OPAS pede coordenação entre países das Américas no combate à pandemia de COVID-19

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, destacou na terça-feira (6) que região das Américas tem notificado cerca de 100 mil casos por dia da COVID-19. Ela pediu uma forte coordenação entre os países e que os líderes orientem ações a partir de evidências, e chamou as pessoas a se protegerem e protegerem os demais do novo coronavírus.

O número de casos da COVID-19 nas Américas continua a acelerar, com 20% a mais de casos na semana passada do que na semana anterior e novos padrões estão surgindo. “Há dois meses, os EUA representavam 75% dos casos da COVID-19 em nossa região. Na semana passada, registraram pouco menos da metade dos casos, enquanto a América Latina e o Caribe registraram mais de 50% – sozinho, o Brasil registrou cerca de um quarto deles”.

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, afirmou durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (6), que os últimos seis meses abalaram o mundo e os próximos seis meses não serão mais fáceis. Foto: OPAS

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (6), a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, destacou que região das Américas tem notificado cerca de 100 mil casos da COVID-19 por dia. Ela pediu uma forte coordenação entre os países e evidências para orientar as ações de líderes, e chamou as pessoas a se protegerem e protegerem aos demais do novo coronavírus.

O número de casos da COVID-19 nas Américas continua a acelerar, com 20% a mais de casos na semana passada do que na semana anterior e novos padrões estão surgindo. “Há dois meses, os EUA representavam 75% dos casos da COVID-19 em nossa região. Na semana passada, registraram pouco menos da metade dos casos, enquanto a América Latina e o Caribe registraram mais de 50% – sozinho, o Brasil registrou cerca de um quarto deles”.

Observando que os casos nas Américas chegaram neste sábado (6) a 5,9 milhões com quase 267 mil mortes, a diretora da OPAS ressaltou que, na semana passada, “havia 735 mil novos casos na região, com uma média de mais de 100 mil casos notificados todos os dias”.

Segundo a diretora da OPAS, os últimos seis meses abalaram o mundo e os próximos seis meses não serão mais fáceis. Para lidar com tudo isso, “não podemos baixar a guarda. Precisamos confiar no nosso conhecimento crescente sobre o vírus, na nossa capacidade de aplicar esses aprendizados de forma solidária e na nossa determinação inabalável”, afirmou.

Abordar a pandemia da COVID-19 “requer uma forte coordenação entre os países, um profundo entendimento das tendências epidemiológicas, orientações claras e um fornecimento confiável de produtos de saúde. É tudo o que a OPAS está fazendo ativamente para fortalecer a resposta de nossos Estados-Membros”, disse a diretora da OPAS.

Seis meses da COVID-19

Os últimos seis meses trouxeram algumas “surpresas positivas” que confirmaram a resiliência de nossos sistemas de saúde e alguns “desafios inesperados que devemos enfrentar nos próximos meses”, afirmou a diretora da OPAS.

Os países da região adotaram medidas preventivas desde o início, criaram rapidamente instalações de emergência e aprimoraram seus sistemas para detectar o vírus. “Esse esforço sem precedentes foi fundamental para manter um baixo número de casos no início da pandemia, ganhando assim um tempo precioso para preparar nossos sistemas de saúde”.

No entanto, a região precisa enfrentar vários desafios persistentes para controlar a pandemia. Uma prioridade é proteger enfermeiros(as), médicos(as) e outros profissionais de saúde vulneráveis com equipamento de proteção individual adequado.

“Em toda a região, recebemos relatos de trabalhadores da saúde adoecendo no cumprimento de seu dever por falta de equipamento de proteção individual ou devido a condições inseguras de trabalho”, afirmou a diretora da OPAS.

O órgão internacional forneceu orientação, treinamento e equipamento de proteção individual aos países e continua a apoiá-los “para criar melhores condições de trabalho para os trabalhadores da linha de frente”.

“O estigma em relação à COVID-19 desacelera nossa resposta. Precisamos que as pessoas se sintam seguras e confortáveis para falar e procurar ajuda quando tiverem sintomas para que possamos rastrear contatos e isolar suspeitos mais cedo. Esta é a nossa melhor esperança para controlar a pandemia”, explicou a diretora da OPAS.

“Os líderes em toda a nossa região devem deixar as evidências orientarem suas ações, concentrando-se no que funciona e unindo as pessoas ao seu redor. Eles têm a responsabilidade de agir de forma transparente e proativa ao mobilizar instituições em cada nação para responder”, explicou a diretora. “As equipes da OPAS e da OMS acompanham de perto as novas evidências e as traduzem em documentos de orientação para países. Até agora, emitimos mais de 100”.

“E cada um de nós tem uma responsabilidade pessoal de se proteger e proteger os outros por meio do distanciamento social e usando máscaras quando recomendado. Mesmo pessoas sem sintomas podem transmitir o vírus, o que significa que todos devem ser cautelosos. Isso também significa que todos podem nos ajudar a superar essa crise”, finalizou a diretora da OPAS.

Veja na integra:
Considerações da diretora da OPAS – 7 de julho de 2020 (em inglês)
Coletiva de imprensa no youtube – 7 de julho de 2020 (em inglês)