OPAS e Maranhão reforçam ações para reduzir mortalidade materna e infantil no estado

Em Balsas, no interior do Maranhão, foi inaugurado o primeiro Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo, em parceria com a OPAS/OMS. Foto: OPAS/OMS

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo do Maranhão fortaleceram ações para reduzir a mortalidade materna e infantil. Na quinta-feira (11), foi inaugurada na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão a “Sala Cuidar”, uma rede de atenção às urgências e emergências obstétricas que atenderá todos os municípios do estado.

Desenhada com apoio da OPAS, a “Sala Cuidar” funcionará em tempo integral e contará com profissionais de saúde aptos a oferecer apoio técnico para diagnóstico, manejo e tomada de decisão durante emergências obstétricas. “Temos uma equipe que trabalhará 24 horas por dia, com todos os protocolos assinados e feitos juntamente com a OPAS, baseados nas melhores evidências científicas do mundo”, afirmou Carlos Lula, secretário de Saúde do estado.

A Regional de Saúde de Balsas, área que engloba 14 municípios do sul do Maranhão, conquistou recentemente a marca histórica de zero morte materna por mais de 400 dias. O avanço foi alcançado graças à cooperação técnica entre a Secretaria de Saúde do estado, municípios envolvidos, OPAS e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). “Em 2015, Balsas tinha os piores índices de mortalidade materna do estado. O que temos hoje é o resultado de um trabalho feito ‘de mãos dadas’”, ressaltou o secretário municipal de saúde de Balsas, Luiz Flavio Coelho.

De acordo com Carlos Lula, após os resultados positivos da cooperação técnica, a redução da mortalidade materna e infantil se tornou uma política de estado. “Precisamos reduzir esses indicadores e ser exemplo para o Brasil, mostrando que é possível reduzir a mortalidade materna e ter zero mortalidade infantil”, complementou.

Suzanne Serruya, diretora do Centro Latino-Americano para Perinatologia – Saúde das Mulheres e Reprodutiva (CLAP/SMR), afirmou que não há uma fórmula mágica para reduzir a mortalidade materna e infantil, mas que hoje a ciência tem as respostas necessárias para que essa meta seja alcançada. “Temos evidências suficientes para ajudar nos momentos críticos da atenção. Sabemos que a morte de mulheres muitas vezes é uma sucessão de pequenos erros em momentos chave”, disse.

Segundo Haydée Padilla, coordenadora da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS no Brasil, os resultados obtidos no Maranhão só foram possíveis pela combinação de três pontos estratégicos: “decisão política, capacidade técnica e disponibilidade de recursos financeiros”. Para ela, essa é a equação necessária para uma tomada de decisão benéfica para toda a população.