Ruptura da barragem provocou a liberação de volume de 55 milhões a 60 milhões de metro cúbicos de rejeitos de minério no Rio Doce. A lama percorreu mais de 600 quilômetros até chegar ao oceano, matando peixes, a flora, a fauna e disparando uma crise social e ambiental que afetou a subsistência e o acesso à água da população, incluindo indígenas Krenak e milhares de pescadores. Foto: Fred Loureiro / SECOM ES

ONU premia filme brasileiro de realidade virtual sobre desastre em Mariana (MG)

O curta-metragem de realidade virtual ‘Rio de Lama’ — que leva o espectador para dentro do desastre ambiental de Mariana (MG) — venceu o Festival de Filmes da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O diretor brasileiro Tadeu Jungle recebe na quinta-feira (11) o reconhecimento da mostra, que exibirá todos os filmes ganhadores em Nova Iorque, em meio às atividades do Fórum Político de Alto Nível.

Estudantes numa escola primária em Bingerville, um distrito de Abidjan, capital da Costa do Marfim. No país, menos de 70% das crianças frequentam o ensino primário. Foto: UNICEF/Dejongh

UNESCO alerta que países estão fora do caminho para atingir metas de educação até 2030

Quase cinco anos desde que a ONU adotou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para serem cumpridos até 2030, as projeções da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) mostram que os países falharão em atingir as metas educacionais da agenda, o ODS número 4, se importantes progressos não ocorrerem ao longo da próxima década.

As projeções da UNESCO para o Fórum Político de Alto Nível da ONU em Nova Iorque, destinado a examinar o processo para atingir os ODS, mostram que, enquanto todas as crianças deveriam estar na escola, uma em cada seis crianças de 6 a 17 anos será excluída do sistema educacional até 2030.

As projeções também mostram que 40% das crianças do mundo não conseguirão concluir o ensino secundário nesse período, um percentual que deve atingir 50% na África Subsaariana, onde a proporção de professores treinados tem caído desde 2000.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Bachelet pede que Venezuela ponha fim às graves violações de direitos humanos no país

As autoridades venezuelanas precisam tomar passos imediatos para interromper as disseminadas violações contra a população do país e trabalhar para resolver a crise, disse a alta-comissária da ONU para os direitos humanos nesta quinta-feira (4).

O apelo de Michelle Bachelet ao governo de Nicolás Maduro ocorre às vésperas de seu discurso diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra na sexta-feira (5) e depois de sua visita oficial à Venezuela no fim de junho.

Com a ajuda de sua mãe, a pequena Dorca, aluna Warao, prepara-se para ir ao Centro Municipal de Educação Infantil, em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

No Amazonas, ONU promove formação em saúde e nutrição com foco em crianças venezuelanas

Agências da ONU, sociedade civil e autoridades estaduais e municipais realizam na manhã desta quinta-feira (4), em Manaus (AM), uma oficina sobre nutrição infantil que vai abordar os desafios vividos por crianças venezuelanas no Amazonas. A capacitação tem como público-alvo profissionais da rede pública de saúde e da assistência social, que atendem aos refugiados e migrantes.

Na próxima segunda-feira (8), instituições promovem seminário na capital amazonense sobre os avanços e desafios na atenção à saúde da população venezuelana, além de discutir o papel do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na ação humanitária.

Oficina reuniu mulheres venezuelanas que trabalham com liderança comunitária em abrigo da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil

Em Boa Vista, oficina explica para venezuelanas como denunciar violência de gênero

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu cerca de 40 venezuelanas para uma oficina sobre violência de gênero em contextos de migração. As participantes eram mulheres responsáveis pela proteção e mobilização comunitária do Abrigo Jardim Floresta, mantido pela Operação Acolhida do governo federal brasileiro. Também estiveram presentes moradores que atuam na gestão do alojamento.

