é uma das principais fontes globais de emissões de gases de efeito estufa. Transformar este setor é essencial para enfrentar as mudanças climáticas, e a agricultura familiar pode desempenhar um papel central nesse processo.

Com o apoio da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o evento aconteceu no espaço Maloca, na Universidade de Brasília (UnB). Foto: UNFPA

UNFPA participa de evento em Brasília sobre direitos de jovens indígenas

Com o foco em ampliar as discussões acerca de saúde sexual, reprodutiva e direitos, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) realizou no início de agosto (8) consulta temática com foco nos povos indígenas.

O objetivo foi reunir segmentos dessa população e de outros grupos da sociedade civil para debater os avanços e as lacunas encontradas 25 anos depois da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Egito.

A atividade contou com acadêmicos indígenas e fez parte de uma série de eventos no Brasil com o objetivo de ampliar a participação da sociedade civil e da comunidade científica, com especial atenção para pesquisadores e pesquisadoras do campo de saúde coletiva, relações internacionais e demografia.

Chamas consomem floresta amazônica em Rondônia (22 de agosto de 2019) - Foto: Corpo de Bombeiros - CBM/RO

ONU Meio Ambiente: incêndios na Amazônia são alerta para crises ambientais no mundo

Os incêndios em andamento na floresta amazônica são um alerta severo das crises ambientais enfrentadas pelo mundo — de clima, biodiversidade e poluição. A afirmação foi feita na sexta-feira (23) pela diretora-executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.

A oficial declarou que a ONU Meio Ambiente está pronta para trabalhar com Estados-membros — incluindo o Brasil — na resposta “a esta crise atual e no apoio aos seus esforços para alcançar as metas ambiciosas do Acordo de Paris” para o clima.

“O Brasil tem uma longa tradição de ações para proteger a Amazônia e continuaremos a trabalhar com o governo e o povo do Brasil fornecendo ciência, ferramentas e avaliações para orientar políticas baseadas em evidências, convocando os Estados-membros a enfrentar desafios ambientais urgentes e advogando em nome da Amazônia e de outras florestas em todo o mundo.”

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

Secretário-geral da ONU manifesta preocupação com incêndios na Amazônia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quinta-feira (22) por meio de publicação no Twitter estar “profundamente preocupado” com os incêndios na floresta amazônica brasileira, uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade.

“Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. Em meio a uma crise climática global, não podemos arcar com mais danos a uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade”, disse o chefe das Nações Unidas na rede social.

ONU Brasil pede esforços no combate a incêndios florestais

O Sistema das Nações Unidas no Brasil pede que as autoridades intensifiquem os esforços para conter as chamas que consomem partes da floresta amazônica e outros biomas do norte e centro-oeste do Brasil, além de reforçar os sistemas de monitoramento para evitar as queimadas e os desmatamentos ilegais.

Em Salvador, a ONU Brasil participa das discussões da Semana do Clima com o intuito de contribuir com alternativas que garantam um planeta mais seguro e sustentável para todas as pessoas, dentro dos princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Vista aérea da Amazônia. Foto: Banco Mundial

FAO protege os meios de subsistência sustentáveis, preservando a Amazônia

A Amazônia abriga a maior área de floresta tropical remanescente em nosso planeta. Com quase o dobro do tamanho da Índia, essas florestas desempenham um papel vital na regulação do clima global e na prestação de outros serviços, como a purificação da água e a absorção de carbono.

Mais de 33 milhões de pessoas vivem na Amazônia e cerca de 420 comunidades indígenas dependem diretamente de seus recursos para cobrir suas necessidades de água e alimentos, bem como para sua subsistência. Esses meios e estilos de vida estão intrinsecamente relacionados à preservação das florestas e à conservação de sua biodiversidade. A Amazônia abriga mais da metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos.

O projeto de Integração de Áreas Protegidas da Amazônia (IAPA), liderado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apoia a comunidade de gerentes de parques na América Latina e Caribe de áreas protegidas da Amazônia (RedParques) e garante supervisão eficaz e colaboração entre estas áreas.

