Pacto Global da ONU discute corrupção no setor privado em seminário no Ceará

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU levou ao Nordeste, pela primeira vez, uma capacitação sobre combate à corrupção no setor privado. O workshop “Avaliação de riscos de corrupção” reuniu em Fortaleza, em outubro (25), cerca de 70 empresários do Ceará e de outros estados da região. Durante o encontro, especialistas da área de compliance frisaram que a integridade das companhias interessa a clientes e consumidores.

Oficina reuniu cerca de 70 executivos do Ceará e de outros estados do Nordeste. Foto: UNIMED Fortaleza

Oficina reuniu cerca de 70 executivos do Ceará e de outros estados do Nordeste. Foto: UNIMED Fortaleza

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU levou ao Nordeste, pela primeira vez, uma capacitação sobre combate à corrupção no setor privado. O workshop “Avaliação de riscos de corrupção” reuniu em Fortaleza, em outubro (25), cerca de 70 empresários do Ceará e de outros estados da região. Durante o encontro, especialistas da área de compliance frisaram que a integridade das companhias interessa a clientes e consumidores.

Edson Lopes Cedraz, sócio do Centro de Governança Corporativa da Deloitte, uma das parceiras na realização do evento, explicou como são feitos os programas de combate à corrupção e como eles podem gerar vantagens competitivas para as empresas. “A honestidade é um diferencial no mercado”, afirmou.

Também presente, a promotora de Justiça do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Luciana Asper y Valdes, defendeu que a luta contra infrações se faz por meio de um tripé: “a responsabilização e combate à lavagem de dinheiro, o controle e detecção de desvios de bens públicos e a formação primária, que é formar um cidadão com uma identidade que os deixe incapazes de cometer atos ilícitos”.

Durante o encontro, Leonardo Moraes, diretor da Deloitte, comandou uma dinâmica de grupo e aplicou um estudo de caso em que os participantes analisaram uma grande empresa fictícia e mapearam áreas-chave de potenciais riscos de corrupção. Os gestores, então, definiram a prioridade dos riscos a serem monitorados e estabeleceram um plano de ação para reduzi-los.

“Os objetivos da avaliação de riscos é entender seu contexto e definir as melhores ações. Contudo, o maior risco dentro de uma empresa é desconhecê-lo, seguido do pensamento de que é possível gerenciá-lo”, alertou o executivo.


Mais notícias de:

Comente

comentários