Pacto Global promove consulta pública sobre desenvolvimento sustentável e segurança alimentar

Participantes contribuíram com sugestões para a versão preliminar dos Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura.

Encontro discutiu versão preliminar dos Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura. Foto: Fiesp/Tâmna WaquedA indústria do agronegócio pode ter um papel fundamental para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar. Para discutir este assunto e contribuir com o direcionamento deste setor, que é um dos principais vetores para um futuro construído em bases mais justas, a Rede Brasileira do Pacto Global realizou uma consulta pública na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a participação de 60 representantes do setor, entre empresários, sindicatos e organizações não governamentais comprometidos com o tema.

No encontro, os participantes contribuíram com sugestões relacionadas ao conteúdo da versão preliminar dos Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura (PEAA), uma das diversas iniciativas setoriais do Pacto Global.

O documento, que já foi avaliado por nove países na primeira rodada da consulta pública, realizada de setembro a novembro de 2013, conta com seis diretrizes para promover uma produção agrícola sustentável. São elas a promoção da segurança alimentar, saúde e nutrição; ser ambientalmente responsável; garantir viabilidade econômica e compartilhar valores; respeitar os direitos humanos; incentivar a boa governança e responsabilidade e aprimorar o acesso e a transferência de conhecimento, habilidades e tecnologia.

Na abertura do encontro, o presidente da Rede Brasileira do Pacto Global, Jorge Soto, destacou que alimentos e agricultura são alguns dos temas prioritários definidos por pesquisa do Pacto Global de 2012, realizada com mais de 1.700 empresas em 100 países para a definição da Agenda de Desenvolvimento mundial Pós-2015.

“Pela representatividade do setor do Agronegócio no Brasil, aliada ao impacto que ele desempenha no processo de desenvolvimento mundial, precisamos mobilizar as empresas brasileiras a atuarem com responsabilidade e assim fazer a nossa parte na promoção de uma lógica menos agressiva na produção de alimentos e mais inclusiva no seu consumo”, declarou Soto.