OPAS publica orientações para melhorar saúde de migrantes nas Américas

Foto: OPAS/OMS

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) apresentou nesta semana (29) um documento com orientações sobre migração e saúde para os países das Américas, sugerindo cinco linhas de ação para melhorar a saúde dos migrantes e das populações que os recebem.

As cinco áreas são: o fortalecimento da vigilância epidemiológica; a melhora do acesso aos serviços de saúde para as populações migrantes e para as que os recebem; a melhora da comunicação e o intercâmbio de informações para combater a xenofobia, o estigma e a discriminação; o fortalecimento do trabalho intersetorial e entre países para proteger a saúde dos migrantes; a adaptação de políticas, programas e marcos legais para promover e proteger a saúde e o bem-estar dos migrantes.

Além disso, a OPAS criou um portal para os seus Estados-membros com informações e recursos sobre a saúde dos migrantes nas Américas e em outras regiões. Na plataforma, os países podem trocar informações, boas práticas, lições aprendidas e planos nacionais de saúde que abordem a saúde dos migrantes, entre outros documentos de apoio.

A orientação e a plataforma online fazem parte de um compromisso assumido pela OPAS em novembro de 2018 em resposta a uma série de ações prioritárias identificadas pelos ministérios da saúde das Américas para melhorar a resposta dos sistemas de saúde às migrações em massa que estão ocorrendo na região.

“Precisamos ter uma resposta de emergência de curto prazo, com um planejamento de médio e longo prazo que atenda às necessidades de saúde dos migrantes”, disse o subdiretor da OPAS, Jarbas Barbosa.

“É quase impossível pensar em uma resposta isolada para abordar a saúde e a migração. Precisamos trabalhar de maneira coletiva para atender às necessidades de saúde dessas populações e dos que a recebem, além de proteger as conquistas de nossa região.”

O fenômeno da migração em massa se intensificou nos últimos anos nas Américas, especialmente da América Central para o México e os Estados Unidos, bem como da Venezuela para outros países da América do Sul e do Caribe.

Os países das Américas demonstraram solidariedade regional na prestação de apoio aos migrantes, mas a alta demanda por serviços de saúde, aliada à falta de recursos e à reemergência de doenças anteriormente eliminadas, como o sarampo, pressionaram os sistemas de saúde a atender às necessidades de saúde dos migrantes, atendendo também às necessidades das populações locais.

Saiba mais detalhes sobre as cinco linhas de ação para a saúde dos migrantes clicando aqui.

Acesse o portal lançado pela OPAS aqui.