Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

Resposta à pandemia deve considerar condições de saúde da população negra, diz sanitarista

Em entrevista à ONU Mulheres, a sanitarista Karine Santana avalia a situação da pandemia da COVID-19 no Brasil, o racismo na saúde e as comorbidades da população negra. Para ela, “as medidas precisam ser pautadas na equidade. Qualquer medida distante disso está acirrando a existência do racismo estrutural”.

Karine Santana é docente de Saúde Coletiva, doutoranda em Medicina e Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS). Leia a entrevista na íntegra.

Etienne pediu um melhor acesso a medidas efetivas de saúde pública, o fortalecimento da capacidade do sistema de saúde para melhor atender as populações vulneráveis e uma forte proteção social e econômica. Foto: Banco Mundial/Alex Baluyut

OPAS pede que países protejam grupos vulneráveis dos efeitos da pandemia

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, alertou nesta terça-feira (19) para os efeitos da pandemia de COVID-19 sobre as populações mais vulneráveis nas Américas, desde pessoas com poucos recursos financeiros até indígenas.

“Se quisermos retardar a propagação da pandemia e colocar nossa região no caminho da recuperação, precisamos proteger os grupos vulneráveis da COVID-19”, afirmou.

Mais de 2 milhões de casos e de 121 mil mortes devido à COVID-19 foram relatados nas Américas até 18 de maio – um aumento de 14% nos casos e mortes em relação à semana passada.

"Não conseguimos pagar o aluguel e fomos expulsos”, conta Orlando Martinez sobre os impactos econômicos enfrentados por ele e outros indígenas venezuelanos da etnia Warao em Belém (PA) durante a pandemia. ACNUR/Camila França

Coronavírus ameaça indígenas venezuelanos que buscam segurança no Brasil

Enquanto quase metade dos quase 5 mil refugiados indígenas venezuelanos que vivem no Brasil está em abrigos de Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Pacaraima (RR), muitos outros permanecem em situações de insalubridade, vivendo em moradias superlotadas – ou mesmo nas ruas – sem saneamento básico, o que dificulta a prevenção contra a infecção. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

As atrações turísticas de Nova Iorque, como o Metropolitan Museum of Art (foto), fecharam devido à pandemia de coronavírus. Foto: UN News

Pandemia fecha 90% dos museus em todo o mundo, diz UNESCO

Enquanto a pandemia da COVID-19 continua causando estragos em todo o mundo, os museus não foram poupados, disse a agência cultural da ONU na segunda-feira (18), Dia Internacional dos Museus, revelando que quase 90% das instituições culturais tiveram que fechar suas portas, enquanto quase 13% estão sob séria ameaça de não reabrir.

“Os museus desempenham um papel fundamental na resiliência das sociedades”, explicou a diretora geral da UNESCO, Audrey Azoulay. “Precisamos ajudá-los a lidar com essa crise e mantê-los em contato com o público”.

Especialistas discutem povos indígenas no contexto da COVID-19

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Associação Brasileira de Estudos Populacionais realizarão amanhã (20), às 15h, a quarta edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”, com o tema “Povos Indígenas e a pandemia da COVID-19”.

O debate acontecerá no canal do UNFPA Brasil no youtube e contará com a participação de Tsitsina Xavante, pesquisadora e defensora dos direitos dos povos indígenas, juventude e mulheres; Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor; Marta Antunes do IBGE, Andrey Cardoso da Fiocruz, e com a facilitação da Marta Azevedo da Unicamp.

Rádio comunitária engaja refugiados e migrantes indígenas em Manaus

A pandemia do novo coronavírus é a principal pauta dos programas de rádios comunitárias, que ajudam a reforçar as medidas de prevenção divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reportam o número de pessoas infectadas e óbitos. Também há espaço para músicas e assuntos diversos, como futebol e a vida de celebridades.

