OPAS e OMS aderem ao movimento Outubro Rosa para ampliar conscientização sobre câncer de mama

O Instituto Nacional do Câncer estima que o Brasil terá mais de 57 mil casos de câncer de mama em 2014. Em 2012, cerca de 13 mil mulheres faleceram de câncer de mama no país; 1% das vítimas são homens.

 Sede da OPAS/OMS em Brasília iluminada de rosa em homenagem ao mês de prevenção do câncer de mama. Foto: OPAS / OMS Brasil

Sede da OPAS/OMS em Brasília iluminada de rosa em homenagem ao mês de prevenção do câncer de mama. Foto: OPAS/OMS Brasil

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para as Américas, aderiu desde o início do mês ao movimento Outubro Rosa, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama que se popularizou internacionalmente.

O movimento nasceu na década de 90 nos Estados Unidos quando o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York.

A partir daí o laço rosa passou a representar mundialmente a luta contra o câncer de mama e em outubro as cidades adotam esse símbolo, principalmente nos locais públicos, para promover ações de prevenção, mamografias e conscientização.

Outubro Rosa e o câncer de mama no Brasil

Desde 2010, o Instituto Nacional do Câncer José de Alencar Gomes Lima (INCA) participa deste movimento, promovendo discussões acerca do controle do câncer de mama, divulgando e disponibilizando materiais informativos sobre a doença e sua prevenção, principalmente através do diagnóstico precoce.

A OPAS/OMS no Brasil aderiu essa estratégia de mobilização e iluminou o globo externo à sede da instituição, em Brasília, desde o dia 1 de outubro de 2014. Segundo a OMS, o Outubro Rosa ajuda a aumentar a atenção e o apoio para a consciência, a detecção precoce e tratamento, bem como os cuidados paliativos desta doença.

O INCA divulgou que são esperados 57.120 novos casos de câncer de mama em 2014 e que, em 2012, foram registradas 13.591 mortes, apenas no Brasil. O Instituto lembra que não há uma causa única para a doença: vários fatores ambientais, hormonais e genéticos estão envolvidos.

O câncer de mama

“O câncer de mama é de longe o tipo de câncer mais comum em mulheres em todo o mundo, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Em países de baixa e média renda, a incidência tem aumentado de forma constante nos últimos anos devido ao aumento da expectativa de vida, o crescimento da urbanização e a adoção de estilos de vida ocidentais”, diz a OMS em nota explicativa sobre a doença.

Segundo a cartilha de informação do INCA, o câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

Dentre alguns dos fatores que podem causar a doença estão: obesidade, sedentarismo, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos, histórico familiar e ter feito tratamento de reposição hormonal. O INCA alerta que a presença de um ou mais destes fatores de risco não garante necessariamente que a pessoa terá a doença.

Saiba mais em www1.inca.gov.br/wcm/outubro-rosa/2014