OPAS: Supervisor explica acompanhamento pedagógico dos profissionais do ‘Mais Médicos’ na Paraíba

O Programa Mais Médicos inclui a supervisão de todos os profissionais inseridos na iniciativa, inclusive os formados no Brasil. Eles apoiam na adaptação e no relacionamento dos profissionais com o município e orientam os médicos, buscando facilitar sua ambientação ao Sistema Único de Saúde.

A médica cubana Mariela Barzaga Tamayo durante uma consulta em Cabedelo, Paraíba. Foto: OPAS

A médica cubana Mariela Barzaga Tamayo durante uma consulta em Cabedelo, Paraíba. Foto: OPAS

Alinhada com universidades no Brasil, o Programa Mais Médicos inclui a supervisão de todos os profissionais inseridos na iniciativa, inclusive os formados no Brasil. Eles apoiam na adaptação e no relacionamento dos profissionais com o município e orientam os médicos, buscando facilitar sua ambientação ao Sistema Único de Saúde.

Na Paraíba, por exemplo, o Programa Mais Médicos é vinculado à Universidade Federal de Campina Grande. “A supervisão tem um papel pedagógico, de acompanhar, de discutir o processo de trabalho e apoiar nas dificuldades”, explica um dos supervisores do estado, o médico de família e comunidade Pedro Toteff Dulgheroff.

Sob sua supervisão se encontram sete profissionais do Programa, sendo seis brasileiros e uma cubana, Mariela Barzaga Tamayo, que atende na Unidade de Saúde da Família Salinas, em Cabedelo, localizado na região metropolitana de João Pessoa.

Para Barzaga, o papel do supervisor é primordial para ampliar o conhecimento geral adquirido no treinamento inicial, além de proporcionar um via aberta de comunicação em caso de dúvidas.

Os supervisores do Programa Mais Médicos fazem ainda a fiscalização do cumprimento de carga horária de 40 horas semanais, sendo 32 horas em atividades assistenciais e oito horas em atividades pedagógicas. Além das visitas às unidades básicas de saúde, os supervisores ficam disponíveis para os médicos por telefone e internet e aplicam processos de avaliação presencialmente.

A médica explicou que por muitos anos a comunidade não contou com um atendimento médico regular. “Aqui é uma comunidade carente, com alto índice de marginalidade, de tráfico de drogas. Então, os médicos não queriam trabalhar aqui. A chegada do programa aumentou o número de consultas e humanizou o atendimento à população”, disse.

Para Dulgheroff, o trabalho de Mariela está acima da média. “Ela tem um nível de compromisso que não é comum. É muito dedicada e todas as vezes que entrou em contato comigo foi no sentido de melhorar ainda mais a atuação. Eu tenho muito contato com gestores e com pacientes e todos são unânimes ao afirmar que o Programa Mais Médicos foi muito bom para o município. Em linhas gerais, o Programa chegou em lugares onde a população não tinha acesso à saúde básica e isso é um diferencial”, avalia o supervisor.

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