Esta é uma das estratégias da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para fortalecer a proteção das populações indígenas venezuelanas no Norte do país. Em parceria com o Instituto Mana e Secretaria Municipal da Mulher Assistência Social e Cidadania de Manaus (SEMASC), as rádios comunitárias nos dois abrigos compartilham informações confiáveis e atualizadas sobre a COVID-19. A ação conta com participação da organização Médico Sem Fronteiras (MSF).

Peruanos têm a temperatura medida em Lima. Foto: Município de Lima

OPAS manifesta preocupação com rápida expansão da pandemia nas Américas

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, pediu aos países que abordem as emergências de saúde, sociais e econômicas da COVID-19 juntas, expressando profunda preocupação com a rápida expansão da pandemia do novo coronavírus nas Américas.

“A pandemia nos forçou a lidar com três emergências ao mesmo tempo: a de saúde, a social e a econômica. Para ter sucesso, precisamos de uma abordagem conjunta”, disse Etienne.

“Os países devem apoiar suas economias enquanto constroem fortes redes de proteção social e adotam medidas de saúde pública baseadas em evidências, essenciais para salvar vidas”.

Isolamento social provocado pela pandemia piora desigualdades de gênero. Foto: AGECOM/Ronaldo Silva

COVID-19: especialistas discutem ações efetivas para enfrentamento da violência contra a mulher

Para a representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Junia Quiroga, a pandemia de COVID-19 acirra as desigualdades de gênero. “Sabemos que os surtos de doenças afetam mulheres e homens de maneiras diferentes, e as pandemias tornam mais agudas as condições que determinam desigualdades desfavoráveis a mulheres e meninas.”

“Com a suspensão de serviços ou maior dificuldade de acesso de estruturas institucionais e comunitárias que protegem mulheres e meninas, medidas de proteção específicas devem ser implementadas”, disse.

Foto: Prefeitura de Manaus

CEPAL defende renda básica que ajude população mais vulnerável a superar efeitos do coronavírus

Para enfrentar os impactos socioeconômicos da crise causada pela COVID-19, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) propõe que os governos garantam transferências monetárias temporárias imediatas para satisfazer as necessidades básicas e sustentar o consumo das famílias, o que será crucial para alcançar uma recuperação sólida e relativamente rápida.

Além disso, no longo prazo, o organismo reitera que o alcance dessas transferências seja permanente e vá além das pessoas em situação de pobreza, segundo novo relatório divulgado nesta terça-feira (12) pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

Mais de 1,1 mil indígenas são beneficiados em ação de prevenção à COVID-19 em Pacaraima (RR)

Desde que a pandemia da COVID-19 chegou ao Brasil, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem reforçado suas atividades em campo e desenvolvido atividades de prevenção e informação para refugiados, migrantes e comunidade de acolhida. As ações incluem as comunidades indígenas transfronteiriças, que são visitadas pela OIM de modo a dialogar com a população local e da Venezuela sobre saúde e medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Em ação realizada no último mês no município de Pacaraima, Roraima, mais de 1.100 indígenas da etnia Pemón-Taurepang moradores do Bananal, Sorokaima I e Sakao-Motá, foram beneficiados com kits de higiene e sessões informativas sobre prevenção à COVID-19. Os kits, que contêm mosquiteiro, sabão e toalha, também serão úteis para o combate a outras doenças transmitidas por mosquitos comuns na região, como a malária e a dengue.

Veja as ações do UNICEF em resposta ao coronavírus no Brasil

As crianças e adolescentes não são os mais afetados diretamente pelo coronavírus, mas, como em todas as emergências e crises humanitárias, são eles os que mais sofrem de maneira indireta. Por essa razão, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) ajustou seu Programa de País, ampliando suas iniciativas para reduzir o avanço do vírus e mitigar os impactos da epidemia na vida de crianças e adolescentes, em especial aqueles mais vulneráveis.

Conheça as principais iniciativas do UNICEF no Brasil para enfrentar a epidemia e proteger crianças e adolescentes da COVID-19.