O UNFPA lidera a ação de prevenção e resposta à violência baseada em gênero e atua na promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Fundo de População da ONU dá orientações de saúde para venezuelanos transferidos de Roraima

Antes de serem transferidos para outros estados do Brasil, refugiados e migrantes venezuelanos que vivem em Roraima recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre violência de gênero.

A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que apoia o programa de interiorização do governo federal por meio de sessões informativas para mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, idosas ou com deficiência.

A professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos, foi atendida pela equipe do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU apoia saúde mental de refugiados e migrantes venezuelanos

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realiza atendimento a refugiados e migrantes que enfrentam difíceis jornadas até chegar ao Brasil. Esse foi o caso da professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos.

“As pessoas do Fundo de População das Nações Unidas me ajudaram muito, com rodas de conversa, com um lugar onde eu pudesse falar. Estou muito grata por toda ajuda”, resume.

A professora não pretende regressar à Venezuela. Ela e a família conseguiram uma vaga em um dos abrigos da Operação Acolhida em Boa Vista (RR) e agora estão na fila por uma oportunidade de interiorização. “Só espero me recuperar, e que meus filhos cresçam bem”, afirma.

Reunidos ao redor do monumento “Abertura dos Portos”, no centro de Manaus, venezuelanos e brasileiros transmitem mensagens de paz em celebração ao Dia Mundial do Refugiado. Foto: ACNUR/César Nogueira

Caminhada e festas marcam Dia Mundial do Refugiado em Manaus

Dança tradicional venezuelana, brincadeiras para crianças e músicas típicas trouxeram alegria e marcaram a comemoração do Dia Mundial do Refugiado no sábado (22) na capital amazonense.

Cerca de 100 venezuelanos indígenas e não indígenas que moram em Manaus participaram da ação promovida por Cáritas Arquidiocesana de Manaus e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). As ações tiveram início no Largo São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Em uma mistura de espanhol, português e warao, frases de agradecimento e mensagens sobre direitos humanos estampavam cartazes que transmitiram a gratidão de refugiados e migrantes pela acolhida no país e, ao mesmo tempo, a dor de ter deixado tudo para trás.

Time do UNFPA em ação na comunidade indígena Sakaumotá, em março deste ano. Foto: UNFPA Brasil

Fundo de População da ONU completa um ano de atividades em Pacaraima

Há um ano, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) chegava a Pacaraima, município na fronteira do Brasil com a Venezuela, para integrar os serviços de ordenamento de fronteira da Operação Acolhida, iniciativa do governo federal e das Forças Armadas para coordenar a resposta e atendimento às pessoas refugiadas e migrantes que chegam ao país.

Desde então, o UNFPA lidera as ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva e de prevenção da violência baseada em gênero no contexto de assistência humanitária. “É fundamental a atuação do Fundo de População neste cenário: para garantir que cada gestação seja desejada, cada parto seja seguro e cada pessoa jovem possa atingir o seu potencial, inclusive em situações de crises humanitárias”, disse o chefe do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Em Boa Vista (RR), o público do abrigo Santa Tereza participou de ação do UNFPA e ACNUR sobre homofobia. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Em Boa Vista, ONU debate homofobia em abrigo para homens venezuelanos

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniram 74 homens venezuelanos na semana passada para uma roda de conversa sobre saúde sexual e combate à homofobia. Os refugiados e migrantes moram no abrigo Santa Tereza, do governo federal. Os organismos internacionais decidiram ir ao local após relatos de discriminação homofóbica entre os moradores.

As especialistas em violência baseada em gênero e em saúde sexual e reprodutiva, Patrícia Ludmila e Leila Rocha, organizaram a roda de conversa em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA Brasil/Rafael Sanz

Mulheres indígenas em Boa Vista recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva

A equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) visitou na semana passada (10) a ocupação Kau’banoko, que abriga mulheres venezuelanas refugiadas e migrantes dos povos indígenas Warao e Inepá em Boa Vista (RR).