A plataforma digital compila uma série de dados e informações com potencial de qualificar processos de tomada de decisão em políticas públicas. Foto: ASCOM/PGT_MP

OIT e MPT lançam observatório sobre diversidade e igualdade no mercado de trabalho

No Brasil, o rendimento mensal de mulheres no setor formal da economia é, em média, de 2,7 mil reais, ao passo que o dos homens é de 3,2 mil reais, apontam dados de 2017. Além disso, mulheres brancas recebem, em média, 76% do rendimento dos homens brancos, valores que são ainda menores para homens negros (68% dos homens brancos) e mulheres negras (55% dos homens brancos).

Se considerados apenas os cargos de direção no setor privado, a disparidade de rendimentos entre homens e mulheres é ainda maior: o salário de homens é, em média, 10 mil reais superior ao das mulheres em cargos de direção. Esses são alguns dos dados revelados pelo Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, lançado na quinta-feira (15) em Brasília (DF) por Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Mulheres indígenas da Colômbia. Foto: Gerardo Segura Warnholtz/PROFOR

Antropólogo fala sobre defesa da Amazônia colombiana e proteção de povos indígenas

Das 7 mil línguas faladas em todo o mundo, 4 mil são línguas indígenas, das quais quase 3 mil estão em perigo de desaparecer, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto — e que este ano coincidiu com o Ano Internacional das Línguas Indígenas — chamou a atenção para esse dado preocupante.

Nesse contexto, o Banco Mundial destaca o trabalho do antropólogo norte-americano naturalizado colombiano Martin von Hildebrand, fundador e presidente da organização não governamental Gaia Amazonas. O especialista dedicou a vida à defesa e à promoção dos direitos territoriais, e da conservação cultural e biológica na Amazônia colombiana. Leia a entrevista.

O atlas temático mostrou que, entre 2000 e 2017, 117,9 mil migrantes internacionais registrados se instalaram na região Nordeste, a maior parte deles na Bahia. Foto: Flickr

Líderes da Semana do Clima da América Latina e Caribe se reúnem em Salvador para impulsionar ação climática

Mais de três mil participantes são esperados na Semana do Clima da América Latina e Caribe, que acontecerá em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 23 de agosto. Participam do encontro ministros de governo e representantes seniores de agências multilaterais e Organizações Não Governamentais (ONGs). As discussões têm por objetivo impulsionar a resposta da região às mudanças climáticas.

Crianças indígenas Kuna deslocadas por conta dos conflitos armados na Colômbia. Foto: ACNUR/ B.Heger

Mulheres e meninas indígenas devem ter voz nos espaços políticos, diz agência da ONU

A ONU Mulheres uniu-se a todos os povos indígenas no mundo, especialmente mulheres e meninas, na comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, lembrado em 9 de agosto.

O tema deste ano, “Línguas Indígenas”, exige garantir que as mulheres e as meninas indígenas tenham voz nos diversos espaços políticos, civis, sociais, econômicos e culturais que ocupem, lembrou a agência das Nações Unidas.

A capacidade das mulheres indígenas de se expressar em seu idioma é fundamental para assegurar sua contribuição à vida pública, já que elas são cidadãs, políticas, defensoras de direitos humanos ou líderes comunitárias, segundo a ONU Mulheres.

Indígena carrega criança durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas, Tocantins. Foto: Tiago Zenero/PNUD Brasil

Especialistas dizem que políticas de assimilação podem destruir povos indígenas

Em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto, relatores da ONU alertaram para os riscos de desaparecimento das línguas indígenas.

Estima-se que, de todos os 7 mil idiomas falados no mundo, 40% estão em perigo e podem deixar de existir — a maioria deles é de línguas indígenas. Para os relatores, o atual cenário é reflexo de políticas estatais de assimilação que podem “destruir uma cultura e até mesmo um povo”.

Membro do povo Tariana na Amazônia brasileira. Imagem de 2008. Foto: Banco Mundial/Julio Pantoja

Em dia mundial, ONU defende direito dos povos indígenas a definir estratégias de desenvolvimento

Em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado nesta sexta-feira (9), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que países garantam a essas populações o direito a determinar o seu próprio modelo de desenvolvimento, por meio de políticas que sejam inclusivas e igualitárias. De acordo com as Nações Unidas, existem em torno de 370 milhões de indígenas no mundo.