UNICEF lança podcast diário para ajudar crianças a continuar aprendendo em casa

Neste Dia da Educação, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lança ‘Deixa que Eu Conto’, podcast diário que vai levar histórias, brincadeiras e atividades a crianças e famílias de todo o país, contribuindo com o direito de aprender, em tempos de coronavírus.

Todos os conteúdos são gratuitos e estão disponíveis no Spotify, no YouTube e no site do UNICEF. Eles também serão disseminados para rádios de todo o país e compartilhados via WhatsApp.

Cartilha multilíngue auxilia na promoção da saúde de indígenas venezuelanos refugiados no Brasil

Nos esforços para apoiar as populações mais vulneráveis à pandemia do novo coronavírus, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Instituição Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI) lançam a cartilha ‘Comunicação sobre Saúde com Indígenas Warao e Eñepa’, disponível em português, espanhol, e também nos idiomas nativos dessa população indígena em situação de refúgio no Brasil.

Voltado também para profissionais de saúde, a publicação traz uma perspectiva intercultural para facilitar a comunicação e o entendimento com a população indígena sobre saúde, diagnóstico e tratamento de acordo com a cosmologia de cada grupo. O material foi produzido em estreita colaboração com lideranças dessas duas etnias, que apoiaram na tradução, revisão e ilustração.

O Dia da Terra é mais importante do que nunca

O Dia da Terra é um lembrete oportuno para tomar medidas urgentes para proteger o planeta do aquecimento global e garantir um futuro digno e saudável, diz o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Enfrentar a pandemia da COVID-19 e proteger a população das futuras ameaças globais requer o gerenciamento correto de resíduos médicos e químicos, a administração consistente e global da natureza e da biodiversidade, e o comprometimento com a reconstrução da sociedade, criando empregos verdes e facilitando a transição para uma economia neutra em carbono.

Serão priorizadas mulheres gestantes, lactantes e sobreviventes de violência doméstica, além de pessoas idosas. Ao todo, serão distribuídos 1 mil kits de higiene pessoal e limpeza. Foto: UNFPA

UNFPA distribui kits de higiene e limpeza para pessoas refugiadas e migrantes em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) começa a distribuir nesta quarta-feira (22) 1 mil kits de higiene pessoal e limpeza a pessoas refugiadas e migrantes em Roraima, para que possam se proteger da pandemia da COVID-19.

Nesse primeiro momento, serão priorizadas mulheres grávidas e lactantes, sobreviventes de violência de gênero, pessoas idosas e crianças. A entrega ocorre em Boa Vista e Pacaraima.

Em meio à crise, cresce apoio público para cooperação internacional

Dados de 186 países indicam um enorme apoio público para cooperação internacional – com um aumento significativo desde que a COVID-19 começou a se espalhar pelo mundo.

Coletados através de centenas de conversas e uma pesquisa online, os dados fazem parte da iniciativa para o aniversário de 75 anos das Nações Unidas (UN75).

Lançada em janeiro de 2020, #UN75 é o maior exercício já montado pela Organização para reunir opinião pública e soluções colaborativas para desafios globais.

Participe da pesquisa: https://un75.online/?lang=prt.

Parque Nacional Chiribiquete, Colômbia. Foto: Rodrigo Botero, FCDS

Especialista alerta que preservação das florestas requer manejo sustentável

O manejo sustentável das florestas envolve a implementação de um sistema ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente responsável.

Isso é essencial para preservar as florestas da Amazônia e os bens e serviços que ela proporciona, bem como para aumentar o bem‑estar social e econômico das pessoas que vivem na região.

Em comemoração ao Dia Internacional das Florestas, em 21 de março, a equipe do Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia (PSA) entrevistou Rodrigo Botero García, agraciado recentemente com o prêmio “Os Melhores Líderes da Colômbia” pelo trabalho na prevenção do desmatamento na Amazônia, promoção do desenvolvimento sustentável liderado pela comunidade e apoio à expansão do Chiribiquete, hoje o maior parque nacional de florestas tropicais do mundo.

