Pacto Global e ACNUR lançam plataforma de empregabilidade para refugiados

O Pacto Global das Nações Unidas e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o apoio da ONU Mulheres, lançarão na quarta-feira (3), em São Paulo (SP), a plataforma Empresas com Refugiados, que terá como objetivo valorizar práticas que beneficiem a contratação de pessoas refugiadas por empresas brasileiras.

A plataforma apresentará práticas corporativas que possibilitam a integração dessas pessoas no país, assim como informações gerais, materiais de referência, pesquisas relevantes e orientação sobre o processo de contratação.

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

O Pacto Global das Nações Unidas e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o apoio da ONU Mulheres, lançarão na quarta-feira (3), em São Paulo (SP), a plataforma Empresas com Refugiados, que terá como objetivo valorizar práticas que beneficiem a contratação de pessoas refugiadas por empresas brasileiras.

A plataforma apresentará práticas corporativas que possibilitam a integração dessas pessoas no país, assim como informações gerais, materiais de referência, pesquisas relevantes e orientação sobre o processo de contratação.

Os casos destacados na iniciativa afetam 1,5 mil refugiados com empregos, estímulo ao empreendedorismo, educação, sensibilização e engajamento.

“Queremos que a plataforma inspire mais empresas a contratar refugiados. Quando um empresário vê outras organizações já atuantes nesta frente e percebe os benefícios diretos para o negócio, é estimulado a fazer o mesmo. Acreditamos que os bons exemplos podem gerar transformação social”, disse Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.

“Pessoas refugiadas são forçadas a deixar tudo para trás, mas não vêm de mãos vazias”, afirmou o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas. “Trazem consigo contribuições culturais, sociais e econômicas. Muitas tem formação profissional e experiências acadêmicas e laborais que, se aproveitadas, podem em muito contribuir com o país de acolhida. Integrá-las traz benefícios a todos os envolvidos: a sociedade que os acolhe, o setor privado e as próprias pessoas refugiadas na sua trajetória para a autossuficiência e capacidade de geração de sua própria renda.”

As práticas destacadas na plataforma são avaliadas e aprovadas por um Comitê Gestor, que considera a relevância e alguns critérios, tais como: ter ocorrido nos últimos 12 meses, ser de uma empresa (privada, pública ou sociedade de economia mista), de uma fundação, instituto empresarial ou de uma associação empresarial e possuir um planejamento de médio e longo prazo (não podem ser ações pontuais) relacionado à estratégia da organização.

Devem abordar histórias sobre empregabilidade, estímulo ao empreendedorismo, capacitação ou promoção de campanhas externas e internas para sensibilizar os diversos públicos sobre o tema do refúgio no Brasil.

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No evento de lançamento da plataforma ocorrerá ainda a finalização da terceira etapa do programa Empoderando Refugiadas, que qualifica profissionalmente mulheres refugiadas no Brasil para que consigam um emprego no país e mobiliza empresas para a contratação. Nessas três edições, foram beneficiadas 130 mulheres da Colômbia, Síria, Moçambique, República Democrática do Congo e Venezuela.

Esta edição começou em julho e contou com 50 participantes venezuelanas, sírias, angolanas e congolesas. As atividades incluíram sessões de coaching, mentoria, oficinas de empregabilidade com os responsáveis pelo recrutamento nas organizações e capacitações sobre empreendedorismo, educação financeira, leis trabalhistas, canais de denúncia e como se portar em entrevistas de trabalho.

Refugiados no Brasil

De acordo com os dados do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) do Ministério da Justiça, até o final de 2018 o Brasil já havia reconhecido 10.522 refugiados provenientes de 105 países, tais como Síria, República Democrática do Congo, Colômbia, Palestina e Paquistão.

O reconhecimento como refugiado é fundamentado por situações de fundado temor, perseguição relacionada a raça, religião, nacionalidade, pertencimento a determinado grupo social ou opinião política. Desses, pouco mais de 5 mil continuam com registro ativo no país, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. Atualmente, a população síria representa 35% da população refugiada com registro ativo no Brasil.

Evento

Quando: 3 de abril, a partir das 8h30
Onde: We Work Nações Unidas (Avenida das Nações Unidas, 14261, 14º andar), em São Paulo.
Mais informações: fernanda.arimura@undp.org e hugueney@unhcr.org
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