Indígena da etnia Bororo Boé durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Em Manaus, UNESCO promove seminário sobre conhecimentos indígenas de gestão da água

No marco das celebrações do Dia Internacional dos Povos Indígenas, lembrado em 9 de agosto, a UNESCO promove na sexta-feira, em Manaus (AM), o seminário ‘Conhecimento Indígena para a gestão integrada da água na América Latina e Caribe’.

Encontro discute os aspectos técnicos, jurídicos, socioculturais, econômicos e políticos das práticas de gestão hídrica dos povos originários da região.

O bicho-de-pé é encontrado em regiões remotas e pobres do Brasil, como aldeias indígenas, comunidades rurais e favelas. Foto: OPAS/OMS/Sonia Mey-Schmidt

Agência da ONU ajuda Brasil a combater infestações de bicho-de-pé

O bicho-de-pé é identificado em aldeias indígenas, comunidades rurais e favelas de grandes cidades. Conhecida também como tungíase, a doença é provocada por uma pulga, que se alimenta do sangue de humanos e animais.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apoia o governo do Brasil a combater o bicho-de-pé. Desde 2018, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, realiza atividades com a agência da ONU em áreas vulneráveis.

Foto: Agência Brasil/ Fernando Frazão

ARTIGO: Lei Maria da Penha, 13 anos — direito de viver sem violência

Em artigo publicado na imprensa brasileira, a diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe, Maria-Noel Vaeza, lembra o aniversário da Lei Maria da Penha nesta quarta-feira (7) e alerta para o recente aumento dos assassinatos de mulheres no Brasil.

A especialista das Nações Unidas aponta a necessidade de analisar como diferentes grupos de mulheres — das periferias, do meio rural e de comunidades tradicionais — recorrem à legislação sobre violência de gênero no ambiente doméstico e familiar.

Adriana Duarte e Alejandro Pueyo são dois dos 64 alunos formados da última turma do curso de português e educação digital promovida pela UFRR com apoio da Ericsson, COOPCESP, ACNUR e União Europeia. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Com o domínio do português, venezuelanos encontram mais oportunidades em Boa Vista

Sair de seu país e deixar tudo para trás em busca de proteção é uma decisão difícil de tomar. E para as pessoas refugiadas, o processo de integração em um novo país é ainda mais desafiador quando refugiados e migrantes precisam vencer a barreira do idioma local.

Foi a partir dessa compreensão que professores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolveram o projeto “Português para Acolhimento”, que oferece aulas do idioma utilizando ferramentas digitais e promovendo a educação ao integrar idioma e tecnologia. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Manguezal no parque nacional Los Haitises, na República Dominicana. Foto: WkiMedia (CC)/Anton Bielousov

UNESCO afirma que manguezais são aliados do ser humano na luta contra as mudanças climáticas

Em mensagem para o Dia Internacional de Conservação do Ecossistema de Mangue, celebrado nesta sexta-feira (26), a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que esses ecossistemas são fundamentais tanto para comunidades de regiões costeiras — onde os manguezais são fonte de subsistência e proteção contra desastres naturais — quanto para o resto do mundo, que tem nos mangues um aliado contra o aquecimento global.

UNFPA participou de capacitação de servidores públicos com discussões sobre os grupos mais vulneráveis em contextos migratórios, como as mulheres, as crianças, os idosos e a população LGBTI. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Agências da ONU discutem direitos humanos com servidores públicos de Pacaraima

Servidores públicos da Prefeitura de Pacaraima (RR) e conselheiros tutelares participaram na semana passada de uma capacitação sobre direitos humanos, migração e refúgio.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou da iniciativa com discussões sobre leis específicas para grupos vulneráveis em contextos migratórios — como as crianças e adolescentes, as mulheres, os indígenas, os idosos, pessoas com deficiência e indivíduos LGBTI.