Saúde sexual e reprodutiva é um dos eixos do trabalho UNFPA no programa de assistência humanitária. Em contextos de emergência, pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, são mais vulneráveis à violência sexual, infecções sexualmente transmissíveis e gestações não intencionais. Na ausência de serviços adequados de obstetrícia, há um alto índice de mortes maternas e complicações relacionadas ao parto.

Foto: Globo/Fábio Rocha

Série ‘Aruanas’ mostra necessidade de cuidar da Floresta Amazônica

A série brasileira de ficção “Aruanas” é uma produção original da TV Globo, coproduzida pela Maria Farinha Filmes, que conta a história de quatro mulheres lutando para proteger a floresta e as terras indígenas da devastação provocada pela mineração ilegal e pela corrupção.

A série apoia a Iniciativa de Defensores Ambientais, liderada pela ONU Meio Ambiente, que busca promover o respeito aos direitos ambientais e ampliar a proteção de defensores do meio ambiente.

No Brasil, “Aruanas” será lançada na plataforma de streaming da Globo, a Globoplay, no dia 2 de julho. O primeiro episódio será exibido no dia 3 de julho na TV Globo.

Comunidades rurais do Ceará implementam planos de negócios em caprinocultura. Foto: Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará

Fundo agrícola da ONU elogia projeto cearense para combater pobreza extrema

Após quase dez dias de visitas a comunidades do Ceará, uma equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) elogiou na sexta-feira (14) as conquistas do projeto Paulo Freire, iniciativa de combate à pobreza extrema que é implementada pelo estado com recursos da agência da ONU. O programa já atende a 50 mil famílias do campo e está presente em 600 áreas rurais dos 31 municípios cearenses com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. Foto: Presidential Communications Operations Office/Wikimedia Commons

Especialistas da ONU pedem investigação independente sobre violações das Filipinas

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediram na sexta-feira (7) para o Conselho de Direitos Humanos da ONU realizar uma investigação independente sobre violações nas Filipinas, citando uma deterioração acentuada na situação de direitos humanos no país, incluindo ataques contínuos contra pessoas e instituições.

Segundo os especialistas, poucas investigações independentes e eficazes aconteceram, a mídia e jornalistas independentes são ameaçados e a lei foi transformada em arma para minar a liberdade de imprensa. “Registramos um número desconcertante de mortes ilegais e assassinatos cometidos por policiais no contexto da chamada ‘guerra às drogas’, assim como de assassinatos de defensores dos direitos humanos”, disseram.

O ambientalista e biólogo norte-americano Thomas Lovejoy trabalha na Amazônia há mais de 50 anos. Foto: Slobodan Randjelovic

Precisamos implementar modelos de desenvolvimento que preservem a Amazônia, diz especialista

A atual taxa de declínio da natureza, sem precedentes na história da humanidade, foi confirmada pelo novo relatório da Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), o documento mais abrangente sobre o assunto, divulgado recentemente.

Em entrevista ao Banco Mundial, o ambientalista e biólogo norte-americano Thomas Lovejoy fala sobre seu trabalho de mais de 50 anos na conservação da Amazônia, região que abriga 40% da floresta tropical remanescente do mundo, 25% da biodiversidade terrestre e mais espécies de peixes do que qualquer outro sistema fluvial do planeta.

“Um dos maiores problemas é o desmatamento motivado por atividades agropecuárias. O desenvolvimento da infraestrutura também é uma grande ameaça, especialmente se alguns projetos continuarem do jeito que estão. Precisamos pensar em alternativas e trabalhar com os governos estaduais para criar modelos de desenvolvimento sustentável que preservem a floresta”, disse. Leia a entrevista completa.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Número de refugiados e migrantes da Venezuela ultrapassa 4 milhões, segundo ACNUR e OIM

O número de venezuelanos deixando seu país alcançou 4 milhões, anunciou nesta sexta-feira (7) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Globalmente, os venezuelanos são um dos maiores grupos populacionais deslocados de seu país.