Confira a entrevista a seguir.

Mulher indígena no 14º Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, em 2017. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Falta de água e de alimentos são desafios na prevenção do coronavírus na maior reserva indígena do Brasil

Vulnerabilidades crônicas, fornecimento de água intermitente e escassez de alimentos. Estes são alguns dos desafios listados pela enfermeira Indianara Machado Ramires Guarani Kaiowá, vinculada à Coordenação Técnica Polo Dourados, para o cuidado em saúde de mais de 18 mil indígenas que vivem em Dourados (MS), localidade que concentra a maior reserva indígena do Brasil.

Em entrevista à ONU Mulheres Brasil no início de abril, a enfermeira relatou a vulnerabilidade crônica em que vivem mulheres, homens e crianças indígenas e como problemas históricos aumentam os riscos da pandemia do novo coronavírus.

Em Manaus, ACNUR e parceiros realizam realocação de população indígena da etnia warao para abrigos temporários. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

COVID-19: ACNUR e parceiros intensificam resposta emergencial a indígenas venezuelanos

Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança em todas as partes do mundo e afeta especialmente as populações mais vulneráveis, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil intensificam a resposta emergencial para prevenir a COVID-19 junto às populações indígenas em situação de refúgio nas regiões Norte e Nordeste do país.

Em conjunto com autoridades estaduais e municipais e com a Operação Acolhida (resposta federal ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil), o ACNUR e parceiros têm implementado ações que garantem abrigamento, segurança alimentar, acesso a serviços de saúde e informação de qualidade nos idiomas das etnias Warao e Eñepa.

OIM apoia implementação de área de proteção e cuidados para venezuelanos em Boa Vista

Para ampliar as estruturas de saúde na prevenção e enfrentamento à pandemia de COVID-19 e reforçar o atendimento aos refugiados e migrantes em Roraima, a Operação Acolhida, com apoio dos governos estadual e municipal, irá inaugurar em Boa Vista a Área de Proteção e Cuidados (APC).

A estrutura, montada por trabalhadores venezuelanos e brasileiros, começa a funcionar em breve na capital e conta com suporte da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Leonice Tupari integra o projeto Voz das Mulheres Indígenas, realizado em parceria com a ONU Mulheres Brasil Foto:Isabel Clavelin/ONU Mulheres

COVID-19: prevenção e acesso a saúde são questões urgentes para mulheres indígenas

A pandemia do novo coronavírus e as medidas de prevenção trazem desafios ao mundo inteiro.

Para cerca de 820 mil mulheres, homens e crianças indígenas, de 305 etnias e 274 línguas no Brasil, a prevenção à contaminação e o acesso à saúde são questões preocupantes diante da intensificação das medidas para conter a disseminação da doença.

Cerca de 500 mil indígenas vivem em áreas rurais. Em 1º de abril, foi confirmado o primeiro caso de contaminação indígena no país: uma mulher indígena, no interior do Amazonas, que atua na área da saúde.

Veja as preocupações das lideranças indígenas, em entrevista à ONU Mulheres.

Imagem microscópica do coronavírus MERS-CoV, produzida pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alérgicas - CDC/Unsplash

UNFPA apresenta perguntas e respostas sobre a COVID-19

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) preparou uma série de perguntas e respostas sobre as ações que a agência está tomando em várias partes do mundo por conta da pandemia da COVID-19. O material também inclui explicações para dúvidas relacionadas ao coronavírus e temas tratados pela agência, como mulheres grávidas, enfermeiras, parteiras, violência doméstica, saúde e direitos sexuais reprodutivos, jovens e pessoas idosas.

