OPAS recebe prêmio da Liga Mundial de Hipertensão por combate à doença

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recebeu o Prêmio de Excelência Organizacional da Liga Mundial de Hipertensão por seu trabalho no controle da hipertensão nas Américas, informou nesta segunda-feira (20) a agência da ONU. A premiação reconhece os esforços da OPAS na implementação da iniciativa HEARTS, que tem o objetivo de reduzir a carga de doenças cardiovasculares na região e no mundo.

Médico tira a pressão de paciente. Foto: PEXELS

Médico mede pressão arterial de paciente. Foto: PEXELS

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recebeu o Prêmio de Excelência Organizacional da Liga Mundial de Hipertensão por seu trabalho no controle da hipertensão nas Américas, informou nesta segunda-feira (20) a agência da ONU.

A premiação reconhece os esforços da OPAS na implementação da iniciativa HEARTS, que tem o objetivo de reduzir a carga de doenças cardiovasculares na região e no mundo.

“O prêmio foi outorgado à OPAS sobretudo por sua visão pioneira na prevenção e controle da hipertensão nas Américas”, disse Marcelo Orias, vice-presidente da Liga Mundial de Hipertensão.

Ele também elogiou a Organização por promover o pacote técnico HEARTS, que fornece aos países uma abordagem estratégica para melhorar a saúde cardiovascular da população. “A OPAS está realizando um trabalho eficiente, organizado e pioneiro em relação a outras regiões do mundo e, por isso, merece o prêmio”, acrescentou.

O pacote técnico HEARTS fornece apoio aos Ministérios da Saúde para fortalecer o manejo das doenças cardiovasculares em estabelecimentos de atenção primária. Consiste em uma série de módulos práticos com uma abordagem passo a passo para o controle da hipertensão, dirigido aos formuladores de políticas públicas, gerentes, diretores ou coordenadores de programas para atenção às doenças cardiovasculares.

A iniciativa HEARTS foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com diversos atores globais, entre eles os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e a iniciativa “Resolve to Save Lives”, a Sociedade Internacional de Nefrologia, a Sociedade Internacional de Hipertensão, a Liga Mundial de Hipertensão, a Federação Internacional de Diabetes e a Federação Mundial do Coração.

Na região das Américas, a iniciativa é liderada por Ministérios da Saúde com apoio técnico e coordenação da OPAS para assegurar que esteja integrada de maneira harmônica e progressiva aos serviços de saúde existentes, com o intuito de promover a adoção das melhores práticas globais na prevenção e controle de doenças cardiovasculares.

“Prevenir e controlar a hipertensão é fundamental para melhorar a saúde de uma população”, disse Anselm Hennis, diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS. “Continuaremos a promover essa iniciativa, fornecendo ferramentas e apoio técnico para fortalecer os serviços de atenção primária que estão focados na gestão e prevenção de doenças cardiovasculares. A OPAS se sente honrada em aceitar este prêmio e agradece à Liga pelo reconhecimento”, acrescentou.

A iniciativa HEARTS foi pioneira na região, aplicando o modelo em quatro países: Barbados, Chile, Colômbia e Cuba. Esses projetos demonstraram que o modelo funciona, que é aceito pelos pacientes, provedores e financiadores, e que, o mais importante, melhora a cobertura e o controle da hipertensão. Em 2018, o modelo foi ampliado dentro desses países e também implementado na Argentina, Equador, Panamá e Trinidad e Tobago.

Neste ano, República Dominicana, que está em fase de pré-implementação, Peru e Santa Lúcia também se juntaram ao HEARTS. Outros países, incluindo o México, estão considerando a possibilidade de adotar a iniciativa.


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