OPAS pede fortalecimento dos sistemas de doação voluntária de sangue na América Latina e Caribe

Na América Latina e no Caribe, a doação voluntária responde por menos da metade de todos os suprimentos de sangue. No marco do Dia Mundial do Doador de Sangue, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) insta os países a fortalecerem seus sistemas de doação voluntária, ressaltando que essa é a melhor maneira de garantir o acesso universal a um suprimento suficiente de sangue seguro para transfusões.

O lema do Dia Mundial do Doador de Sangue deste ano, celebrado em 14 de junho, é “Sangue seguro para todos”, para o qual a doação voluntária é um elemento fundamental. O tema chama a atenção para a importância de suprimentos oportunos de sangue e hemocomponentes seguros e de qualidade garantida como parte integrante da saúde universal e essencial para sistemas de saúde eficazes.

Doações voluntárias de sangue são o único caminho para assegurar oferta adequada às demandas de saúde pública. Foto: Agência Brasil/Arquivo

Doações voluntárias de sangue são o único caminho para assegurar oferta adequada às demandas de saúde pública. Foto: Agência Brasil/Arquivo

Na América Latina e no Caribe, a doação voluntária responde por menos da metade de todos os suprimentos de sangue. No marco do Dia Mundial do Doador de Sangue, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) insta os países a fortalecerem seus sistemas de doação voluntária, ressaltando que essa é a melhor maneira de garantir o acesso universal a um suprimento suficiente de sangue seguro para transfusões.

Embora a América Latina e o Caribe tenham feito avanços significativos para melhorar a segurança e a disponibilidade de sangue para transfusões — com doações chegando a 10,5 milhões de unidades em 2017, um aumento de 13% desde 2015 —, o percentual de doações voluntárias permanece praticamente inalterado.

O lema do Dia Mundial do Doador de Sangue deste ano, celebrado em 14 de junho, é “Sangue seguro para todos”, para o qual a doação voluntária é um elemento fundamental. O tema chama a atenção para a importância de suprimentos oportunos de sangue e hemocomponentes seguros e de qualidade garantida como parte integrante da saúde universal e essencial para sistemas de saúde eficazes.

“A região das Américas tem feito grandes esforços para aumentar as doações voluntárias de sangue nos últimos anos, mas ainda há disparidades significativas de país para país”, disse Analía Porrás, chefe de Unidade de Medicamentos e Tecnologias de Saúde da OPAS. “A doação de sangue regular e não remunerada é vital para garantir a segurança e a disponibilidade dos hemocomponentes. Por isso, é importante que todos os países adotem medidas para avançar nesse modelo”, acrescentou.

Doação voluntária nas Américas

Até 2017, a doação voluntária de sangue somou 5 milhões de unidades, 46,5% do sangue para transfusões na América Latina e no Caribe. Este é um aumento de menos de 1% em relação a 2015 e está muito abaixo da meta de 100% recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir um suprimento de sangue suficiente e seguro para transfusões. Atualmente, a maior parte das doações é proveniente da chamada “doação de reposição”, seguida de doação autóloga e doação remunerada.

A porcentagem de doações voluntárias também varia significativamente de um país para outro na região, respondendo por 90% das doações em dez países, entre eles Aruba, Bermudas, Colômbia, Ilhas Cayman, Cuba, Curaçao, Guiana, Nicarágua, Ilhas Turcas e Caicos e Suriname. Em cinco países, representa entre 50% e 90% das doações; em 22 países, menos de 50%.

“O acesso ao sangue e aos hemocomponentes seguros e de qualidade é um elemento vital da saúde universal, particularmente nas áreas de medicina de emergência, saúde materna e perinatal, além de cirurgia”, afirmou Mauricio Beltran Duran, assessor regional de Serviços de Sangue e Transplantes da OPAS.

“Sabemos que a disponibilidade desses componentes é indispensável para melhorar os resultados de saúde e salvar vidas, por isso é fundamental alcançar a meta de 100% da OMS para garantir que ninguém seja deixado para trás”.

A OPAS/OMS recomenda que os países destinem os recursos e infraestrutura necessários para criar e manter serviços nacionais integrados para doação de sangue; garantam a qualidade e a segurança do sangue e de seus componentes em seus sistemas; fortaleçam as redes de distribuição para que o sangue e os hemocomponentes estejam disponíveis quando e onde forem necessários; proporcionem atendimento de qualidade aos doadores e doadoras, entre outras medidas.

Dia Mundial do Doador de Sangue

O Dia Mundial do Doador de Sangue é uma oportunidade para aumentar a conscientização sobre a necessidade de sangue e hemocomponentes seguros e para agradecer aos doadores e doadoras de sangue pelo presente, que salva vidas.

Um serviço de sangue que oferece aos pacientes acesso oportuno ao sangue e seus componentes suficientes e seguros é um pilar essencial da saúde universal. Para alcançar esse objetivo, os países devem garantir a implementação de um serviço nacional de transfusão de sangue coordenado, com base em doações de sangue voluntárias e não remuneradas.

O sangue e seus componentes são vitais tanto para os tratamentos planejados quanto para intervenções urgentes, salvando milhões de vidas todos os anos. São particularmente indispensáveis na atenção de mulheres com hemorragias associadas à gravidez e ao parto; crianças que sofrem de anemia grave devido à malária; pacientes com doenças do sangue; vítimas de traumas e emergências; bem como pacientes submetidos a procedimentos médicos e cirúrgicos.

Costa Rica sediará Dia Mundial do Doador de Sangue nas Américas

A Costa Rica, que sedia o evento regional do Dia Mundial do Doador de Sangue deste ano, é um dos países da região que está trabalhando intensamente para melhorar a doação voluntária e a disponibilidade de sangue seguro para atender às necessidades de sua população.

A doação voluntária de sangue no país aumentou de 59% em 2015 para 61% em 2017 e a disponibilidade de sangue por cada 1.000 habitantes aumentou de 14 para 16 unidades no mesmo período. A Costa Rica analisa 100% das doações de sangue para garantir sua qualidade e segurança. Como resultado, o país está no caminho para garantir a disponibilidade e o acesso oportuno ao sangue seguro para todas as pessoas que dele precisem.

Doação de sangue em números na região

Cerca de 1,8 mil centros de doação de sangue de 37 países da região coletaram mais de 10,5 milhões de unidades de sangue em 2017. Entre 2015 e 2017, houve um aumento de 1 milhão de unidades de sangue doadas.

A disponibilidade de sangue região é de 17 unidades de sangue por cada 1.000 habitantes; no entanto, são nove unidades em países de baixa renda, 17 unidades em países de média renda e 19 unidades em países de alta renda.

A doação voluntária de sangue é responsável por cerca de 5 milhões de unidades de sangue doado na região. Ela varia de país para país, respondendo por 90% das doações em 10 países; 50% a 90% em 5 países; e 50% das doações em 22 países.


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