Mulheres elevam suas vozes na vanguarda das mudanças climáticas

A região do Pacífico tem uma das maiores taxas de violência baseada em gênero do mundo. Pesquisas nacionais mostram que 72% das mulheres de Fiji sofrem violência de gênero em comparação com a média global de 35%. As mulheres da região também têm baixa representação em posições de liderança — dos 560 parlamentares do Pacífico, 48 são mulheres e apenas 10 são mulheres Fijianas.

Para além destes impactos socioculturais, as mulheres do Pacífico estão exigindo mais envolvimento na tomada de decisões relacionadas ao clima e se engajando totalmente nas respostas climáticas. Conheça a história da Narayan, Raduva e Maisamoa.

Angelina Jolie participou da conferência anual em memória a Sérgio Vieira de Mello. Foto: ACNUR/Mark Henley

ARTIGO: Fechar escolas desestabilizou vida de crianças; como podemos ajudá-las a continuar aprendendo

A pandemia da COVID-19 fechou escolas em 165 países, deixando 87% de todos os alunos do mundo sem aulas. A reposta para isto é o ensino  online mas nem todas as crianças têm acesso a tecnologia necessária para o aprendizado remoto.

A Coalizão Global pela Educação estimula a adoção de soluções práticas, que podem incluir alternativas como rádio e TV. É o que explicam Angelina Jolie, enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), e Audrey Azoulay, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em artigo publicado na revista ‘Time’ nesta semana.

ACNUR realiza ações para mitigar o impacto da COVID-19 no refugiados. Foto: ACNUR

Coronavírus e refugiados: o que o ACNUR está fazendo no Brasil e no mundo

A Agência ONU para Refugiados (ACNUR), juntamente com outras agências das Nações Unidas e organizações parceiras, acompanha de perto a situação da pandemia da COVID-19 e trabalha diariamente para mitigar os possíveis impactos do coronavírus nos refugiados, pessoas forçadas a se deslocar e comunidades que as acolhem.

Mais de 80% da população global de refugiados e de deslocados internos estão em países de renda baixa ou média, cujos sistemas de saúde e saneamento básico estão sobrecarregados. A superlotação nos campos, assentamentos e abrigos onde vivem é algo comum e representa um desafio adicional no combate à COVID-19, uma vez que o distanciamento social é uma das formas mais eficazes de combater a propagação deste vírus.

Etienne pediu um melhor acesso a medidas efetivas de saúde pública, o fortalecimento da capacidade do sistema de saúde para melhor atender as populações vulneráveis e uma forte proteção social e econômica. Foto: Banco Mundial/Alex Baluyut

ARTIGO: América Latina e o emprego nos tempos de pandemia

Em artigo, o diretor regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e o Caribe, Vinícius Pinheiro, afirma que as previsões para o emprego na América Latina já não eram boas e, após a chegada da pandemia da COVID-19, elas são piores.

“Enfrentamos uma emergência que está infectando o mundo do trabalho e agora é uma prioridade agir de maneira eficaz para reduzir as consequências nos mercados de trabalho da região.” Leia o artigo completo.

Entre as ações realizadas pela OIM em Roraima estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio com profissionais de saúde e doação de equipamentos para a rede pública de saúde. Foto: OIM

OIM apoia venezuelanos e comunidade de acolhida com ações frente à COVID-19

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o financiamento do governo do Japão, está promovendo ações de saúde em Roraima, apoiando a Operação Acolhida, resposta humanitária do governo federal em parceria com agências da ONU e sociedade civil.

Entre as ações realizadas estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio a profissionais de saúde e a doação de equipamentos para a rede pública de saúde de Roraima, assim como o compartilhamento e produção de conteúdo informativo e preventivo sobre o coronavírus.

Sessões informativas em abrigos e assentamentos informais fazem parte da estratégia de contenção à COVID-19 entre a população refugiada, migrante e brasileira. Foto: ACNUR/Paulo Lugoboni

COVID-19: ACNUR e parceiros apoiam refugiados e comunidades de acolhida na emergência

As ações de prevenção e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus que estão sendo adotadas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil estão beneficiando pessoas refugiadas e as comunidades que as acolhem, evitando a transmissão da COVID-19 nestas populações.

