OPAS/OMS colabora com Brasil para livrar país da hanseníase

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Embora a hanseníase esteja presente em 24 dos 35 países das Américas, todos eliminaram a doença como problema de saúde pública (o que significa registrar menos de 1 caso por cada 10 mil habitantes), com exceção do Brasil. Por isso, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) tem se empenhado em colaborar com as ações dos governos e instituições brasileiras no sentido de livrar o país da doença.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada por bactérias. Foto: EBC

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada por bactérias. Foto: EBC

Embora a hanseníase esteja presente em 24 dos 35 países das Américas, todos eliminaram a doença como problema de saúde pública (o que significa registrar menos de 1 caso por cada 10 mil habitantes), com exceção do Brasil. Por isso, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) tem se empenhado em colaborar com as ações dos governos e instituições brasileiras no sentido de livrar o país da doença.

Para avançar nesse objetivo, diversos especialistas se juntaram na quinta-feira (10), na sede da representação da OPAS/OMS no Brasil, em Brasília. Eles buscam padronizar normas e técnicas de diagnóstico, tratamento e vigilância do “Projeto Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da Hanseníase”, desenvolvido pelo Ministério da Saúde brasileiro em parceria com a OPAS/OMS e com apoio da Fundação Nippon, do Japão. O encontro ocorre até esta sexta-feira (11).

A iniciativa, que terá a duração de três anos (2017 a 2019), busca reduzir a carga da doença em 20 municípios dos estados de Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí e Tocantins. Essas localidades foram escolhidas por apresentarem o maior número de casos novos de hanseníase diagnosticados em menores de 15 anos.

O modelo adotado no “Projeto Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da Hanseníase” foi inspirado em uma experiência bem-sucedida desenvolvida na capital do Tocantins, chamada “Palmas livre de hanseníase” – iniciativa que também conta com a colaboração da OPAS/OMS.

O projeto, que começou em maio de 2016, tem treinado profissionais da atenção básica do município para torná-los aptos a diagnosticar e tratar pacientes com a doença. Entre eles, os profissionais do programa Mais Médicos.

Como resultado, houve aumento de 80% em um ano na taxa de casos de hanseníase detectados em Palmas, passando de 56,1 por 100 mil habitantes em 2015 para 231 por 100 mil habitantes em 2016. No mesmo período, também houve redução de 2,3% na quantidade de deficiências visíveis causadas pela doença. A experiência exitosa de Palmas rendeu elogios do líder do Programa Global de Hanseníase da OMS, Erwin Cooreman.

Hanseníase

A hanseníase é uma doença crônica infecciosa que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, a mucosa do trato respiratório superior e os olhos. Essa enfermidade tem cura e o tratamento prestado em seu estágio inicial evita deficiências.

O controle da hanseníase tem melhorado significativamente devido às campanhas nacionais e subnacionais na maioria dos países endêmicos. A integração dos serviços básicos de hanseníase aos serviços de saúde gerais tem feito o diagnóstico e tratamento da doença mais acessível.

De acordo com números oficiais de 121 países de cinco regiões da OMS, o número de novos casos registrados em 2014 foi de 213.899. Em 2013, foram notificados 215.656 novos casos e, em 2012, 232.857.

Nas Américas, o número de casos novos da doença diminuiu 35,8% em uma década – de 52.662 em 2004 para 33.789 em 2014, de acordo com informações da OPAS/OMS. No entanto, nos últimos cinco anos, foram detectados novos casos da doença em 24 países nas Américas, dos quais 94% foram localizados em território brasileiro.

A OPAS/OMS avalia que o Brasil está trabalhando arduamente para conseguir eliminar a hanseníase e reduzir a carga da doença, com um programa sólido.


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