OPAS destaca importância da atenção primária para saúde nas Américas

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, reforçou na segunda-feira (30), durante reunião do Conselho Diretor da Organização em Washington D.C., que as unidades de atenção primária são “a porta de entrada para uma rede integral de serviços que integra programas de planejamento familiar, assistência pré-natal e serviços obstétricos”.

Presente na reunião, o Brasil destacou que tem investido no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da atenção primária à saúde. “Serão mais de 233,6 milhões de reais que permitirão que cerca 10 milhões de pessoas tenham acesso aos cuidados fundamentais em turnos de atendimento ampliado no horário noturno, desafogando as emergências, assim como nos finais de semana”, disse o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta.

Foto: EBC

Foto: EBC

O Brasil destacou, durante o 57º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington D.C., Estados Unidos, que tem investido no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro a partir da atenção primária à saúde.

“Serão mais de 233,6 milhões de reais que permitirão que cerca 10 milhões de pessoas tenham acesso aos cuidados fundamentais em turnos de atendimento ampliado no horário noturno, desafogando as emergências, assim como nos finais de semana”, destacou o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, na segunda-feira (30).

Nesse sentido, a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, reforçou que as unidades de atenção primária são a porta de entrada para uma rede integral de serviços que integra programas de planejamento familiar, assistência pré-natal e serviços obstétricos.

“Consigo imaginar a região das Américas como uma região na qual cada criança aqui nascida receberá todas as vacinas apropriadas para sua idade, sobreviverá e viverá com saúde muito além de seu aniversário de oitenta anos. Consigo imaginar cada homem, mulher e criança — inclusive aqueles que vivem em condições de vulnerabilidade — tendo acesso rápido a unidades de atenção primária, que prestam excelentes cuidados sem levar à ruína financeira e sem deixar ninguém para trás”, afirmou.

Na mesma linha, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que o Pacto Regional pela Atenção Primária à Saúde para a Saúde Universal: APS 30-30-30, lançado em abril deste ano pela OPAS, é um grande passo na direção certa. “Não existe um caminho único para a cobertura universal de saúde. Mas para todos os países, a base deve ser a atenção primária à saúde.”

O ministro da Saúde do Brasil também destacou, no contexto da promoção da saúde, a necessidade de se fomentar ações relativas a atividade física como um importante componente da prevenção da obesidade e do sobrepeso e como parte do trabalho integrado de redução dos fatores de risco e das enfermidades não transmissíveis no país.

Mandetta ressaltou ainda as ações do país no combate ao tabagismo. “Digo com muito orgulho que o Brasil alcançou o mais alto nível de implementação do pacote MPOWER, tendo implementado as seis medidas no nível prático mais alto. Hoje somos o segundo país no mundo a alcançar esse nível.”

Além disso, o ministro reiterou o compromisso brasileiro na luta por aprimorar e fortalecer a cobertura vacinal, lembrando que lançou recentemente o Movimento Vacina Brasil nas Fronteiras, com ações de fortalecimento da vigilância em cinco cidades brasileiras fronteiriças aos países que compõem o Mercosul. “Aproveito a oportunidade pra convidar todos os países da região para se juntarem a nós nessa iniciativa por toda a América.”