OPAS: garantir direito à alimentação adequada significa reduzir desigualdades

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Socorro Gross, afirmou na quarta-feira (29) que é preciso o envolvimento de todos os níveis de governo, instituições não governamentais, comunidades e sociedade para alcançar a segurança alimentar e nutricional.

A declaração foi feita na abertura do 1º Fórum Regional das Cidades Latino-Americanas Signatárias do Pacto de Milão, que ocorre até sexta-feira (31) no Museu de Arte do Rio (MAR), na capital fluminense. O evento, que debate políticas alimentares urbanas inclusivas e sustentáveis, é organizado pela prefeitura da cidade.

“Precisamos nos unir para assegurar o acesso de todas e todos a alimentos saudáveis, proteger a biodiversidade e reduzir o desperdício de alimentos. Garantir o direito à alimentação adequada e saudável significa reduzir as desigualdades. Significa crescer e se desenvolver de maneira sustentável, sem deixar ninguém para trás”, afirmou.

O Rio de Janeiro está recebendo o Fórum por sua atuação no setor de segurança alimentar, que inclui restaurantes populares, circuito de feiras orgânicas e um programa de alimentação escolar. Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Socorro Gross, afirmou na quarta-feira (29) que é preciso o envolvimento de todos os níveis de governo, instituições não governamentais, comunidades e sociedade para alcançar a segurança alimentar e nutricional.

A declaração foi feita na abertura do 1º Fórum Regional das Cidades Latino-Americanas Signatárias do Pacto de Milão, que ocorre até sexta-feira (31) no Museu de Arte do Rio (MAR), na capital fluminense. O evento, que debate políticas alimentares urbanas inclusivas e sustentáveis, é organizado pela prefeitura da cidade.

“Precisamos nos unir para assegurar o acesso de todas e todos a alimentos saudáveis, proteger a biodiversidade e reduzir o desperdício de alimentos. Garantir o direito à alimentação adequada e saudável significa reduzir as desigualdades. Significa crescer e se desenvolver de maneira sustentável, sem deixar ninguém para trás”, afirmou Socorro Gross.

“Jamais conseguiremos a meta de saúde universal sem trabalhar pela alimentação e nutrição com uma visão sistêmica, que envolva muitas áreas, como acesso, produção, distribuição, comercialização, regulação, fiscalização, educação, entre outras. Todas convergindo para a proteção das famílias e das pessoas, com especial atenção aos grupos vulneráveis. A segurança alimentar é um determinante crucial para a saúde e o desenvolvimento e bem-estar de nossos povos”, acrescentou a representante da OPAS/OMS no Brasil.

Também estiveram presentes na abertura oficial do evento membros da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), do Instituto Comida do Amanhã, do Secretariado do Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana e da Cidade de Montpellier, além de Marcelo Crivella, prefeito da Cidade do Rio de Janeiro.

Participam do Fórum especialistas de instituições governamentais e não governamentais de todo o mundo, bem como de organismos internacionais. No final, está prevista a assinatura da Declaração do Rio, um documento com compromissos gerais para uma aliança latino-americana das cidades signatárias do Pacto de Milão.

Pacto

O Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana foi assinado em outubro de 2015 na cidade italiana que dá nome ao documento e representa um dos legados mais importantes da EXPO 2015, evento mundial cujo tema foi “Nutrir o Planeta, Energia para Vida”. O objetivo da iniciativa é criar uma rede de cidades comprometidas com o desenvolvimento e a implementação de sistemas alimentares sustentáveis.

O Rio de Janeiro está recebendo o Fórum por sua atuação no setor de segurança alimentar, que inclui restaurantes populares, circuito de feiras orgânicas e um programa de alimentação escolar.