O ritmo do fluxo de saída da Venezuela tem sido impressionante. De cerca de 695 mil no final de 2015, o número de refugiados e migrantes venezuelanos disparou para mais de 4 milhões até meados de 2019, segundo dados de autoridades nacionais de imigração e outras fontes. Em apenas sete meses desde novembro de 2018, o número de refugiados e migrantes aumentou 1 milhão.

Os países latino-americanos estão recebendo a vasta maioria dos venezuelanos, com a Colômbia respondendo por cerca de 1,3 milhão, seguida por Peru, com 768 mil, Chile (288 mil), Brasil (168 mil) e Argentina (130 mil). O México e os países da América Central e do Caribe também recebem um número significativo de refugiados e migrantes da Venezuela.

Cooperação técnica reforça parceria já iniciada entre as duas instituições por meio da adaptação local das Diretrizes sobre Feminicídio, desde 2016, e ações formativas, como cursos de comunicação nos anos de 2018 e 2019. Foto: TJ-MS

TJ-MS adere ao movimento ElesPorElas pela igualdade de gênero

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJ-MS) aderiu na quarta-feira (5), em Campo Grande, ao movimento ElesPorElas HeForShe, da ONU Mulheres Brasil. Termo de adesão e plano de trabalho foram firmados pelo desembargador Paschoal Carmello Leandro, presidente do TJ-MS, e pela representante interina da ONU Mulheres Brasil, Ana Carolina Querino.

A partir da adesão, o TJ-MS e a ONU Mulheres Brasil passam a colaborar, no período 2019-2020, para as seguintes iniciativas fundamentadas no ordenamento jurídico brasileiro e em normativas internacionais sobre direitos humanos das mulheres: ações de articulação e advocacy para acesso das mulheres à justiça, ações formativas, ações de mobilização social e monitoramento e avaliação.

Casa de Dilma Ferreira Silva, com presença da polícia e de membros do MAB. Foto: Amazônia Real/Pedrosa Neto

ONU e CIDH manifestam preocupação com mortes de defensores de direitos humanos nas Américas

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertaram no fim de maio (30) que a região americana continua sendo uma das mais perigosas para exercer o trabalho de defesa de direitos humanos no mundo.

No Brasil, foram denunciados em março de 2019 os homicídios de Dilma Ferreira Silva, coordenadora em Tucuruí do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), de seu marido, Claudionor Costa da Silva, e de um amigo, Milton Lopes, no município de Baião, no estado do Pará. Dilma era uma destacada defensora e reconhecida liderança da luta pelos direitos das pessoas atingidas pela empresa hidrelétrica de Tucuruí. Adicionalmente, foi denunciada a morte da ativista ambiental Rosane Santiago, torturada e assassinada na cidade de Nova Viçosa, na Bahia, em 29 de janeiro.

Em 18 de janeiro, a CIDH também fez referência a fatos violentos cometidos contra trabalhadores rurais na Fazenda Agropecuária Bauru, no município de Colniza, no Mato Grosso. Além disso, em 8 de março, concedeu medidas cautelares em benefício de Julio Lancellotti, defensor de direitos humanos de pessoas em situação de rua e responsável pela “Pastoral da População de Rua”, em São Paulo, em virtude de ter sido vítima de diversos atos de violência e ameaças, inclusive por autoridades da força pública. Adicionalmente, em janeiro de 2019, o deputado federal Jean Wyllys anunciou o abandono de seu cargo e a saída do país, devido ao nível de ameaças de morte contra ele e sua família.

Deputada foi a primeira mulher indígena eleita para o Congresso Nacional. Foto: Agência Câmara/Luis Macedo

Deputada indígena brasileira participa de encontro de parlamentares no Peru

A primeira deputada indígena eleita no Brasil, Joênia Wapichana, viaja na quinta-feira (30) para o Peru, onde participa do 1º Encontro Internacional de Parlamentares Indígenas da América, que será realizado pelo Congresso Nacional peruano.

