OPAS/OMS apoia reunião de países das Américas sobre planos de preparação contra possível caso de ebola

Países devem estar preparados para reação rápida capaz de detectar o vírus, conter a cadeia de transmissão e prevenir outras ocorrências locais em caso de chegada da doença na região.

Educação da população sobre a prevenção e o risco do ebola é essencial para contenção do vírus. Foto:UNICEF/Scott.

Educação da população sobre a prevenção e o risco do ebola é essencial para contenção do vírus. Foto:UNICEF/Scott.

Representantes de mais de 30 países das Américas se reuniram entre os últimos dias 29 e 30 de outubro para discutir seus planos de preparação frente à possibilidade de introdução do ebola na região. O evento foi realizado em Havana, capital de Cuba, e contou com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).
 
Dentre os pontos principais debatidos no encontro estiveram as linhas de ação para gerenciamento de um caso de contaminação na região, as estratégias de vigilância epidemiológica, as demandas de formação e de capacitação profissional e as medidas de comunicação relativas à disseminação da doença. Além disso, essa foi uma oportunidade para que as equipes técnicas dos ministérios da saúde dos diversos países trocassem planos, experiências e dúvidas.
 
O representante da OPAS/OMS em Cuba, José Luis Di Fabio, ressaltou a importância de cada país estar preparado para responder à possibilidade de chegada do vírus do ebola, uma vez que a primeira reação deve ser nacional. 

Por mais que o risco de introdução do ebola nas Américas seja real, as suposições são de casos esporádicos. Assim, o objetivo dos países da região deve ser unir diversos setores governamentais para detectar eventuais casos da doença o mais rápido possível, conter a cadeia de transmissão e prevenir outras ocorrências locais.
 
A OPAS/OMS recomenda que os seus Países-Membros sigam uma série de medidas para garantir resposta eficaz em caso de confirmação de uma ocorrência local de ebola. Dentre estas, incluem-se o controle rigoroso de infecções, o isolamento dos casos, a busca de contatos, a utilização correta dos equipamentos de proteção pelos profissionais de saúde, a aplicação coordenada das medidas adequadas e a educação da comunidade sobre prevenção e risco.