OPAS capacita profissionais responsáveis por registrar dados de mortalidade na América Latina

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está oferecendo mais capacitações e apoio aos profissionais responsáveis por registrar dados precisos sobre mortalidade e morbidade na América Latina e no Caribe. Essa iniciativa compõe os esforços para melhorar a qualidade, a pertinência e a uniformidade das informações que servem de base para muitas decisões no âmbito da saúde pública.

Os profissionais conhecidos como codificadores de mortalidade e morbidade desempenham um papel fundamental ao garantir a qualidade das estatísticas vitais e de saúde. Foto: Banco Mundial

Os profissionais conhecidos como codificadores de mortalidade e morbidade desempenham um papel fundamental ao garantir a qualidade das estatísticas vitais e de saúde. Foto: Banco Mundial

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está oferecendo mais capacitações e apoio aos profissionais responsáveis por registrar dados precisos sobre mortalidade e morbidade na América Latina e no Caribe. Essa iniciativa compõe os esforços para melhorar a qualidade, a pertinência e a uniformidade das informações que servem de base para muitas decisões no âmbito da saúde pública.

Os profissionais conhecidos como codificadores de mortalidade e morbidade desempenham um papel fundamental ao garantir a qualidade das estatísticas vitais e de saúde. Eles interpretam informações médicas completas (escritas por médicos) para determinar o diagnóstico exato de um paciente ou a causa de morte subjacente. Para isso, atribuem o diagnóstico a um código da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) e o utilizam para elaborar dados de saúde padronizados em níveis local, regional e nacional.

“O trabalho dos codificadores é de vital importância para assegurar a geração de dados precisos sobre morbidade e mortalidade, que são utilizados para o planejamento, monitoramento e avaliação de políticas para manter e melhorar a saúde pública”, afirmou Patricia Ruiz, chefe interina da Unidade de Sistemas de Informação e Plataformas para a Saúde da OPAS. “No entanto, apesar desta responsabilidade, os codificadores geralmente precisam interpretar terminologias médicas complexas com pouca ou nenhuma capacitação sobre as atualizações mais recentes da CID-10, uma situação que deve ser modificada.”

Para abordar este tema, a Rede Latino-Americana e do Caribe para o Fortalecimento dos Sistemas de Informação de Saúde (RELACSIS), da OPAS, está trabalhando para colocar em prática diversas iniciativas que permitam melhorar a capacidade técnica dos codificadores da CID na região e lhes proporcionar as ferramentas necessárias para que possam realizar suas tarefas de forma mais eficaz.

Entre as iniciativas, está o desenho de cursos virtuais sobre a codificação de morbidade e mortalidade conforme a CID-10 – como, por exemplo, um curso online para médicos sobre como completar certidões de óbito. Há também uma outra capacitação virtual, com duração de dois meses, para novos codificadores, com o intuito de orientá-los sobre a forma correta de interpretar os termos médicos para utilizar os códigos, de compreender a estrutura da CID-10 e de atribuir códigos aos diagnósticos dos médicos. Mais de 250 codificadores participaram do último curso. A RELACSIS também criou uma plataforma virtual para promover debate técnico e responder às perguntas frequentes.

Também foi realizado um censo regional sobre os codificadores de mortalidade e morbidade para determinar, pela primeira vez, sua demografia, ambiente de trabalho e nível de competência. O censo revelou que existem cerca de 7 mil codificadores em países de língua espanhola da América Latina e do Caribe e permitirá intervenções mais direcionadas para apoiar essa força essencial de trabalho.

Reunião regional de codificadores

Em novembro de 2018, celebrou-se na Cidade do México a Primeira Reunião Regional de Codificadores de Mortalidade e Morbidade. O objetivo da conferência foi destacar o papel fundamental dos codificadores ao facilitar a criação de políticas de saúde fundamentadas na região e oferecer a esses profissionais o apoio necessário para desempenhar essa função no mais alto nível possível.

Durante a reunião, a RELACSIS, junto aos Centros Colaboradores para a Família de Classificações Internacionais da OMS na Argentina (CACE), Cuba (CECUCE) e México (CEMECE) aceitaram seguir trabalhando para buscar um maior reconhecimento do trabalho dos codificadores da CID e programar reuniões entre esses profissionais para intercâmbio de ideias, experiências e perspectivas em torno dessa função, assim como para tratar de suas necessidades técnicas específicas.

Fortalecimento das estatísticas vitais

Todas essas iniciativas fazem parte do Plano de Ação da OPAS para o fortalecimento das estatísticas vitais (2017-2022). O documento tem foco na melhoria do papel dos codificadores, estabelecendo um registo desses profissionais; em fornecer treinamento e desenvolvimento de habilidades, de acordo com as necessidades do codificador; preparar codificadores para a CID-11 em 2022; expandir as iniciativas para codificadores do Caribe de língua inglesa; e desenvolver uma qualificação profissional para garantir o desenvolvimento profissional dos codificadores.


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