Durante dois dias, o evento terá debates sobre o papel do legislativo na promoção dos direitos dos povos indígenas, principalmente dos direitos das mulheres, de forma a construir uma agenda comum com incidência internacional. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoia a iniciativa.

Os agricultores familiares produzem 80% dos alimentos do mundo e são importantes impulsionadores do desenvolvimento sustentável. Foto: MDA

Agricultores familiares são essenciais para subsistência global, diz oficial da ONU

Em um mundo onde um terço da comida produzida é perdido ou desperdiçado e um terço da terra é usado para a produção pecuária, os agricultores familiares são atores socioeconômicos vitais para apoiar melhores meios de subsistência, criação de empregos, coesão comunitária e desenvolvimento rural.

A declaração foi feita esta semana pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, durante evento em Roma com mais de 300 participantes, reunidos em um diálogo internacional organizado por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) para discutir desafios e oportunidades para a agricultura familiar.

Delegados se reúnem para o início da primeira Assembleia do ONU-HABITAT. Foto: ONU-HABITAT

Primeira Assembleia do ONU-HABITAT começa em Nairóbi e elege presidente

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, abriu formalmente a primeira Assembleia do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) na segunda-feira (28) no escritório da agência da ONU em Nairóbi, no Quênia.

Na ocasião, Kenyatta enfatizou a necessidade de ação coletiva internacional para enfrentar os desafios de uma rápida urbanização, lembrando que muitas sociedades não estão preparadas para planejá-la adequadamente.

Ele disse que, diante desses desafios, o tema da Assembleia é “Inovação para uma melhor qualidade de vida nas cidades e comunidades”, o que segundo ele era apropriado e oportuno.

Euligio Baez, um líder Warao da Venezuela, com sua família em Boa Vista, no Brasil. Foto: ACNUR

Venezuelanos fogem devido a ameaças de morte e doenças; leia relatos

Atualmente, existem cerca de 3,7 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos em todo o mundo, a maioria na América Latina e no Caribe.

Devido à piora na situação política, econômica, de direitos humanos e humanitária na Venezuela, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera agora que a maioria dos que fogem do país precisam de proteção internacional como refugiados. Leia relatos de venezuelanos ouvidos pela agência das Nações Unidas.

Participante do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas, na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

UNESCO: diversidade cultural contribui para mundo mais pacífico e próspero

Em mensagem para o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, 21 de maio, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, disse que um mundo diversificado não é apenas mais pacífico, mas também mais próspero e mais equitativo.

“Por meio da pluralidade de suas vozes, acredita-se que a diversidade cultural é um dos recursos renováveis originais da humanidade, ao oferecer uma fonte constante de inovação e criatividade”, declarou.

No Senegal, UNESCO apoia programas de alfabetização que usam tecnologia para promover o aprendizado. Foto: UNESCO/Always

UNESCO recebe inscrições para prêmio global de alfabetização e multilinguismo

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) recebe inscrições e indicações para os Prêmios Internacionais de Alfabetização que, neste ano, reconhecerão programas e indivíduos que promovam de maneira excepcional a alfabetização no mundo todo sob o tema “Alfabetização e Multilinguismo”.

Desde 1967, os Prêmios Internacionais da UNESCO reconhecem iniciativas de excelência e inovação no campo da alfabetização. Mais de 490 projetos e programas realizados por governos, organizações não governamentais e indivíduos do mundo todo já foram premiados por seus trabalhos.

O prazo para encaminhar as candidaturas para as entidades de indicação vai até 16 de junho, à meia noite do horário de Paris (19h do dia 15 de junho, no horário de Brasília).

Vista de La Paz, Bolívia. Foto: Carakan/Flickr/CC

Bolívia precisa garantir que modelo de inclusão social seja economicamente sustentável, diz especialista

A Bolívia precisa garantir que seu modelo de inclusão social seja economicamente sustentável e defenda os direitos humanos, disse na quarta-feira (15) o especialista independente das Nações Unidas sobre dívida externa e direitos humanos, Juan Pablo Bohoslavsky.

