OPAS: ‘Alimentação deve ser prioridade de saúde pública’, dizem ministros de países das Américas

Comércio líquido de produtos agrícolas na América Latina alcançará 60 bilhões de dólares, uma valor três vezes mais alto do que o registrado em 2000. Foto: SMCS/Jaelson Lucas

Concluída na semana passada (22), no Paraguai, a 17ª Reunião Interamericana Ministerial de Saúde e Agricultura selou compromissos entre os chefes destas pastas federais de cada país das Américas para promover o combate a zoonoses — doenças infecciosas de animais que podem ser transmitidas para humanos — em todo o continente.

Ao longo do evento — realizado a cada quatro anos pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) —, ministros, equipes técnicas e representantes de organismos internacionais e regionais de 30 países expressaram preocupação com infecções de origem animal e as provocadas por alimentos contaminados.

As autoridades concordaram em criar marcos jurídicos e normativas internas para fortalecer a vigilância e o controle coordenados das cadeias produtoras de comida nas Américas.

O compromisso inclui também a melhoria dos sistemas de alerta, que devem conseguir avisar o mais cedo possível sobre possíveis surtos. Para tanto, os dirigentes solicitaram apoio técnico da OPAS a fim de articular estratégias conjuntas.

Participantes do encontro destacaram a necessidade de uma abordagem abrangente, “do campo à mesa”, para integrar agricultura e saúde nas políticas de prevenção de doenças.

Autoridades presentes também chamaram atenção para os desafios que os Estados americanos enfrentam para “alcançar a cobertura universal de saúde e garantir a segurança alimentar” no continente.

Os chefes e representantes das pastas federais pediram o reconhecimento “da importância dos alimentos como uma prioridade de saúde pública”, considerando o papel primordial que as Américas têm em garantir a segurança alimentar do mundo.

Os dirigentes também pediram à agência regional de saúde da ONU que preste assistência aos países na melhoria de sistemas integrados de monitoramento da produção de alimentos, utilizando tecnologias de informação e comunicação. Outras pautas dos debates incluíram a erradicação da febre aftosa e a luta contra a resistência de bactérias e micróbios a medicamentos para animais.