Entre as atividades estão o compartilhamento de informações sobre como se prevenir contra a COVID 19, a distribuição de kits de higiene e limpeza para grupos mais vulneráveis e o fortalecimento da capacidade de atendimento em saúde à população.

Combate ao racismo passa pela luta por propriedade, diz ativista brasileiro

Há 20 anos, o ativista brasileiro Damião Braga, 53, luta pelo direito dos afrodescendentes à propriedade de terras e imóveis na cidade do Rio de Janeiro.

Na ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, cujo foco deste ano é o combate ao racismo e à discriminação, Braga concedeu entrevista às Nações Unidas.

“Para nós, a titulação dos territórios quilombolas é uma forma de reparação, frente a tudo aquilo que foi a escravidão”, disse Braga. “O território não foi titulado justamente em função desse racismo estrutural”.

Coronavírus: UNESCO e UNICEF trabalham para acelerar soluções de aprendizagem a distância

Como resposta imediata aos fechamentos em massa de escolas, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) estabeleceu um grupo de trabalho COVID-19 para proporcionar assessoria e assistência técnica aos governos que trabalham para oferecer educação aos estudantes fora da escola.

Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou estar trabalhando com governos e outros parceiros para desenvolver modalidades de ensino a distância mais flexíveis que incluam conteúdo online, rádio e televisão, materiais de leitura e trabalhos de casa guiados.

A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. Foto: Flickr/ ilouque (CC)

Guia orientará órgãos públicos interessados em contratar migrantes para serviços terceirizados

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) assinaram em fevereiro (28) um acordo de cooperação para atividades e estudos em parceria. As duas organizações trabalharão em conjunto para melhor garantir os direitos dos migrantes e da comunidade brasileira em temas de suas esferas de atuação.

A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. A demanda partiu de uma consulta formulada pelo TRF3 sobre boas práticas de diversidade no setor público.

Crianças indígenas waraos brincam no Súper Panas apoiado pelo UNICEF no abrigo Janakoida, em Pacaraima, Roraima, perto da fronteira com a Venezuela. Crédito: UNICEF/Hiller.

Espaço de proteção a crianças e adolescentes venezuelanos é inaugurado em Manaus

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a organização não governamental Aldeias Infantis SOS inauguram nesta quarta-feira (11) o espaço “Súper Panas” no abrigo Alfredo Nascimento, em Manaus (AM).

O Súper Panas — que significa “super amigos” em espanhol — é uma estratégia de educação e proteção do UNICEF que visa desenvolver atividades de educação, prevenção, proteção e de resposta a vulnerabilidades, violências, abuso e exploração de crianças e adolescentes.

Participaram do encontro, representantes do Instituto Ethos, MSD e Semina. Foto: UNFPA Brasil/Juliana Soares

UNFPA e setor privado planejam ações de saúde sexual e reprodutiva para 2020

Discutir o atual cenário da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos no país e pensar em estratégias e ações para 2020. Estes foram os principais assuntos que guiaram o Comitê Diretivo da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil em reunião realizada na quinta-feira (5), em São Paulo (SP).

A aliança formada por empresas e organizações filantrópicas tem o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em seu secretariado executivo. 

Em março de 2019, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução declarando o período de 2021-2030 como a Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. Foto: PNUMA

ONU recebe sugestões para planejamento da Década de Restauração de Ecossistemas

Em março de 2019, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução declarando o período de 2021-2030 como a Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. A coordenação da Década é co-liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Para cumprir essa missão e os dois objetivos que a acompanham será necessária ajuda de toda a comunidade global. O documento com a estratégia está aberto para revisão, comentários e sugestões até 30 de abril de 2020 e qualquer pessoa interessada em contribuir com o planejamento da Década e das atividades a ela relacionadas pode participar.