“Mesmo que o governo tenha começado a fazer esforços em direção à diversificação econômica, isto foi adiado por muito tempo e prolongou a vulnerabilidade das receitas fiscais a fatores externos, como preços internacionais do petróleo”, disse o especialista em comunicado após visita de dez dias ao país. “O imposto base precisa ser ampliado para aumentar seu efeito redistributivo. A grande economia informal implica não só em receita perdida para o Estado, mas também uma falta de proteção social para todos aqueles que trabalham informalmente”.

Chefe da ONU destaca quatro ações climáticas que devem ser tomadas pelos países

Em conversa nesta segunda-feira (13) com jovens das Ilhas do Pacífico na Nova Zelândia, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a “natureza não negocia” e enfatizou quatro medidas essenciais que governos devem priorizar para alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Reconhecendo o papel dos jovens para avançar ações climáticas no mundo todo, Guterres relembrou os presentes de que o “objetivo central é não ter mais de 1,5°C de aumento de temperatura no final do século”.

Mural, no qual se lê "Reconciliação com as vítimas", simboliza a manifestação cultural da reintegração de ex-membros das FARC em Caquetá, na Colômbia. Foto: Missão da ONU na Colômbia/Bibiana Moreno

ONU alerta para aumento dos ataques contra defensores dos direitos humanos na Colômbia

Alarmados com o “número surpreendentemente alto” de defensores dos direitos humanos sendo mortos, assediados e ameaçados na Colômbia, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu nesta sexta-feira (10) às autoridades que “façam um esforço significativo” para “enfrentar a impunidade endêmica” em torno desses casos.

O ACNUDH descreveu as dezenas de mortes desde o começo do ano no país como uma “tendência terrível” que parece estar piorando.

A jogadora brasileira Marta. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Secretário-geral da ONU nomeia jogadora Marta como defensora dos objetivos globais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou na quinta-feira (9) a nomeação da jogadora de futebol Marta Vieira da Silva como uma das novas defensoras dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2019-2020.

A jogadora brasileira está entre as 17 personalidades públicas encarregadas pelo secretário-geral das Nações Unidas de promover os ODS, aumentar a conscientização com novos públicos, manter o compromisso global e pedir maior ambição e ação em escala para alcançar os objetivos globais até 2030.

Relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Filipinas devem pôr fim a ‘ataques inaceitáveis’ contra especialista indígena da ONU, dizem relatores

Relatores especiais das Nações Unidas afirmaram no início de maio (1) que acusações falsas sobre a especialista da ONU sobre direitos de povos indígenas, feitas por seu próprio governo – as Filipinas –, “não têm base em fatos ou na lei” e devem ser cessadas imediatamente.

Em comunicado conjunto, três relatores especiais afirmaram que as “novas acusações” contra a colega relatora Victoria Tauli-Corpuz foram feitas por autoridades do governo do presidente Rodrigo Duterte, “claramente em retaliação a seu trabalho inestimável defendendo os direitos humanos de povos indígenas em todo o mundo”.

Sapo folha esplêndido, no Equador. Foro: PNUD

Relatório da ONU mostra que 1 milhão de espécies de animais e plantas enfrentam risco de extinção

Um duro relatório acerca do impacto humano sobre a natureza mostra que quase 1 milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção dentro de décadas. Os atuais esforços para conservar os recursos da Terra devem falhar caso não sejam tomadas ações radicais, disseram especialistas das Nações Unidas na segunda-feira (6).

Sobre os riscos à fauna e à flora, o estudo afirmou que atividades humanas “ameaçam mais espécies atualmente do que nunca”. A conclusão foi baseada no fato de que em torno de 25% das espécies de plantas e de animais estão vulneráveis. Em torno de 1 milhão de espécies “já enfrentam risco de extinção, muitas delas dentro de décadas, a não ser que ações sejam tomadas para reduzir a intensidade de impulsionadores de perdas à biodiversidade”.